Semana 13 – I Crônicas 4:3

março 29, 2018

“Estes foram os filhos de Etã:
Jezreel, Isma e Idbás. A irmã deles chamava-se Hazelelponi” – I Cr 4:3 (NVI)

“Não tive pai, não sou herdeiro” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Ler a Bíblia é inspirador. Histórias interessantes, ensinamentos divinos, palavras de conforto, poesias e cânticos de louvor a Deus, enfim, há muita coisa para aprender. Até o momento em que você chega a uma lista de genealogia: fulano é pai de sicrano, que é pai de beltrano….

Os oito primeiros livros de I Crônicas são compostos praticamente de listas com diversos nomes, a maioria deles desconhecidos até para quem tem um bom conhecimento bíblico. No exemplo do versículo acima, as cinco pessoas citadas não trazem nenhuma lembrança, não participaram de nenhuma história magnífica.

Dessa forma, o que podemos aprender com genealogias como essa? A importância de conhecer a sua origem é uma das questões interessantes. Na genealogia de Jesus, retratada em Mateus, por exemplo, vemos em sua “ascendência terrena” nomes de estrangeiros (Rute), reis cruéis (Manassés), prostituta (Raabe), etc. Isso para mostrar que Ele é o Salvador de todos, não só dos judeus, sendo capaz de perdoar qualquer tipo de pecado.

Voltando aos dias atuais, será que é importante entender de onde viemos? A nossa ascendência não influencia em como pensamos, agimos? A estrutura da nossa família não acaba contribuindo para a formação do caráter? A constatação de Mano Brown em “Capítulo 4, versículo 3” de que não possui pai e, consequentemente, não é herdeiro, faz com que ele reflita sobre a forma como vai se relacionar com o dinheiro. Depois de pensar em roubar, chega à conclusão que não será seduzido pelos bens materiais, mas lutará para permanecer vivo e com o apoio de seus “manos”.

A Bíblia é tão maravilhosa que podemos ser ensinados até pelas genealogias. Ao ter um contato com um texto desses, procure ver o que os nomes te falam. Se nada fizer sentido, pense na sua própria origem e questione: o que meus pais e avós contribuíram para aquilo que sou hoje? O que a falta de um pai ou mãe ausente causou na minha personalidade? Quais feridas criadas por um problema familiar eu posso entregar para Deus curar? Aí já tem muito o que aprender.


Semana 12 – II Reis 4:3

março 22, 2018

“Eliseu disse:
– Vá pedir que os seus vizinhos lhe emprestem muitas vasilhas vazias” – II Rs 4:3 (NTLH)

“E a profecia se fez como previsto” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Confiar na Palavra de Deus não é uma coisa das mais simples. Hoje, temos a Bíblia para nos guiar, mas na época de Eliseu a mensagem do Senhor era transmitida por meio dos profetas. Como acreditar que aquilo que uma pessoa falava era uma ordem divina?

No contexto de II Reis 4, uma viúva estava desesperada porque seus filhos seriam levados como escravos, caso ela não saldasse uma dívida deixada pelo seu falecido marido. Sem saber o que fazer, ela recorre ao profeta. Eliseu, ao ouvir que a única coisa que a mulher tinha em casa era uma botija de azeite, dá uma solução inusitada: pedir vasilhas vazias dos vizinhos!

Não fazia sentido o que ele estava pedindo, mas mesmo assim a mulher creu e obedeceu: o resultado foi o milagre da multiplicação do azeite, na exata medida das vasilhas recolhidas, possibilitando que a viúva arrecadasse o dinheiro necessário para pagar a dívida e continuar sustentando sua família.

O interessante dessa passagem é que a resposta do Senhor para o problema era mais simples do que imaginávamos. O milagre ocorre a partir do azeite que a viúva possuía. Ao orarmos a Deus, muitas vezes vamos notar que temos em mãos ou que nós mesmos somos a resposta dos nossos anseios.

Por mais óbvia ou inusitada que seja a Palavra de Deus, precisamos crer e obedecer. Como dizem os Racionais na música “Capítulo 4, versículo 3”, o que está previsto na profecia vai acontecer. No caso do rap, eles faziam referência ao fato de “a fúria negra ressuscitar outra vez”; na Bíblia, entre as diversas promessas que existem, uma diz que ressuscitaremos para uma nova vida, assim como Cristo ressuscitou. Basta acreditar!


Semana 11 – I Reis 4:3

março 15, 2018

“Eliorefe e Aías, filhos de Sisa, eram secretários; Josafá, filho de Ailude, era o cronista” – I Rs 4:3 (ARA)

“Chama o Guilherme, chama o Vander, chama o Dinho e o Gui
Marquinho, chama o Éder, vamo aí” – Ice Blue
, “Capítulo 4, versículo 3”

Salomão foi um dos principais reis da história de Israel. Sob seu comando, foi construído o templo de Jerusalém e vários territórios foram conquistados. Para alcançar esse sucesso, era necessário ter pessoas de confiança ao seu redor.

No quarto capítulo de I Reis, são listados os oficiais que trabalhavam com Salomão, cada um com sua função definida. É interessante o fato de a Bíblia valorizar esses coadjuvantes, pois é uma mensagem de que um bom trabalho precisa ser feito em equipe.

Na música “Capítulo 4, versículo 3”, Ice Blue também mostra a importância do grupo, ao chamar várias pessoas para estar com ele. Não é à toa que, em outra parte do rap, Mano Brown fala que é “apoiado por mais de 50 mil manos”.

