Semana 26 – Ezequiel 4:3

junho 28, 2018

“Pegue uma frigideira de ferro e ponha como se fosse um muro entre você e a cidade. Vire o rosto na direção da cidade. Ela está cercada, e é você quem a está cercando. Isso será um sinal para o povo de Israel” – Ez 4:3 (NTLH)

“Eu sei, as ruas não são como a Disneylândia” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Deus é muito criativo para falar conosco. Essa característica divina fica ainda mais evidente no livro de Ezequiel, em que diversas profecias são apresentadas de forma lúdica, não somente com palavras.

No versículo acima, o contexto se refere à mensagem que Deus queria passar aos judeus exilados na Babilônia de que Jerusalém sofreria um cerco do exército de Nabucodonosor, que resultaria posteriormente na invasão da cidade. Não bastava Ezequiel fazer essa previsão de um púlpito, ele precisava simular a profecia com sua vida, usando outros materiais para deixar a coisa mais didática.

Ser coerente e viver aquilo que prega deveria ser a regra entre os cristãos, mas infelizmente não é o que vemos. Fazendo um paralelo com o “mundo do rap”, essa também é uma crítica que muitos grupos enfrentam. Como é possível um rapper branco de classe média falar com propriedade sobre violência policial, racismo e miséria se ele nunca sentiu isso na pele?

No caso dos Racionais, porém, não dá para duvidar que a mensagem transmitida transpira verdade. Quando Mano Brown fala que sabe que as ruas não são como a Disneylândia (símbolo de um mundo perfeito e de alegria), cabe a nós acreditar, por tudo o que ele já passou no Capão Redondo. Qualquer analogia feita por alguém que vive o que está falando fica fácil de compreender.

Voltando à vida cristã, como fazer se ainda não estamos agindo da forma como Deus gostaria? Deixar de pregar a Cristo até que estejamos perfeitos? De forma nenhuma! Se não temos maravilhas para contar, será que não há algum detalhe que o Senhor esteja transformando em nós que pode abençoar outra pessoa? Reconhecer a luta contra o pecado, mas com a busca de estar mais próximo da vontade do Pai, indica coerência. Que possamos alcançá-la!


Semana 25 – Lamentações 4:3

junho 21, 2018

“Até as lobas dão de mamar às suas crias, mas o meu povo é como os avestruzes, cruéis para os seus filhotes” – Lm 4:3 (NTLH)

“Filha da p… , pá, pá, pá” – Nill, “Capítulo 4, versículo 3”

O xingamento universal é ofender a mãe do outro. Frases como “mãe é sagrado” e “não mexe com a minha mãe” são ouvidas com frequência em discussões de adolescentes. Mãe é sinônimo de bondade, amor, cuidado, não se pode brincar com isso.

No reino de Judá, em aproximadamente 586 a.C., Jeremias mexeu com esse tema delicado para expor a maldade dos habitantes de Jerusalém, que acabara de ser dizimada pelos babilônicos. A crueldade na cidade era tanta que nem as mães cuidavam de seus filhos. Eram piores do que as lobas, comparavam-se com as avestruzes, que deixam seus ovos na terra expostos aos predadores.

Um povo que não faz nem o básico (cuidar dos seus filhos) não pode esperar grandes vitórias como nação. A derrota de Judá para o exército de Nabucodonosor foi mais do que merecida. Antes que venha a tentação de fazer uma analogia com a atual situação brasileira, a ideia aqui é trazer esse ensinamento para a nossa vida particular.

Na caminhada cristã, quem não se preocupa com o básico (oração e leitura da Palavra) também não pode esperar vitória contra o pecado no seu dia-a-dia. Quem busca a Deus acaba conhecendo qual é a vontade Dele e começa a entender que precisa mudar de rumo.

Não tem área sensível que não possa ser mexida pelo Senhor. Para alcançarmos a maturidade no relacionamento com Deus, a entrega a Ele deve ser total, não podemos nos ofender quando percebemos que um paradigma que temos precisa ser transformado. Em um primeiro momento, certas palavras divinas podem parecer um xingamento ao nosso ego, mas na verdade é uma mensagem de carinho. Confie no que o Senhor tem para te falar!


