A lateral-esquerda corintiana, de 1990 para cá, contou com jogadores de baixo nível técnico, como Jacenir, Elias e Augusto. Para escolher o melhor da posição na minha seleção, não foi muito difícil: fico com Kléber, apesar de ele não respeitar o passado glorioso que teve no Timão.
O atual lateral do Santos, que passou por uma cirurgia ao sofrer uma rara contusão no abdome, começou sua carreira no próprio Corinthians, profissionalizando-se em 1998. No ano seguinte, durante o Brasileiro de 1999, ganhou a posição de titular e foi campeão.
Meses depois de assumir a titularidade, conquistou seu segundo título, o mais importante de sua carreira: o Mundial de Clubes da Fifa, em 2000. Apesar de todas essas glórias, sua consagração como grande jogador aconteceria dois anos depois, ao formar o “melhor lado esquerdo do mundo”, na definição do técnico Carlos Alberto Parreira, com o meia Ricardinho e o atacante Gil.
Já sem a companhia de Ricardinho, que havia se transferido para o São Paulo, Kléber teve seu dia de vilão em 1º/05/2003. O Corinthians vencia o River Plate por 1 a 0, no jogo de ida das oitavas da Libertadores, no Monumental de Nuñez, quando, aos 32 minutos do segundo tempo, o lateral é expulso infantilmente, ao cair na provocação do meia D’Alessandro. Após a expulsão, o River ganhou forças e virou o placar para 2 a 1, sacramentando sua classificação no jogo de volta, com outra vitória por 2 a 1, no Morumbi.
Como acontece após uma eliminação corintiana na Libertadores, o desmanche da equipe foi inevitável. No meio de 2003, Kléber se transferia para o Hannover, da Alemanha. Ainda jogaria pelo Basel, da Suíça, antes de voltar ao futebol brasileiro, desta vez para atuar pelo Santos, onde está desde 2005.