Eu acredito em Ronaldo

Dezembro 11, 2008

ronaldo-fenomenoA contratação do atacante Ronaldo pelo Corinthians me surpreendeu. Muitos duvidam que ele se dará bem na equipe, mas eu acredito no seu sucesso.

Antes da Copa de 2002, participei de um bolão e, além dos resultados da competição, também deveria apostar em quem seria o artilheiro do torneio, o artilheiro do Brasil e o autor do primeiro gol brasileiro no campeonato. Pensei bem e não titubeei: cravei Ronaldo três vezes.

Não deu outra. Ele marcou o primeiro gol do Brasil, na estréia contra a Turquia, e terminou como artilheiro da Copa com 8 gols. Resultado: ganhei o bolão (apostara Brasil campeão), levando para casa aproximadamente R$ 200.

Podem falar que ele está velho, gordo, machucado, mas pior que o Finazzi, o nosso “ídolo” em 2007, ele não é. Mesmo meia-boca, o Fenômeno saberá aproveitar os passes do Douglas e fará uma ótima dupla de ataque com o Dentinho.

Ronaldo e ex-familiaVontade não vai faltar para o jogador. A convivência que ele teve com Milene Domingues, a corintianíssima Rainha das Embaixadas, deu a noção para o jogador da importância que o Timão tem. Não duvido nada que seu filho Ronald seja corintiano.

Com raça e talento, Ronaldo pode ser um grande jogador para o Corinthians. É uma honra ter no time para o qual torço um dos principais responsáveis pelo penta do Brasil (o outro grande responsável pela conquista, Rivaldo, já tivera esse privilégio entre 1993 e 1994). Quem sabe Ronaldinho Gaúcho chega no ano do centenário?


Melhor Corinthians do meu tempo: Marcelinho – Camisa 7

Outubro 10, 2008
Bons temposO Corinthians enfrentará neste sábado o Santo André mais uma vez pela Série B do Campeonato Brasileiro e, novamente, o assunto é um só: o reencontro de Marcelinho com a torcida alvinegra. Não é para menos, já que o meia é considerado por muitos o maior ídolo da história do Timão.

Eu discordo dessa afirmação, mas não há como negar a importância de Marcelo Pereira Surcin no Corinthians. Em três passagens pela equipe (1994-1997, 1998-2001 e 2006), o jogador se tornou o recordista de títulos no clube (Mundial de Clubes 2000, Campeonatos Brasileiros de 1998 e 1999, Campeonatos Paulistas de 1995, 1997, 1999 e 2001, além da Copa do Brasil em 1995).

Sua trajetória no Timão começou no Paulista de 1994 e eu estava no Pacaembu para assistir ao seu primeiro gol com a camisa alvinegra, sobre a Portuguesa (3 x 1), na estréia da competição. No total, ele balançou 204 vezes as redes adversárias, o que o deixa como o quinto maior artilheiro da história corintiana.

Além dos gols, principalmente em cobranças de faltas magistrais, Marcelinho era especialista em assistências. Com a bola parada, cansou de colocar companheiros em condições de marcar. Com ela rolando, então, tinha habilidade tanto para fazer um lançamento de 40 metros quanto para driblar um rival em um curto espaço de campo.

Herói das conquistas nacionais do Timão, Marcelinho ficou marcado por falhar em competições internacionais. No Mundial de 2000, teve a chance de marcar o “gol do título”, mas errou a penalidade que confirmaria a faixa de campeão ao Corinthians. No entanto, o equívoco não comprometeu, já que Edmundo fez o favor de chutar a bola nas alturas e garantir o troféu para o Parque São Jorge.

Cinco meses depois, porém, a história terminou mal. Na fatídica partida contra o Palmeiras, pela Libertadores, todos os jogadores acertaram sua cobrança na disputa por pênaltis. Marcelinho, o décimo a cobrar, parou nas mãos de Marcos, para desespero da Fiel.

Apesar da eliminação no torneio continental, o meia permaneceu no Timão e ainda conquistou o Paulista de 2001, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo. Na Copa do Brasil, porém, o sucesso não foi o mesmo. Uma suposta confusão na véspera da decisão, que envolveria até a Tiazinha, segundo as más línguas, estremeceu o relacionamento entre técnico e jogador.

Esse desentendimento teve seu ápice na véspera do Brasileiro, quando Marcelinho foi infeliz ao falar “em off”, para alguns jornalistas (Chico Lang inclusive), que Ricardinho era o leva-e-traz do treinador. O episódio resultou no banimento do atleta, que se transferiu para o Santos.

