Semana 8 – Rute 4:3

fevereiro 22, 2018

“Depois disse ao resgatador: ‘Noemi, que voltou de Moabe, está vendendo o pedaço de terra que pertencia ao nosso irmão Elimeleque’” – Rt 4:3 (NVI)

“Buscava a preta dele no portão da escola
Exemplo pra nós, mó moral, mó ibope” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Homens exemplares, que cumprem com suas obrigações dentro da família: isso parece cada vez mais raro de se ver. Mano Brown, que canta em outra parte da música “Capítulo 4, versículo 3” o trecho “não tive pai, não sou herdeiro”, sabe bem essa realidade, por isso faz questão de exaltar na canção o personagem que tem o cuidado de buscar a mulher na escola, mostrando que ele é considerado alguém com prestígio no lugar onde mora.

No livro de Rute, vemos também um exemplo de homem a ser seguido: Boaz. Ele é o autor da frase do versículo acima, que isoladamente pouco nos ensina. Ao entendermos o contexto, porém, fica claro que Boaz está resolvendo uma situação que vai transformar a vida de duas parentes distantes que estavam sofrendo à margem da sociedade.

Na época em que se passa a história do livro, existia a lei do levirato. Quando um homem morria sem deixar descendentes, o irmão (ou o parente mais próximo) deveria se casar com a viúva para perpetuar a linha familiar daquele que morreu. Esse ato também permitia que a viúva desfrutasse da herança do falecido, o que lhe trazia amparo financeiro.

Noemi e sua nora Rute ficaram viúvas na terra de Moabe e voltaram a Israel em uma situação social muito difícil. Ao saber disso, Boaz dá sua palavra para resolver o problema. Primeiro, ele precisava perguntar ao parente mais próximo delas (o “resgatador” que não tem o nome citado na Bíblia) se havia o interesse em assumir o compromisso de adquirir as terras de Elimeleque e, consequentemente, casar-se com Rute. Como o resgatador não quis, o próximo da fila era o próprio Boaz, que honrou sua obrigação, casou com Rute e deu uma vida digna a Noemi.

Apesar de para os tempos atuais a lei do levirato não fazer muito sentido, precisamos refletir se estamos cumprindo nossos papéis nos relacionamentos que assumimos. Muitas mães são obrigadas a criar seus filhos sozinhas porque os pais abandonam as crianças antes de elas nascerem; nos casos de divórcios, os atrasos nos pagamentos de pensão para os filhos são corriqueiros; mesmo dentro do casamento, homens irresponsáveis gastam seu dinheiro como querem, sem dar satisfação à família, enquanto mulheres se desdobram para fechar as contas da casa.

A Bíblia é a Palavra de Deus e traz grandes verdades espirituais, mas também nos apresenta muitas situações práticas de como devemos agir no nosso dia-a-dia. Espero que possamos olhar para Boaz, para as nossas vidas e, caso necessário, mudar alguma atitude que não agrada ao Senhor.


Semana 7 – Juízes 4:3

fevereiro 15, 2018

“Clamaram os filhos de Israel ao SENHOR, porquanto Jabim tinha novecentos carros de ferro e, por vinte anos, oprimia duramente os filhos de Israel” – Jz 4:3 (ARA)

“Louvado seja o meu Senhor que não deixa o mano aqui desandar” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

O livro de Juízes, na Bíblia, mostra um período vivido em Israel que funcionava como um ciclo: tempo de paz – o povo esquecia de Deus – os inimigos passavam a dominar Israel – o povo voltava seus olhos ao Senhor – Deus enviava um líder para livrar o povo – tempo de paz…

O versículo citado no começo do texto retrata uma das fases em que o povo de Israel estava sob domínio de um povo inimigo. E, quando as coisas estavam difíceis, eles voltavam os olhos a Deus.

Parece fácil criticar os israelitas por esse tipo de comportamento. Porém, quando olhamos para as nossas próprias vidas, será que não estamos fazendo a mesma coisa? Nas fases em que tudo vai bem, em que estou empregado, não há doenças na família, será que lembramos do Senhor? Ou recorremos a Ele somente quando a coisa aperta?

Acredito que não precisamos passar vinte anos por uma situação específica para finalmente falar: “Deus, não tenho mais forças para lutar contra isso. Eu entrego para o Senhor”. Também é importante manter uma vida constante de gratidão a Deus quando as coisas estão bem, pois daí será mais fácil buscar o Senhor nas dificuldades.

Um exemplo positivo nesse sentido é o do personagem descrito por Mano Brown na música “Capítulo 4, versículo 3”. Ele agradece ao Senhor por não agir de modo violento, apesar da vontade que tem de fazer isso. Esse sentimento negativo é entregue a Deus, que o trata da melhor forma.

Assim, reforço alguns pontos que podemos trabalhar a partir desse texto:

– Tenho me lembrado de Deus em tempos de paz? Ou só recorro a Ele nas situações difíceis?

– Eu demoro para buscar o Senhor, mesmo quando tenho o problema detectado em minha vida? Cuidado para não esperar vinte anos para se voltar a Deus.

– Como está minha vida de gratidão a Deus? Reconheço que, se não fosse por Ele, tudo seria muito pior?


Semana 6 – Josué 4:3

fevereiro 9, 2018

“E mande que apanhem doze pedras do meio do Jordão, do lugar onde os sacerdotes ficam parados. Levem-nas com vocês para o lugar onde forem passar a noite” – Js 4:3 (NVI)

“Veja bem, ninguém é mais que ninguém
Veja bem, veja bem, eles são nossos irmãos também” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Sou considerado pelas pessoas próximas a mim como alguém que tem uma boa memória, principalmente quando se trata de datas significativas e de eventos relacionados ao futebol. Conseguiria, sem nenhuma dificuldade ou ajuda do Google, falar quais foram os clubes campeões brasileiros (com Taça Brasil e Roberto Gomes Pedrosa incluídos), ano a ano.

