A melhor semana do ano

junho 27, 2008

Segunda-feira pela manhã não fui trabalhar. Pela sexta vez (isto mesmo, SEXTA), iria fazer uma prova prática para tirar carteira de habilitação. Quando tinha 18 anos, cheguei a fazer quatro vezes a prova e fui reprovado em todas. Neste ano, recomecei o processo e levei bomba outra vez no exame realizado em abril. Iria novamente para o sacrifício.

A primeira parte era a baliza. Por incrível que pareça, fiquei tranqüilo e estacionei o carro perfeitamente. A próxima fase era o percurso. Não poderia ser mais fácil: dei uma volta no quarteirão sem maiores problemas e ouvi o tão sonhado “aprovado”.

A semana começou maravilhosa, mas a expectativa maior estava para esta sexta-feira. No dia 8 de junho, prestei o concurso da Petrobras e não tinha tantas expectativas. Ao corrigir o gabarito, porém, enchi-me de esperança: 65,3 pontos em 75 possíveis. No ranking da comunidade do Orkut, fiquei na liderança por uma semana, sendo ultrapassado apenas por uma pessoa. E era na sexta que sairia o resultado.

E o resultado saiu. A minha segunda colocação no ranking se confirmou no resultado oficial: segundo lugar entre mais de 10 mil inscritos! Como são 20 vagas, a expectativa de ser chamado é muito grande.

Agradeço a Deus por essas conquistas e espero aproveitá-las da melhor maneira possível. Quando tiver um carro, serei um motorista responsável. E, se for convocado para o novo emprego, farei de tudo para honrar meu lugar na terceira maior empresa das Américas.

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Visita ao Museu da Bíblia

janeiro 25, 2008

Há exatamente um ano, eu visitava o Museu da Bíblia. Abaixo, segue um texto que fiz para o Informativo da Igreja Metodista Livre de Pinheiros sobre a visita:

Na manhã do último dia 25 de janeiro, um grupo de nossa igreja visitou o Museu da Bíblia, localizado em Barueri. Foi um período de comunhão e muito aprendizado sobre a Palavra de Deus.

Uma das principais dúvidas de quem foi conhecer o museu era a seguinte: o que veremos lá, além de vários exemplares de Bíblias? Sim, no local havia Bíblias de diversos tamanhos e idiomas, mas felizmente as atrações não se restringiam a isso.

Para quem se interessa pela parte histórica, há seções que explicam a formação da Bíblia como um livro único, como ela chegou ao Brasil, os seus principais tradutores, além de contar a história das Sociedades Bíblicas em todo o mundo. Destaque para uma réplica da prensa que Johannes Gutemberg usou para imprimir o primeiro livro do mundo: uma edição da Bíblia em latim (há uma réplica também desse livro no museu).

Aqueles que têm mais intimidade com o texto bíblico podem testar seus conhecimentos no “Show do Cristão”, programa de computador que simula o programa de TV “Show do Milhão”. Outro desafio é montar um espécie de quebra-cabeça em que cada “peça” representa um livro da Bíblia, incluindo os apócrifos ou deuterocanônicos.

Aos leitores que gostariam de conhecer um pouco mais sobre os costumes e fatos narrados pela Bíblia, o museu possui réplicas das vestes utilizadas pelo apóstolo Paulo (antes e depois da conversão), um programa multimídia com imagens dos lugares em que viveram os personagens bíblicos e uma seção que reproduz cheiros narrados nas Escrituras, como o de mirra.

Enfim, quem foi ao passeio notou o quanto a Palavra de Deus deve ser valorizada. Espero que possamos fazer isso em nossas vidas.


Mano Brown, apenas mais um rapaz comum

setembro 27, 2007

Quando soube que Mano Brown seria o entrevistado do Roda Viva, fiquei feliz por não precisar trabalhar na noite daquela segunda-feira, como ocorre quinzenalmente. Às 22h40, estava no sofá, em frente à TV, para assistir ao que o principal nome do grupo Racionais MC’s teria a dizer.

O resultado, para quem esperava um Brown “idealizado”, foi decepcionante. Ele não assumiu a condição de “exemplo para a periferia” e nem a responsabilidade que tem ao ser ouvido por milhares de jovens. Preferiu se definir apenas como alguém que faz música para sobreviver (“se eu não cantar, eu não como” e “isso é só uma rima”).