Marcelinho, na época de reservaDepois de passar por vários clubes, Marcelinho desembarcou pela terceira vez no Parque São Jorge em 2006, para ser um reserva de luxo dos galácticos da MSI. Com a camisa 77, disputou somente cinco jogos no Timão, sem brilho.

O sonho do jogador é fazer uma partida de despedida pelo Corinthians em 2010, ano do centenário do clube, no Pacaembu, contra o Palmeiras. Espero que ele tenha uma atuação como esta, em jogo do Paulistão de 1995.


Marcelinho no meu trabalho

Abril 23, 2008

Não é todo dia que a gente recebe um ex-craque do Timão no seu ambiente de trabalho, o que aconteceu comigo no último dia 15. Como prévia do texto que farei sobre ele no “Melhor Corinthians do meu tempo”, segue abaixo a notícia do que rolou:

Marcelinho Carioca apresenta trabalho realizado em Atibaia
Ex-jogador do Corinthians cria Centro de Excelência e vislumbra projeto social

O meia Marcelinho Carioca, um dos principais jogadores da história do Corinthians, compareceu à Câmara de Atibaia na última segunda-feira, 14 de abril. Antes do início da sessão ordinária, Marcelinho e o diretor de marketing Bruno Azenha apresentaram aos vereadores e ao público presente dois projetos que o atleta pretende desenvolver em Atibaia.

“No bairro do Portão, em uma área de 190 mil m², estamos finalizando as obras do Centro de Excelência Marcelinho Carioca”, disse Azenha, que mostrou um vídeo do complexo hoteleiro, voltado ao mercado esportivo e corporativo. “Um dos objetivos do centro é ser o local de concentração para uma seleção durante a Copa de 2014”.

Em seu discurso, Marcelinho falou sobre o Imarca (Instituto Marcelinho Carioca), organização sem fins lucrativos que tem o objetivo de desenvolver uma obra social para crianças e adolescentes em Atibaia. “O centro esportivo é algo privado, mas não adianta fazer as coisas só para você. Temos que beneficiar a comunidade, o município. Por isso, criamos o Imarca, que terá sede no campo do bairro do Portão e será uma escola de formação de atletas”, declarou o jogador.

Marcelinho pediu o apoio dos vereadores para a implantação do projeto, que não visa apenas ensinar futebol às crianças. “Queremos formar cidadãos, envolvendo a família. Vamos oferecer suporte em educação, saúde, estética e lazer. A escola contará com odontologia, informática e biblioteca”, declarou.


Se retrospecto ganhasse jogo, Timão voltará fácil à Série A

Abril 7, 2008

Com a eliminação no Campeonato Paulista, diante do Noroeste, o Corinthians tem de se contentar com a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série B. Para avaliar as chances do Timão na Segundona, fiz um um levantamento com os últimos confrontos do Alvinegro contra todos os adversários que terá pela frente na competição, tanto em casa quanto no campo do rival. O resultado não poderia ser melhor.

Na história, o Corinthians nunca enfrentou o Avaí em casa e jamais jogou contra o Vila Nova em Goiás. Dos 36 confrontos levantados, o Timão venceu 20 vezes, empatou 12 e perdeu apenas quatro (as duas últimas contra o São Caetano, contra o Paraná, no Brasileiro do ano passado, e uma derrota diante do Bahia, no distante Brasileirão de 2003). Foram 62 gols pró e 34 contra. Caso repita esses placares, e com dois jogos de lambuja, o Coringão somará 72 pontos, o que é mais do que necessário para subir à série A (em 2007, o Coritiba foi campeão com 69).

Confira abaixo quais foram os últimos confrontos contra os adversários. O primeiro resultado é referente à partida em casa, e o segundo, fora:

