Bodas de algodão e 27º aniversário

Hoje e amanhã, respectivamente, comemoro minhas bodas de algodão (dois anos de casado) e meu 27º aniversário. Ao fazer um retrospecto do que passei para chegar até aqui, creio que estou em um dos melhores momentos da minha vida.

Recentemente, mudei-me para Atibaia e, após um mês de idas a médico e salas de exame, a saúde está bem melhor. Passado o sufoco, noto que tenho um emprego bom, uma esposa maravilhosa, pago todas minhas contas em dia, moro em uma casa que considero confortável e bem localizada, ou seja, nada a reclamar.

A questão que faço com essa reflexão é a seguinte: e agora? Com uma vida estável, o que devo conquistar a partir de então? Se já tenho esposa, casa para morar, emprego para manter uma vida tranqüila (sem luxo), quais os próximos desafios?

Ter filhos, criá-los e vê-los partir, será essa minha missão na Terra? Fazer uma pós-graduação, outra faculdade, investir na carreira profissional para ganhar mais reconhecimento e dinheiro? Dedicar mais tempo à família, aos amigos e ao lazer?

Creio que posso escolher qualquer dessas opções, mas não devo me basear somente na minha vontade. É curioso como só no quinto parágrafo do texto cito quem proporcionou tudo o que tenho até hoje: Deus.

Pela fé que possuo no Senhor e em seu filho Jesus Cristo, preciso lembrar antes de tudo que a minha vida é Dele. Qual seria minha reação se Deus pedisse, de alguma forma, para largar todo esse conforto e ser missionário em outro país? Ou dedicar boa parte do meu tempo a algum trabalho específico, como a evangelização de menores “em situação de rua” e pessoas com dependência química?

Nasci em um lar que foi “desfeito” quando tinha seis anos de idade e minha mãe se virou para dar uma condição legal de vida para mim e meu irmão. Estudei até o colegial em escola pública e comecei a trabalhar aos 15 anos, é verdade, só que tive a felicidade de morar em Pinheiros e ter contato com amigos com bom nível cultural, o que me levou a sempre pensar em fazer uma faculdade. Sem a necessidade de cursinho, entrei em jornalismo na Cásper Líbero, me formei e até tive modestas conquistas profissionais na área.

A partir dos 11 anos, tornei-me cristão. Essa escolha, além de salvar minha alma, ajudou a preservar o corpo. Fiquei distante de drogas, cigarro e bebida e cultivei programas sadios durante a adolescência. Virei compositor e cantor de rap evangélico, professor de escola dominical, dirigente de louvor e até pregador leigo, além de organizar acampamentos com 150 pessoas e eventos musicais que reuniram cerca de 500 espectadores.

Nesse caminho, conheci a mulher que seria minha esposa, após três anos de amizade e cinco anos de namoro. Depois de dois anos ao lado dela na mesma casa, só posso agradecer ainda mais por suas qualidades, como companheirismo, amor, amizade, carinho, dedicação, beleza e responsabilidade.

Posso não saber o que Deus me reserva no futuro, nem o que devo fazer agora, só peço que Ele continue me preparando e me sustentando, como fez até hoje. Que minha vida como esposo, filho, irmão, jornalista, funcionário, amigo e cidadão reflita um pouco do amor de Jesus.

Ps. Quem quiser lembrar meu aniversário ou minhas bodas de algodão com algo material pode visitar minha lista de desejos do Submarino!

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