Ficou claro o motivo pelo qual Mano Brown dá poucas entrevistas: ele não sabe ser um “bom” entrevistado. Com exceção de algumas declarações contundentes (“sou um pai ausente”, “traficante, não, comerciante”, “o Lula não vai entregar os parceiros dele”), as respostas foram superficiais e evasivas. O fato de ele reconhecer que não lê muito e ter concluído os estudos até a oitava série (“porque não gostou da escola”) contribuem para isso.

Os entrevistadores estavam receosos de entrar em confronto com Brown. Já que não queriam guerra, por que não pegar o gancho dado pelo rapper (“as coisas que eu me interesso, eu me informo”)? Por que não insistir em perguntas sobre o trabalho dos Racionais, o cenário do rap, o novo DVD “1000 Trutas, 1000 Tretas”, aprofundar as questões das influências musicais (Jorge Ben, Tim Maia e Cassiano)?

Sobre música, aliás, a impressão que Brown passou é a de alguém mais preocupado em promover o rap como um estilo musical do que como um meio de passar idéias transformadoras. Tiro essa conclusão quando ele diz que o rap norte-americano é mais evoluído e que não dá para cobrar um discurso social dos rappers brasileiros.

Ao ser questionado sobre quais os trabalhos que os Racionais fazem na comunidade, além da música, Mano Brown saiu pela tangente e, depois, citou sua função de produtor dos grupos U.Time e Rosana Bronx. Em vez de criar ONGs com o dinheiro merecido que ganhou com os Racionais, ele e seus colegas montaram o selo Cosa Nostra. Ou seja: o negócio deles é música, não implantar uma nova ideologia.

Mano Brown mostrou ser um rapaz comum. Alguém que discute por causa do Santos, compra uma casa para a mãe quando melhora de vida, é casado há bastante tempo com a mesma mulher e que tem um filho que freqüenta uma unidade do CEU. Quem espera um libertador da periferia, vai ter que arrumar outro.


O bom filho à casa torna

agosto 6, 2007

Terça-feira, 12 de junho deste ano. Acordo no Dia dos Namorados longe da esposa, sozinho em um quarto de hotel. Vou pegar meu celular e vejo que há um SMS para mim.

Não, não era minha esposa. A mensagem dizia “ta afim d fazer um frila no Pan? Me ligue”. No mesmo dia, retornei a ligação e acertei o meu retorno, mesmo que temporário, para a empresa de comunicação “G”.

Creio que minha carreira não merece ser analisada pela revista Exame e estou longe de conquistar meu primeiro milhão (de reais). Apesar disso, constatei algo positivo na trajetória profissional que tracei até hoje: com exceção do meu atual emprego, eu sempre tive uma segunda passagem pelas empresas nas quais trabalhei.

Comecei a trabalhar aos 15 anos, de office-boy, na construtora “VS”. Fiquei lá entre 1996 e 1999, passei pelos cargos de auxiliar dos departamentos de compras e de contas a pagar e pedi demissão para tentar algo mais próximo da área em que estudava (jornalismo). Não podia ser mais próximo: em menos de duas semanas, consegui um estágio no site da empresa de comunicação “G”, que ficava no mesmo prédio da faculdade.

Era para ter me formado no final de 2001, só que um problema (ou vários) no meu projeto experimental impediu que as coisas não ocorressem da maneira que desejava. No mesmo período, meu estágio se encerrou e fiquei os primeiros meses de 2002 desempregado.

Quando dormia tranqüilamente em casa, um funcionário da construtora “VS” veio a minha casa e recebi o convite para voltar a trabalhar lá, no cargo de auxiliar do departamento de contas a pagar. Aceitei, só que fiquei por apenas dois meses: optei por voltar à área de jornalismo, na empresa de conteúdo para Internet “T”.

Entre estágio e “efetivação”, fiquei na empresa “T” por 3 anos e 7 meses, até que passei em um concurso público para trabalhar como assessor de imprensa na Câmara de uma cidade “A”. Estou lá desde dezembro de 2005.

Conciliando com minha atividade de funcionário público, neste ano trabalhei três finais de semana para a empresa “T” e 27 dias das minhas férias na empresa “G”. “Queria agradecer pelo seu empenho durante o Pan”, disse o editor, lembrando que outras oportunidades podem surgir no futuro. Realmente, essa história de deixar as portas abertas ao sair de um emprego dá resultados…

 Ps. Sobre o Pan, até que não tive tantos motivos para gritar Êh, Brasil! Fico com o balanço publicado pela Gazeta Esportiva.


Não só de Pan viverá o homem

julho 7, 2007

Enquanto os Jogos Pan-americanos Rio 2007 não começam, fica uma dica esportiva para o final de semana: que tal acompanhar a rodada de abertura da Série C do Brasileiro?