ABC/RN – 1 x 0 (Brasileirão/1977) e 4 x 0 (Copa do Brasil/1996)
América/RN – 1 x 0 (Brasileirão/2007) e 2 x 1 (Brasileirão/2007)
Avaí – Apenas uma partida, fora de casa: 4 x 3 (Amistoso/1943)
Bahia – 1 x 2 (Brasileirão/2003) e 0 x 0 (Brasileirão/2003)
Barueri – 0 x 0 (Paulistão/2007) e 1 x 1 (Paulistão/2008)
Bragantino – 1 x 1 (Paulistão/2008) e 2 x 1 (Paulistão/2007)
Brasiliense – 3 x 2 (Brasileirão/2005) e 4 x 2 (Brasileirão/2005)
Ceará – 2 x 2 (Conmebol/1995) e 1 x 1 (Conmebol/1995)
CRB – 3 x 1 (Copa do Brasil/1994) e 1 x 0 (Copa do Brasil/1994)
Criciúma – 1 x 0 (Brasileirão/2004) e 1 x 1 (Brasileirão/2004)
Fortaleza – 2 x 0 (Copa do Brasil/2008) e 2 x 1 (Copa do Brasil/2008)
Gama – 2 x 2 (Brasileirão/2001) e 3 x 1 (Brasileirão/2002)
Juventude – 1 x 0 (Brasileirão/2007) e 2 x 2 (Brasileirão/2007)
Marília – 3 x 1 (Paulistão/2008) e 1 x 1 (Paulistão/2007)
Paraná – 0 x 0 (Brasileirão/2007) e 0 x 1 (Brasileirão/2007)
Ponte Preta – 3 x 1 (Paulistão/2007) e 1 x 0 (Paulistão/2008)
Santo André – 4 x 1 (Paulistão/2006) e 1 x 1 (Paulistão/2007)
São Caetano – 0 x 1 (Paulistão/2007) e 1 x 3 (Paulistão/2008)
Vila Nova/GO – apenas um jogo, em casa: 3 x 0 (Brasileirão/1978)


Vilão no Timão, craque polonês

Março 7, 2008

Os 66.666 torcedores que acompanharam a eliminação corintiana na Libertadores de 2003, diante do River Plate, lembram-se muito bem do lateral-esquerdo Roger. Revelado pelas categorias de base do Timão, o jogador substituiu Kléber e deve ter ouvido o seguinte comentário do técnico Geninho antes da partida: “entra em campo e faz tudo igualzinho ao Kléber”.

Roger entendeu a recomendação ao pé da letra e imitou o titular até na expulsão, ao dar um pontapé em D’Alessandro. Depois disso, nunca mais foi o mesmo no Corinthians, teve uma boa passagem pelo Flamengo e se mandou para o exterior.

Na Europa, o jogador tem agradado e deve servir à seleção. Não a do Brasil (apesar de Dunga já ter convocado até o Bobô!), mas a da Polônia. “Faz tempo que ele vem chamando minha atenção, o Roger poderia contribuir muito na seleção polonesa”, afirmou o técnico do escrete polaco, o holandês Leo Beenhacker, conforme notícia publicada na Gazeta.

Desejo sinceramente que o Roger se dê bem lá na Polônia e tenha uma grande atuação na Eurocopa. Assim, diminui o risco de ele querer retornar às origens. Por aqui, estou muito satisfeito com o André Santos.


Corinthians terá arma secreta contra Palmeiras

Fevereiro 29, 2008

O técnico Mano Menezes resolveu fazer um treino secreto do Corinthians em Atibaia na última quinta-feira para não mostrar a arma que pretende utilizar no clássico contra o Palmeiras, neste domingo. O objetivo do treinador é manter a estabilidade, evitar contato com os adversários, usar a velocidade e fazer várias ultrapassagens pelas laterais.

Como moro na cidade do interior, consegui furar o bloqueio dos seguranças do Hotel Bourbon e participei da apresentação do novo reforço do time, que atenderá todos esses requisitos da melhor forma:

carro-do-timao.jpg

Infelizmente, estou a pelo menos 5 quilômetros do hotel e não pude comparecer ao treino do Corinthians, quando os jogadores brincaram com o carro que levará o nome do Timão na Fórmula Super Liga Superliga. A foto também não é minha, mas está no blog Superleague Formula.


Melhor Corinthians do meu tempo: Kléber – Camisa 6

Fevereiro 25, 2008

A lateral-esquerda corintiana, de 1990 para cá, contou com jogadores de baixo nível técnico, como Jacenir, Elias e Augusto. Para escolher o melhor da posição na minha seleção, não foi muito difícil: fico com Kléber, apesar de ele não respeitar o passado glorioso que teve no Timão.

O atual lateral do Santos, que passou por uma cirurgia ao sofrer uma rara contusão no abdome, começou sua carreira no próprio Corinthians, profissionalizando-se em 1998. No ano seguinte, durante o Brasileiro de 1999, ganhou a posição de titular e foi campeão.

Meses depois de assumir a titularidade, conquistou seu segundo título, o mais importante de sua carreira: o Mundial de Clubes da Fifa, em 2000. Apesar de todas essas glórias, sua consagração como grande jogador aconteceria dois anos depois, ao formar o “melhor lado esquerdo do mundo”, na definição do técnico Carlos Alberto Parreira, com o meia Ricardinho e o atacante Gil.

