O bom filho à casa torna

Terça-feira, 12 de junho deste ano. Acordo no Dia dos Namorados longe da esposa, sozinho em um quarto de hotel. Vou pegar meu celular e vejo que há um SMS para mim.

Não, não era minha esposa. A mensagem dizia “ta afim d fazer um frila no Pan? Me ligue”. No mesmo dia, retornei a ligação e acertei o meu retorno, mesmo que temporário, para a empresa de comunicação “G”.

Creio que minha carreira não merece ser analisada pela revista Exame e estou longe de conquistar meu primeiro milhão (de reais). Apesar disso, constatei algo positivo na trajetória profissional que tracei até hoje: com exceção do meu atual emprego, eu sempre tive uma segunda passagem pelas empresas nas quais trabalhei.

Comecei a trabalhar aos 15 anos, de office-boy, na construtora “VS”. Fiquei lá entre 1996 e 1999, passei pelos cargos de auxiliar dos departamentos de compras e de contas a pagar e pedi demissão para tentar algo mais próximo da área em que estudava (jornalismo). Não podia ser mais próximo: em menos de duas semanas, consegui um estágio no site da empresa de comunicação “G”, que ficava no mesmo prédio da faculdade.

Era para ter me formado no final de 2001, só que um problema (ou vários) no meu projeto experimental impediu que as coisas não ocorressem da maneira que desejava. No mesmo período, meu estágio se encerrou e fiquei os primeiros meses de 2002 desempregado.

Quando dormia tranqüilamente em casa, um funcionário da construtora “VS” veio a minha casa e recebi o convite para voltar a trabalhar lá, no cargo de auxiliar do departamento de contas a pagar. Aceitei, só que fiquei por apenas dois meses: optei por voltar à área de jornalismo, na empresa de conteúdo para Internet “T”.

Entre estágio e “efetivação”, fiquei na empresa “T” por 3 anos e 7 meses, até que passei em um concurso público para trabalhar como assessor de imprensa na Câmara de uma cidade “A”. Estou lá desde dezembro de 2005.

Conciliando com minha atividade de funcionário público, neste ano trabalhei três finais de semana para a empresa “T” e 27 dias das minhas férias na empresa “G”. “Queria agradecer pelo seu empenho durante o Pan”, disse o editor, lembrando que outras oportunidades podem surgir no futuro. Realmente, essa história de deixar as portas abertas ao sair de um emprego dá resultados…

 Ps. Sobre o Pan, até que não tive tantos motivos para gritar Êh, Brasil! Fico com o balanço publicado pela Gazeta Esportiva.

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