Melhor Corinthians do meu tempo: Dida – Camisa 1

A primeira vez que eu assisti a um jogo em um estádio de futebol foi no dia 15 de julho de 1987, quando o Corinthians venceu o Mogi Mirim por 3 a 1, pelo Campeonato Paulista, no Pacaembu. Como tinha seis anos, não me lembro de muita coisa dessa partida, apenas que estava vestido com uma camisa “genérica” do Timão.

Dida no TimãoApesar de ir a estádios desde 87, resolvi adotar o critério para o “Melhor Corinthians do meu tempo” a partir de 1990, quando já tinha mais noção do que acontecia dentro dos gramados. Logo de início, a minha opção vai causar polêmica. No gol, em vez de escolher Ronaldo, que atuou como titular do Timão por 10 anos, fico com Dida.

Nascido em 1973, o baiano Nelson de Jesus Silva, o Dida, começou sua carreira profissional no Vitória em 1992 e, no ano seguinte, conquistava o Campeonato Mundial Sub-20 pela Seleção e se tornava vice-campeão brasileiro pelo rubro-negro da Bahia. Aliás, no dia 5 de dezembro de 1993, eu era uma das 65 mil pessoas no Morumbi que viram o Vitória de Dida empatar com o Timão por 2 a 2, resultado que colaborou para a eliminação do Corinthians. Dida no Vitória(Neste jogo, houve um fato curioso: o goleiro Ronaldo marcou um “gol contra”. O Vitória teve uma falta em dois lances que o Roberto Cavalo cobrou direto para o gol e, como o Ronaldo tocou na bola antes de ela entrar, o gol foi validado).

Depois do sucesso meteórico, Dida foi para o Cruzeiro em 1994 e ficou lá até 1998. Nesse período, destaque para o título da Copa do Brasil de 96, quando ele teve uma atuação marcante na final contra o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo. “O Dida parou nossa equipe, defendendo bolas que normalmente um goleiro não pega. Ele garantiu o título para o Cruzeiro”, afirmou o lateral Cafu à Folha de S.Paulo.

Com a derrota na final do Brasileirão de 98 para o Timão, Dida resolveu deixar o Cruzeiro em direção ao Milan, que o emprestou para o Lugano (SUI) e, finalmente, ao Corinthians. Foi na campanha do Brasileiro de 99 que o goleiro se consagrou. Veja este lance.

Aqui, tenho que abrir parênteses. A época em que eu era mais “fanático” pelo Timão foi na adolescência, quando o São Paulo vivia sua “Era Raí”. Estava no estádio no fatídico São Paulo 3 x 0 Corinthians, pela final do Paulistão-91, e vi oito gols do Raí in loco contra o Timão. Então, quando o Dida defendeu dois pênaltis do irmão do Sócrates em um mesmo jogo, foi a redenção.

Na campanha do Mundial, então, Dida foi fundamental. Acompanhei das arquibancadas a defesa do pênalti do Anelka, que garantiu o empate contra o Real Madrid por 2 a 2, e vibrei pela TV ao ver sua frieza na decisão com o Vasco (repare na “comemoração” dele após a perda do pênalti do Edmundo).

Com os títulos brasileiro e mundial na bagagem, Dida voltou ao Milan e retornou ao Corinthians no final de 2001, a tempo de conquistar o Torneio Rio-São Paulo e a Copa do Brasil de 2002. Enquanto ele não volta para encerrar a carreira no Parque São Jorge, o jeito é torcer por Marcelo e Jean…

Fotos: Gazeta Esportiva

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3 Responses to Melhor Corinthians do meu tempo: Dida – Camisa 1

  1. Fagundes disse:

    O grande detalhe do ‘gol contra’ de Ronaldo, é que a câmera mostrou por vários ângulos e ele não tocou na bola. Foi uma anta e pulou nela, mas não tocou.

  2. […] falei no post sobre o Dida o quanto sofri na Era Telê, então ver o Timão golear o São Paulo era inacreditável. O […]

  3. Melhor goleiro do mundo
    po q jogou no corinthians
    (Dida)

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