Pueste em portuñol

outubro 26, 2007

Ao visitar lo blog del Inagaki, mi ex-compañero de Cásper Líbero, descobri que hoy és dia de escreber puestes em portuñol! Resolbi atiender su solicitación e, como no estoy mui inspirado, dejarei somiente un breve recado a la nación corintiana: fuerça, Timón!

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Será que precisarei ir ao estádio?

outubro 22, 2007

Escrevi há algum tempo que, quanto pior está o Corinthians, mais vontade eu tenho de ir ao estádio. Apesar da situação terrível que o Timão vive no Brasileiro, eu ainda não tive a oportunidade de acompanhar a equipe in loco neste campeonato.

Além dos diversos compromissos que me impediram de  sofrer no estádio, mudei de São Paulo em agosto e minha saúde piorou um pouco. Agora, só faltam três jogos para eu acompanhar e, destes, creio que terei condições de assistir somente ao confronto com o Vasco, na penúltima rodada.

Do jeito que a coisa está, até lá o time pode estar rebaixado. Para quem pensa assim, vai um aviso: o Corinthians ainda só depende dele para permanecer na Série A em 2008.

Caso vença os seis jogos finais, o Timão ultrapassará, no mínimo, ou Goiás ou Vasco (terá vencido o confronto direto contra os dois e, como goianos e cariocas se enfrentarão, algum time ficaria para trás). Isso sem contar os resultados das outras equipes.

Tudo bem, não acredito que o Timão vá vencer todos os jogos, mas essa constatação mostra que ainda há esperança. Diante da situação, o jeito é torcer, seja no estádio ou em casa.


Corintiano doente

outubro 9, 2007

Eu assisti à final do Campeonato Paulista de 2003, disputada em 22 de março, no quarto de um hospital. Estava me preparando para uma cirurgia e vi o Timão derrotar o São Paulo por 3 a 2, com um gol de Liédson e dois de Jorge Wagner.

A cirurgia foi um sucesso e passei os últimos quatro anos bem, sem sofrer com os sintomas mais graves da Doença de Crohn. No mesmo período, o Corinthians jogou 13 vezes contra o São Paulo e não venceu nenhuma: 8 derrotas e 5 empates (ainda teve outra derrota, por 3 x 2, pelo Brasileiro de 2005, mas a partida foi anulada pelo escândalo Edílson Pereira de Carvalho).

Nas últimas semanas, como contei no post anterior, voltei a sofrer um pouco por causa da doença. E, no domingo, o Corinthians, contrariando todos os prognósticos, derrotou o São Paulo por 1 a 0, gol de Betão.

Será que eu preciso estar doente para o Timão passar por cima do Tricolor? Se esse for o caso, os demais corintianos que me perdoem: sou mais a minha saúde.


Recidiva e qualidade de vida

outubro 5, 2007

Aprendi mais uma palavra nos últimos dias: recidiva. Precisei recorrer ao dicionário para descobrir que ela significa “reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência”.

Infelizmente, esse aprendizado aconteceu da pior forma possível. Após 4 anos e 5 meses da cirurgia pela qual passei, voltei a ter alguns sintomas mais chatos da Doença de Crohn. Fui ao médico, que confirmou a recidiva, e agora estou na fase dos exames. Com os resultados em mãos, creio que o doutor indicará o melhor tratamento para o caso.

Coincidência ou não, a volta dos sintomas ocorreram no mesmo período em que me mudei para Atibaia. Ao contar que iria morar no interior, o que mais ouvia eram palavras de incentivo como “ah, agora você terá uma qualidade de vida melhor”.

Lógico que essas pessoas não têm culpa, mas ainda estou a encontrar a tal qualidade de vida. Tudo bem que acordo mais tarde, chego em casa mais cedo, almoço com minha esposa duas vezes durante a semana, desconheço o que é trânsito no horário de pico. Entretanto, ter essas vantagens com dor abdominal, falta de apetite, enjôo e febre não é lá grandes coisas.

Será que meu organismo, acostumado à poluição paulistana, não se adaptou ao “segundo melhor clima do mundo” como deveria? A ausência do stress causado por caminhar de segunda a sexta pelo Terminal Rodoviário Tietê afetou meu cérebro, trazendo conseqüências também ao corpo? A falta de ouvir Estádio 97 todos os dias alterou meu humor, a ponto de adoecer?

Enquanto não encontro as respostas, boto minha vida nas mãos do Senhor, que sabe o motivo de passar por tudo isso. Creio que ele tem mais condições de me curar do que a cidade de São Paulo.