Sou péssimo para dar presentes

setembro 25, 2008

Hoje a minha esposa completa 29 anos e, como ocorre em qualquer casamento feliz, deveria ser um dia de muita comemoração. Em meio à festa, uma coisa não poderia faltar: o presente.

O problema está aí, pois sou péssimo para dar presentes. Não sei se é minha criação, meu espírito não-consumista, minha fobia para entrar em lojas, ou tudo isso junto, que me atrapalham na hora de escolher uma lembrancinha a quem gosto muito. Por mais que conheça a pessoa, dificilmente tenho uma sacada para encontrar exatamente aquilo que ela precisa.

Em um dos aniversários da minha esposa, resolvi comprar flores para ela. O resultado final foi legal, mas todo o processo foi doloroso. Primeiro, entrei constrangidíssimo na floricultura. Expliquei minha situação, tomei coragem e escolhi o arranjo que daria a minha amada. No entanto, a vendedora resolveu me socorrer e deu outra sugestão. Achei melhor acatá-la.

Quando penso em dar livros, lembro que ela tem uma fila de publicações para serem lidas. Roupa, então, nem cogito: como escolher para alguém uma coisa que mal consigo escolher para mim? Além disso, só de imaginá-la indo trocar a peça porque errei o tamanho, desanimo.

Uma opção fácil seria comprar um CD de uma cantora ou grupo musical do qual ela gosta. Na atual situação financeira, porém, corro o risco de ser taxado de gastador, já que as músicas poderiam ser baixadas pela Internet. O mesmo ocorre se o presente for muito caro (para os meus padrões), como uma máquina digital, por exemplo.

Nessas datas comemorativas, gostaria que todos pensassem da mesma maneira que eu: as coisas materiais não têm importância, o sentimento e a presença da pessoa ao seu lado são o que vale a pena. Se o presente vier, tudo bem, será apenas uma das muitas formas que a pessoa tem de demonstrar o quanto sou especial para ela.

Já que não estamos no mundo perfeito, o jeito é correr atrás de algo nessas poucas horas que me faltam. O que será que eu compro?