Até logo, São Paulo!

Desde que nasci, em 1980, morei na cidade de São Paulo, a maior (e melhor, claro) do Brasil. Foram 22 anos no bairro de Pinheiros, com um intervalo de sete meses no Jd. Marajoara, e os últimos quatro anos e meio no Centro.

Saudades...Foi no asfalto da “terra da garoa” que joguei bola, andei de triciclo, bicicleta, brinquei de esconde-esconde e pega-pega. Em casa, a brincadeira era com playmobil, futebol de botão e videogame. Depois, cresci, fui trabalhar de office-boy e me apaixonei de vez pela cidade ao conhecer sua região central e suas estações de metrô.

Em São Paulo me tornei jornalista, cristão, namorado e esposo. Fui a mais de 100 jogos no Pacaembu e a mais de 50 no Morumbi, onde vi o Corinthians ser campeão, ganhar partidas inacreditáveis, perder títulos e ser eliminado de competições. Assisti a filmes em diversas salas do Cinemark, no Belas Artes (antes de ser HSBC) e em cinemas do Centro, como o finado Marrocos, antes que eles se adaptassem para o segmento “adulto”.

Joguei bola nos campos do Parque Villa Lobos e da Praça do Relógio da Cidade Universitária (USP), com direito a cachorro-quente no final da partida, assim como perdi o gol mais feito da história na quadra da UGAB. Comi no Chivas Hamburguer e na Pizzaria Marcelino, antes que se tornassem Pirajá e Habib’s, respectivamente.

Fiquei internado no Oswaldo Cruz, com direito a quarto com sacada, mas também fui atendido em um pronto-socorro do PAS quando desloquei meu ombro. Tive de ser submetido a cirurgias no Santa Isabel e no Samaritano, graças ao meu intestino e à minha amígdala.

Considero a construção mais bonita de SPRecentemente, subi no topo do prédio do Banespa, dei uma passada na Igreja da Sé e visitei o Museu da Língua Portuguesa. Faltou conhecer o Teatro Municipal, o restaurante do Terraço Itália e a Pinacoteca do Estado.

Apesar de ficar sempre na mesma cidade, passei por cinco residências diferentes, nas mais diversas “formações familiares”: eu/pai/mãe/irmão, eu/pai/mãe/irmão/avó, eu/mãe/irmão, eu/mãe/irmão/primo, eu/mãe/irmão/primo/mulher que alugava um dos quartos, eu/mãe/irmão/primo/esposa do primo, eu/mãe/irmão/primo/esposa do primo/filho do primo, eu/mãe/irmão/prima/esposo da prima, eu/mãe/irmão/prima/esposo da prima/filha da prima, eu/mãe/padrasto/irmão, eu/mãe/irmão/“irmã adotiva”, eu/mãe/irmão/“irmã adotiva”/prima, eu/mãe/irmão/“irmã adotiva”/cunhada, eu/mãe/irmão/cunhada, eu/mãe, eu/irmão, eu e eu/esposa. (Rafa, corrija o que estiver errado).

Talvez por esse histórico, considero-me uma pessoa que se adapta fácil a qualquer mudança. Agora vou ter de provar isto, pois desde ontem sou um morador de Atibaia, cidade localizada a 65 km da Capital.

Será que me dei bem?Não saí da cidade grande para ter mais qualidade de vida. Por mim, ficaria o resto dos meus dias respirando o ar sujo da Avenida Paulista, onde tive o privilégio de trabalhar e estudar. Mas, como trabalho há quase dois anos em Atibaia e agora minha esposa arranjou um emprego em Bragança Paulista, ficou inviável permanecer no apartamento com vista para um pedaço do Largo do Arouche.

Ainda não assimilei como isso afetará minha vida. De qualquer forma, agradeço a São Paulo pelo que sou e sei que num futuro próximo eu estarei de volta. Até logo!

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3 Responses to Até logo, São Paulo!

  1. Cara, tenho certeza de que vc será muito feliz em sua casa nova. Sucesso pra vc em Atibaia! E independente disso, vamos tentar viabilizar a TEF2008. 🙂

  2. Lello Lopes disse:

    Grande Max. Muito sucesso em seu novo caminho. Um grande abraço!

  3. Rafael disse:

    Em relação a cronologia de seus diversos grupos familiares nada a corrigir. Como você mesmo reconheceu, alguém que passou por tantas situações diferentes necessariamente desenvolve uma grande capacidade de adaptação. Mesmo que você não dê certo em Atibaia, viva esse momento com a mesma intensidade das outras fases da sua vida. Afinal, o que lhe permitiu escrever um relato tão rico sobre São Paulo foi essa observação atenta às pessoas, lugares e situações vividas por aqui. Estou triste por não tê-lo tão perto como antes. Afinal, embora temos nos visto cada vez menos, a qualquer instante poderíamos providenciar um rápido encontro. Por outro lado, vejo essa nova fase da sua vida como um importante marco de transição. Com certeza Deus tem planos para sua vida em Atibaia. Fique atento para o próposito Dele. Um grande abraço,

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