Já sem a companhia de Ricardinho, que havia se transferido para o São Paulo, Kléber teve seu dia de vilão em 1º/05/2003. O Corinthians vencia o River Plate por 1 a 0, no jogo de ida das oitavas da Libertadores, no Monumental de Nuñez, quando, aos 32 minutos do segundo tempo, o lateral é expulso infantilmente, ao cair na provocação do meia D’Alessandro. Após a expulsão, o River ganhou forças e virou o placar para 2 a 1, sacramentando sua classificação no jogo de volta, com outra vitória por 2 a 1, no Morumbi.

Como acontece após uma eliminação corintiana na Libertadores, o desmanche da equipe foi inevitável. No meio de 2003, Kléber se transferia para o Hannover, da Alemanha. Ainda jogaria pelo Basel, da Suíça, antes de voltar ao futebol brasileiro, desta vez para atuar pelo Santos, onde está desde 2005.


Melhor Corinthians do meu tempo: Vampeta – Camisa 5

Dezembro 28, 2007

vampeta-vitoria.jpgAcabo de ler a notícia de que Vampeta não está nos planos do técnico Mano Menezes para o elenco do Corinthians em 2008. Pelo que o volante fez nos últimos meses, a decisão do treinador tem o meu apoio , mas aproveito o gancho para eleger o jogador como o melhor camisa 5 do Timão dos últimos 17 anos.

Vampeta tem esse apelido pela sua feiúra, já que parece a “mistura do vampiro com o capeta”. Começou nas categorias de base do Vitória, profissionalizou-se no início dos anos 90 e em 1993 fez parte do grupo vice-campeão brasileiro. Transferiu-se para o PSV Eindhoven no ano seguinte, onde jogou com Ronaldo Fenômeno, voltou ao Brasil em 95 para disputar o Campeonato Brasileiro pelo Fluminense e atuou mais dois anos na Holanda.

No início de 1998, chegou ao Corinthians como um desconhecido do torcedor paulista, apesar das boas referências e da confiança do técnico Vanderlei Luxemburgo. Não demorou muito para mostrar seu valor, ao fazer parte de um meio-campo mágico com Rincón, Marcelinho e Ricardinho e conquistar o Brasileiro no final do ano.

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No primeiro semestre de 1999, o Corinthians foi eliminado nas quartas-de-final da Libertadores pelo Palmeiras, e Vampeta perdeu um dos pênaltis na disputa contra o rival. No restante do ano, porém, só alegria: campeão Paulista e bi Brasileiro.

Em 2000, conquistou seu maior título pelo Timão, ao ser campeão Mundial de Clubes. A felicidade de estar no topo do planeta acabou em menos de seis meses, com uma nova eliminação corintiana para o Palmeiras na Libertadores, desta vez na semifinal.

Sem a taça continental que faltava na sua coleção, o volante foi vendido à Internazionale de Milão por US$ 15 milhões. Na Itália, foi um fiasco, assim como na sua breve passagem pelo Paris Saint-Germain. Voltou ao Brasil para disputar o Brasileirão de 2001 pelo Flamengo e imortalizou a frase: “eles fingem que me pagam e eu finjo que jogo”.

O bom futebol de Vampeta só reapareceu quando ele retornou ao Corinthians. Em 2002, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, o jogador foi campeão do Rio-São Paulo, da Copa do Brasil e ainda ficou como vice do Brasileirão. Pela seleção brasileira, amargou a reserva na conquista do quinto título mundial, mas acabou como a estrela da comemoração, ao rolar bêbado pela rampa do Palácio do Planalto com suas cambalhotas.vampeta-cambalhota.jpg

Ainda seria campeão paulista de 2003 pelo Timão antes de sofrer uma grave contusão no joelho. Depois desse fatídico dia, jamais voltou a brilhar, seja no Vitória, Kuwait, Brasiliense, Goiás e no próprio Corinthians, onde amargou o rebaixamento neste ano.


Melhor Corinthians do meu tempo: Gamarra – Camisa 4

Dezembro 7, 2007

gamarra-corinthians.jpgA ressaca do rebaixamento deveria me desanimar a escrever sobre futebol e, principalmente, Corinthians. Quando passamos por momentos difíceis, porém, sempre é bom lembrar de situações felizes para amenizar a dor.

Recordar a presença de Gamarra na zaga corintiana é algo que dá gosto. Um jogador técnico, que se antecipava às jogadas e não precisava apelar para as faltas. Nas bolas aéreas, apesar de sua altura (1,80m), conseguia bom aproveitamento, muito por causa de seu posicionamento na área.

