Rappin’ Hood em Atibaia: público decepciona

Escrevi aqui há algum tempo que fujo de shows gratuitos, mas resolvi arriscar no último sábado (26/01), ao saber que Rappin’ Hood estaria em Atibaia. A apresentação estava marcada para as 20 horas, no campo do Jd. Imperial, bem longe do Centro, onde moro. Mesmo temendo que o lugar estivesse lotado, programei-me para chegar em cima da hora.

Ao descer do ônibus, percebi que o meu temor não fazia sentido. Cheguei lá 20 minutos antes do horário marcado e nem 50 pessoas acompanhavam a apresentação do grupo local Poetas Periféricos. Logo pensei: o show do Rappin’ Hood vai demorar muito para começar, pois ele vai esperar o público aumentar para entrar no palco. Mais uma vez eu me enganei: às 20 horas em ponto, o “negrinho magrelo, com uma mancha no olho” começou a cantar “É tudo no meu nome”.

Naquela situação constrangedora, Rappin’ Hood não deixou a peteca cair. O rapper fez seu show direitinho, ao lado do DJ Primo (que tocava com Marcelo D2 na época do “À Procura da Batida Perfeita”) e do percussionista Beto Repinique, apesar de parecer com pressa, pois a todo momento ele lembrava que, às 23 horas, apresentaria o programa Rap du Bom, na 105 FM.

No total, ele cantou nove músicas, em aproximadamente 50 minutos. Quatro raps eram de seu primeiro CD, “Sujeito Homem” (“É tudo…”, “Rap du bom”, “Sou Negrão” e “Suburbano”), quatro de “Sujeito Homem 2” (“Ex-157”, “Us playboy”, “Rap o som da paz” e “Us guerreiro”) e uma música em homenagem a Sabotage, que eu não conhecia.

Mesmo com um público decepcionante, pude constatar mais uma vez que Rappin’ Hood é um dos principais rappers do Brasil, ao fazer misturas interessantes com samba, escolher samples de qualidade, rimar com precisão e compor letras acima da média. Se Racionais são os primeiros, ele vem logo atrás, ao lado de MV Bill, Xis, Thaíde & DJ Hum (juntos ou separados), GOG e o finado Sabotage.

Vale lembrar que esse é o quarto show que assisto de Rappin’ Hood. O primeiro (que eu considero o melhor dele que já vi) foi no Blen Blen, no lançamento de “Sujeito Homem”. Com MV Bill e Pregador Luo (Apocalipse 16) na platéia, o rapper contou com a participação das pessoas que o ajudaram a fazer o CD, como Leci Brandão e KL Jay.

O segundo foi em 2003, na quadra da Gaviões da Fiel. Minha análise dessa apresentação fica prejudicada porque, na seqüência, foram os Racionais que entraram no palco, no melhor show da minha vida. Já o terceiro foi no Chimera Hip Hop, quando estava mais interessado em assistir a Marcelo D2 e O Rappa.

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