No entanto, memória é uma coisa que precisa ser exercitada. Lembramos das coisas que são significantes para nós e daquilo que vivemos rotineiramente. As senhas usadas diariamente são facilmente memorizadas, bem como eventos marcantes das nossas vidas. Algo que deixa de ser importante ou não faz mais parte do seu dia-a-dia logo será esquecido.

As duas passagens acima têm algo em comum: a importância de lembrarmos de coisas relevantes para a nossa vida. Na música “Capítulo 4, versículo 3”, há um diálogo em que o rapper Ice Blue se queixa de alguns manos que estão sofrendo com o vício do crack, quando é “lembrado” por Mano Brown de que eles “são nossos irmãos também”. Moral da história: por pior que seja a situação de uma pessoa, ela ainda é um ser humano, e merece ser tratada como tal.

A passagem bíblica de Josué, isoladamente, parece estranha. No contexto, o Senhor separou milagrosamente as águas do rio Jordão e fez o povo de Israel atravessar o rio em terra seca, assim como havia acontecido no Mar Vermelho cerca de 40 anos antes. Para que esse acontecimento fosse lembrado pelas próximas gerações, Deus pediu que pegassem 12 pedras, uma representando cada tribo de Israel, e formassem uma espécie de monumento. Quem visse aquele memorial lembraria da passagem a seco pelo rio e louvaria o Senhor por esse feito.

Deus sabe que nossa memória é falha e, por isso, nos instrui a criar marcos para lembrarmos do que realmente importa. Ao ler o Velho Testamento, será fácil identificar isso (festas judaicas como a Páscoa, nomes de lugares que fazem referência a um evento, etc.). A morte e ressurreição de Jesus Cristo, por exemplo. O acontecimento mais importante da história tem de ser recordado sempre e, para isso, foi instituído a Santa Ceia. Ao comermos o pão e tomarmos o vinho, lembramos do sacrifício na cruz e, como disse o Senhor, fazemos isso “em memória de mim”.

Do que você precisa lembrar sempre, mas acaba esquecendo? Que é amado por Deus? Que o pecado não domina mais a sua vida? Que deve ser grato ao Senhor? Crie alguma forma de não se esquecer disso! Memorize versículos, faça anotações em um diário, exercite essas lembranças da maneira mais adequada para sua realidade. Outra dica é viver aquilo que queremos recordar: se virar parte da nossa rotina, não precisamos nem nos esforçar para lembrarmos.


Semana 5 – Deuteronômio 4:3

fevereiro 2, 2018

“Vocês viram com os próprios olhos o que o Senhor fez em Baal-Peor. O Senhor, o seu Deus, destruiu no meio de vocês todos os que seguiram a Baal-Peor” – Dt 4:3 (NVI)

“Tem uns quinze dias atrás eu vi o mano
Cê tem que vê
Pedindo cigarro pros tiozinhos no ponto
Dente todo zuado
Bolso sem nenhum conto” –
Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Os dois trechos separados para o texto de hoje, isoladamente, pouco dizem. Analisando o contexto de cada um, no entanto, conseguimos extrair ensinamentos importantes para as nossas vidas.

O mano que pede cigarro para os tiozinhos no ponto, citado na música, nove anos atrás era um “preto tipo A”, que tinha “um jeito humilde de ser, no trampo e no rolê” e era “exemplo pra nós, mó moral, mó ibope”. Depois que começou “colar com os branquinhos do shopping”, no entanto, passou a ter uma vida regada a álcool, drogas e sexo sem limite, fazendo então que ele chegasse à condição atual de miséria.

O trecho bíblico, por sua vez, faz parte da exortação de Moisés à obediência a Deus. Assim como Mano Brown usa o exemplo do rapaz que estragou sua vida depois de se envolver com as companhias erradas, o profeta de Israel lembra o povo sobre o castigo divino que veio àqueles que escolheram adorar o ídolo Baal-Peor (a passagem pode ser lida em Números 25:1-9).

O primeiro ensinamento que me vem à mente é a questão dos alertas que Deus nos dá. Temos a Bíblia, com diversas histórias sobre o que fazer e o que não fazer. Conhecemos pessoas ao nosso redor que fizeram opções terríveis na sua vida, e pagaram as consequências disso, e outras que colheram os frutos por boas escolhas. Não sei qual a fonte, mas dizem que “o idiota nunca aprende, o inteligente aprende com seus próprios erros e o sábio aprende com os erros dos outros”.

Outra coisa que me chama a atenção é a questão das consequências dos nossos atos. Deus não impediu que os israelitas adorassem a Baal-Peor, mas os castigou por isso. Temos o livre-arbítrio para agir como quisermos, porém, precisamos estar preparados para os frutos disso. Jesus nos convida a aceitá-Lo como Senhor e Salvador, mas deixa claro que esse é o único caminho para a vida eterna. Podemos optar por seguir outra direção, só que também precisamos estar conscientes sobre o que essa escolha significa.

Para finalizar, destaco a importância do “olhar”. O versículo começa com um redundante “vocês viram com os próprios olhos”, reforçando a ideia de que o exemplo daquele castigo falava por si só. Se alguém estivesse com o olhar distraído, com foco em outra coisa, porém, não iria aproveitar o ensinamento do Senhor. Precisamos ajustar a nossa visão para aquilo que Deus quer nos mostrar: vamos ficar atentos a isso!