Na minha previsão otimista, acreditava que o Brasil poderia trazer 23 medalhas de Pequim. No final, foram 15, sendo 3 de ouro, 4 de prata e 8 de bronze.
Quebrei a cara ao apostar em pódio certo de Diego Hypólito, Jadel Gregório, João Derly, Bimba e Rodrigo Pessoa. Outras sete “possibilidades” não se concretizaram: Thiago Pereira, Ana Paula/Larissa, Fabiana Murer, Jade Barbosa, Equipe de hipismo (saltos), Poliana Okimoto e Marcio Wenceslau.
No meu balanço pessoal, errei mais do que acertei. Se tive 12 furos, porém, acertei 11 medalhas. Dos pódios que considerava garantido, oito se confirmaram: vôlei masculino e feminino, Ricardo/Emanuel, futebol feminino, Tiago Camilo, Natália Falavigna, Robert Scheidt/Bruno Prada e Maurren Maggi. Ainda me dei bem com três “apostas”: César Cielo nos 50m livre, Leandro Guilheiro e futebol masculino.
Vale lembrar que não contava com quatro medalhas conquistadas pelos brasileiros em Pequim: Márcio/Fábio Luiz, Cielo nos 100m livre, Ketleyn Quadros e a dupla da vela Fabiana Oliveira e Isabel Swan.
Abaixo, faço outro balanço, esporte por esporte, utilizando os conceitos péssimo, regular, bom ou ótimo (quem ouve futebol pela Transamérica sabe do que estou falando):
Atletismo – 45 atletas, apenas uma medalha. Como foi de ouro, o que não ocorria desde Los Angeles-1984, e a primeira feminina, até que não foi tão ruim. Bom.
Basquete – A seleção masculina não foi. A feminina, por sua vez, nem passou da primeira fase. Pior impossível. Péssimo.
Boxe – O jejum de medalhas continua, mas colocar dois boxeadores nas quartas-de-final é um desempenho esperado, pelo nível do esporte no Brasil. Bom.
Canoagem – Nivalter Santos e Poliana de Paula chegaram às semifinais. Deu pro gasto. Regular.
Ciclismo – Nenhum ciclista brasileiro ficou entre os 15 primeiros colocados em sua respectiva prova. No entanto, não se esperava nada deles mesmo. Regular.
Esgrima – Dois esgrimistas brasileiros estiveram em Pequim. Só isso já vale um Regular.
Futebol – Prata no feminino, bronze no masculino. Esperava mais das mulheres do que dos homens, mas valeu. Bom.
Ginástica artística – Nunca os brasileiros estiveram em tantas finais no esporte como em Pequim. Mas, como Diego Hypólito não trouxe a medalha esperada, dou Regular.
Ginástica rítmica – Ficaram em último na competição por equipes. No dia da final, em vez de as meninas irem assistir às suas concorrentes para aprenderem um pouco do esporte, preferiram ir à decisão do vôlei masculino. Péssimo.
Handebol – As duas seleções não passaram da primeira fase, mas conseguiram algumas vitórias, pelo menos. Regular.
Hipismo – O CCE e o Adestramento foram meros figurantes na competição. Nos saltos, a equipe não foi à final e a medalha de Rodrigo Pessoa não veio. Péssimo.
Judô – A equipe conquistou três medalhas de bronze, desempenho melhor que Atenas-2004. Como tínhamos três judocas campeões mundiais, esperava-se mais. Bom.
Levantamento de peso – O brasileiro que competiu ficou bem longe das medalhas. Como não temos tradição no esporte, fico com Regular.
Lutas – Rosângela Conceição venceu uma luta. E foi só. Regular.
Nado sincronizado – O dueto brasileiro não alcançou a final por uma posição. Regular.
Natação – Dos 27 nadadores brasileiros, só um trouxe medalhas (César Cielo). Como ele subiu em dois pódios, com um ouro inédito, valeu. Bom.
Pentatlo moderno – Yane Marques terminou em 18º lugar, mas foi prejudicada na prova de hipismo. Bom.
Remo – Os brasileiros ficaram longe das finais. Só decepção. Péssimo.
Saltos ornamentais – As mesmas caras de sempre (Juliana Veloso, Cassius Duran, etc.), só que os resultados foram piores do que antes. Péssimo.
Taekwondo – Medalha de bronze inédita com Natália Falavigna. Como ela tinha condições de ir melhor, assim como seus compatriotas, dou Bom.
Tênis – No individual, derrotas na estréia. Nas duplas, na segunda rodada. Regular.
Tênis de mesa – Nem a China inspira nossos mesa-tenistas. Hugo Hoyama teve saudades do Pan. Péssimo.
Tiro com arco – Derrota na estréia. Como o brasileiro enfrentou um sul-coreano, vou ser compreensivo e dar Regular.
Tiro esportivo – Para os brasileiros, o tiro saiu pela culatra. Péssimo.
Triatlo – O melhor brasileiro, Juraci Moreira, ficou na 26ª posição. Ao final da prova, ele disse que tinha ido a Pequim para se divertir. Péssimo.
Vela – Sem Torben Grael, e com Robert Scheidt em uma nova classe, até que duas medalhas é um Bom desempenho.
Vôlei – Um ouro no feminino e uma prata no masculino. Se fosse o contrário, daria ótimo, mas como o time de Bernardinho era o favorito, dou Bom.
Vôlei de praia - Os homens fizeram sua parte, mas as mulheres não mantiveram a tradição de subir ao pódio. Bom.
Escrito por mcempada
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