Semana 24 – Jeremias 4:3

junho 14, 2018

“Porque assim diz o SENHOR aos homens de Judá e Jerusalém: Lavrai para vós outros campo novo e não semeeis entre espinhos” – Jr 4:3 (ARA)

“Ou o que procura vida nova na condicional” – Edi Rock, “Capítulo 4, versículo 3”

Uma das formas de se resumir a história contada na Bíblia é a seguinte: Deus se revelando à humanidade e criando condições para que homens e mulheres se voltem a Ele. Seja no Velho ou no Novo Testamento, aprendemos que não é possível recuperarmos nossa comunhão com o Senhor sem arrependimento.

A passagem de Jeremias citada acima, em um primeiro momento, parece se referir a uma ordem de Deus para que os habitantes de Judá e Jerusalém trabalhem no campo. Ao olharmos o contexto, no entanto, aprendemos que é uma forma figurada de o Senhor dizer que aquele povo precisava se arrepender.

Quando Deus diz para “lavrarem em campo novo”, o sentido é de que o povo não podia mais fazer as mesmas coisas, precisava mudar a raiz dos problemas. Da mesma forma, os espinhos a serem evitados significam tudo aquilo que poderia atrapalhar essa vida renovada com o Senhor. Quem se arrepende verdadeiramente de um pecado sofre uma transformação, não pode se apegar ao que tinha anteriormente. Tudo se faz novo para quem está em Cristo (II Co 5:17)!

Na música “Capítulo 4, versículo 3”, também temos um exemplo de alguém que se arrependeu. Edi Rock cita brevemente uma pessoa que “procura vida nova na condicional”, ou seja, alguém que foi preso e não quer voltar a ser um criminoso. O que motiva esse arrependimento? Será que o medo de voltar à prisão? Ao conhecer um lugar terrível, a tendência é a pessoa não querer retornar a ele, mas ir à direção oposta.

Deus nos dá a chance de nos arrependermos antes de recebermos a condenação. Não precisamos chegar ao fundo do poço para daí sim entendermos que devemos buscar uma vida ao lado do Senhor. Que possamos ir em busca desses campos novos para deixar Jesus trabalhar em nossas vidas!


Semana 23 – Isaías 4:3

junho 7, 2018

“Aqueles de Jerusalém que Deus escolher para continuarem vivos serão chamados de ‘Povo Santo’” – Is 4:3 (NTLH)

“Permaneço vivo” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Medo da morte e vontade de viver: estão aí dois sentimentos presentes no ser humano. Não aceitamos bem o falecimento de uma pessoa querida, ficamos assustados quando passamos perto de sofrer um acidente fatal. Essas situações indicam que nossa alma anseia pela imortalidade. Enquanto há vida, há esperança (Ec 9:4).

No final da música “Capítulo 4, versículo 3”, Mano Brown reflete sobre praticar assaltos, refuta essa ideia e, logo em seguida, afirma: “permaneço vivo”. Estando vivo, poderia fazer boas escolhas. Não precisava se guiar pela propaganda de que era necessário ter bens materiais luxuosos para ser pleno, mas sim viver de uma forma simples, com o apoio de seus amigos. Como ele mesmo diz, ele havia chegado aos 27 anos “contrariando a estatística”, o que lhe dava condições de desfrutar dessa situação.

Se no contexto da música chegar aos 27 anos, sendo negro e morador da periferia, era um privilégio, na Bíblia não há prêmio maior do que passar a eternidade ao lado de Deus. Isaías, no início do quarto capítulo do livro que leva seu nome, começa a falar sobre o “Renovo do Senhor”. Esse é um dos muitos títulos dados a Jesus Cristo, sobre quem Isaías profetizou diversas vezes.

Por causa do Renovo, é possível ter a esperança de continuarmos vivos, na Nova Jerusalém, como um povo santo. Por nós mesmos, não temos capacidade de nos santificarmos, mas Jesus, com seu sacrifício, pagou o preço pelos nossos pecados e podemos ter acesso ao Pai. Deus nos escolheu para permanecermos com vida em sua presença!

Para ser escolhido por Deus e desfrutar dessa vida eterna, precisamos apenas reconhecer Cristo como Senhor e Salvador. Temos de escolhê-Lo para reinar sobre nós. E esse Reino de Deus começa agora, nesta Terra, e continuará na Jerusalém celestial. Você quer participar dessa vida?