Diante dessas passagens muito simples, que listam diversos nomes desconhecidos, podemos destacar algumas coisas:

– Se você quer ser alguém de destaque como Salomão, precisará de uma equipe para isso. Não tente fazer as coisas sozinho para alcançar o sucesso.

– Deus sabe o seu valor, mesmo que, aos olhos dos homens, você não tenha tanto destaque. Por isso que a Bíblia, Sua Palavra, contém muitos nomes de pessoas que trabalharam nos bastidores. Nem todos serão reis, secretários e cronistas são necessários. Que possamos fazer o mesmo: valorizar os outros, independentemente da posição que eles ocupam.

– É fácil ficar sozinho, trabalhar em equipe exige esforço. Como Ice Blue canta, é necessário “chamar”, “ir atrás” dos outros para tê-los à nossa volta. O desafio de vencer essa inércia precisa ser superado a cada dia.


Semana 10 – II Samuel 4:3

março 8, 2018

“O povo de Beerote fugiu para Gitaim e até hoje vive ali como estrangeiro” – II Sm 4:3 (NVI)

“E eu não mudo, mas eu não me iludo” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Fugir para se esconder. Isso é coisa de quem está sendo procurado pela Justiça, de quem está devendo dinheiro na praça, de uma criança que aprontou. Mas e em nossa vida? Será que, no nosso íntimo, também não fugimos de situações que nos desagradam e ficamos escondidos em uma falsa segurança?

Um casamento pode estar ruindo, mas nem o homem nem a mulher preferem tocar no assunto. Fogem do problema para evitarem as consequências de um diálogo franco. Esse ambiente teoricamente seguro torna-se desesperador e o casal acaba vivendo no próprio lar como “estrangeiros”.

No versículo de hoje, a Bíblia não deixa claro o motivo pelo qual os beerotitas foram parar na cidade de Gitaim. O que está explícito, porém, é que o povo vivia ali como estrangeiro. Em um mundo com tantos refugiados, vemos que a realidade de quem está em um país diferente não é das mais tranquilas. Por pior que seja o problema que motiva a mudança, sentir-se bem em terra estranha não é fácil quando existe xenofobia, falta de oportunidades de emprego, dificuldade de adaptação com o idioma e costumes locais, etc.

Se fugir do problema não é a solução, ficar passivo diante dele também não ajuda em nada. Na música “Capítulo 4, versículo 3”, há a afirmação “e eu não mudo, mas eu não me iludo”, que cabe bem para esse tipo de situação. Quem faz tudo igual não pode esperar um resultado diferente. Quem não muda não pode se iludir, achando que tudo será resolvido por um passe de mágica.

A questão do pecado, por exemplo. Você pode até fugir dessa discussão, mas no fundo do coração perceberá que precisa tomar uma decisão em relação a isso. E, se não mudar, aceitando o sacrifício de Cristo na cruz como única solução, jamais poderá aproveitar a vida que o Senhor deseja para você.


Semana 9 – I Samuel 4:3

março 1, 2018

“Quando aqueles que tinham escapado voltaram ao acampamento, os líderes do povo de Israel disseram: – Por que é que o SENHOR Deus deixou que os filisteus nos vencessem hoje? Vamos trazer de Siló para cá a arca da aliança, para que assim o SENHOR esteja no meio de nós e nos salve dos nossos inimigos” – I Sm 4:3 (NTLH)

“Playboy folgado, de brinco, … trouxa
Roubado dentro do carro na Avenida Rebouças” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Quem nunca disse a seguinte frase: “por que Deus permitiu… (complete com o que quiser)?”. Somos rápidos para questionar o Senhor sobre as coisas negativas que acontecem conosco, mas lentos para analisar como está nosso comportamento e se temos algo que precisamos mudar.

Ao refletirem sobre a derrota para os filisteus, os israelitas chegaram a uma solução, aparentemente, que agradava a Deus: tirar a arca da aliança da cidade onde ficava e levá-la para o meio da batalha. No entanto, esse ato não significava um verdadeiro arrependimento, mas sim mostrava que o povo confiava mais em um símbolo do que no próprio Senhor. Tanto é que, na batalha seguinte, os hebreus voltaram novamente derrotados.

Nos dias atuais, a violência urbana é uma realidade no Brasil e muitos acabam sofrendo com isso. Quem já foi assaltado fica revoltado e se sente injustiçado, o que é totalmente compreensível, pois ninguém merece perder um bem dessa forma abrupta. Mesmo nesse momento difícil, será que podemos tentar aprender alguma coisa, em vez de somente reclamar com Deus?

No caso narrado na música “Capítulo 4, versículo 3”, quem acaba roubado é um “playboy folgado”. Por pior que ele fosse, isso não justifica a violência sofrida, mas será que alguém que tem uma atitude de desprezar pessoas com menos dinheiro, gasta irresponsavelmente as economias de seus pais e não possui consciência social nenhuma pode tirar um bom proveito dessa experiência traumática? O choque que a pessoa passa é uma chance de rever a própria vida e de se entregar ao Senhor, pedindo que Ele faça a transformação necessária.

Não é preciso passarmos por problemas para refletirmos sobre o que temos de mudar. Mesmo em tempos de paz, vale olhar para si e se perguntar: o que Deus quer transformar em mim?