Carlos Alberto Gamarra Pavón nasceu no Paraguai em fevereiro de 1971. Depois de jogar pelo Cerro Porteño, transferiu-se para o Internacional/RS em 1995 e, no ano seguinte, teve uma rápida passagem pelo Benfica, de Portugal. No início de 98, ele se chegava ao Corinthians junto a outras apostas, como Vampeta, para fazer parte do esquadrão idealizado por Vanderlei Luxemburgo.

gamarra-paraguai.jpgApós um primeiro semestre sem tanto destaque no Timão, o zagueiro disputou a Copa do Mundo pela seleção paraguaia e teve uma atuação espetacular. Em quatro partidas, não cometeu nenhuma falta e acabou escolhido como melhor defensor da competição.

Com o melhor zagueiro do mundo em campo, o Corinthians mostrou ter o melhor time do Brasil. Além de ajudar a defesa, o paraguaio colaborou na conquista do título nacional com três gols (todos de cabeça), um deles contra o Santos, na semifinal. Foi nessa partida, que terminou 2 a 1 para o Peixe, que eu conheci a Vila Belmiro e sua maravilhosa vista da torcida visitante.

gamarra-taca.jpgNo início de 99, Gamarra conquistou mais um título, o Paulistão. A decisão, marcada pelas embaixadinhas do Edílson, também foi o último jogo do zagueiro com a camisa corintiana. Durante a volta olímpica, eu estava entre os torcedores do Morumbi que imploravam: “fica, Gamarra”. No entanto, ele preferiu ganhar muito mais no Atlético de Madri e, com isso, perdeu a chance de ser campeão mundial no ano seguinte.


20 anos depois, Corinthians é rebaixado

Dezembro 3, 2007

O pentacampeonato nacional do São Paulo neste ano fez ressurgir a polêmica se o Flamengo é ou não cinco vezes campeão brasileiro. Isso acontece porque um dos títulos da equipe carioca foi conquistado em 1987, ano em que o Brasileirão teve o nome de Copa União.

Eu sou daqueles que reconhece a conquista flamenguista, pois entendo que o Módulo Verde foi o verdadeiro Campeonato Brasileiro de 87. Assim, lembro que o Corinthians terminou aquele campeonato na 16ª (e última) colocação, o que rebaixaria a equipe na ocasião. A queda só não ocorreu porque no ano seguinte o Brasileirão contou com 24 clubes, graças a um acordo entre Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Clube dos 13.

A Marlene Matheus deu uma declaração logo após o apito final de Grêmio 1 x 1 Corinthians de que “isso (a queda) nunca aconteceria nas mãos do Vicente”. Só não aconteceu porque, na época em que ele era presidente, virada de mesa era algo normal.

Em 2000, no mesmo ano em que foi campeão Mundial, o Timão terminou a famigerada Copa João Havelange (Módulo Azul) na 24ª colocação (a penúltima). Novamente, se o campeonato tivesse sido sério, era outro rebaixamento à vista (apesar de, pelas regras das competições anteriores, havia uma espécie de “ranking do descenso”. Como o Corinthians era o atual bicampeão brasileiro – 98/99 -, dificilmente cairia).

Esse preâmbulo serve para mostrar que a ida do Timão para a segunda divisão não é algo isolado na história do clube. Lógico que agora a dor da torcida é maior, mas em algumas situações o time fez campanhas medíocres e merecia ser castigado.

Este ano, então, o rebaixamento foi merecidíssimo. Nem vou citar as chances que a equipe teve para se salvar e não aproveitou. Prefiro me concentrar no fato de o time ser o segundo pior em número de vitórias (10) e gols marcados (40), em 38 partidas. É a constatação de que o Corinthians não entrava para ganhar ou, se entrava, era muito incompetente.

Mesmo sabendo que a queda para a segundona era clara, mantive-me esperançoso até o fim. Aliás, quase. Quando o Goiás fez 2 a 1 no Internacional, ficou estampado na cara dos torcedores, eu inclusive, que a vaca tinha ido para o brejo. Os jogadores não davam sinais de que haveria alguma chance de gol.

Ao término da partida, não chorei. Assimilei o resultado e, por mais triste que seja o descenso, o jeito é continuar fiel à equipe e esperar os confrontos contra Criciúma, Bragantino, Barueri, CRB, ABC/RN e Gama. Antes disso, teremos o Paulistão e a Copa do Brasil. Por mais que tudo indique que a situação só tende a piorar, eu, como torcedor, creio na possibilidade de um 2008 redentor.