Semana 7 – Juízes 4:3

fevereiro 15, 2018

“Clamaram os filhos de Israel ao SENHOR, porquanto Jabim tinha novecentos carros de ferro e, por vinte anos, oprimia duramente os filhos de Israel” – Jz 4:3 (ARA)

“Louvado seja o meu Senhor que não deixa o mano aqui desandar” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

O livro de Juízes, na Bíblia, mostra um período vivido em Israel que funcionava como um ciclo: tempo de paz – o povo esquecia de Deus – os inimigos passavam a dominar Israel – o povo voltava seus olhos ao Senhor – Deus enviava um líder para livrar o povo – tempo de paz…

O versículo citado no começo do texto retrata uma das fases em que o povo de Israel estava sob domínio de um povo inimigo. E, quando as coisas estavam difíceis, eles voltavam os olhos a Deus.

Parece fácil criticar os israelitas por esse tipo de comportamento. Porém, quando olhamos para as nossas próprias vidas, será que não estamos fazendo a mesma coisa? Nas fases em que tudo vai bem, em que estou empregado, não há doenças na família, será que lembramos do Senhor? Ou recorremos a Ele somente quando a coisa aperta?

Acredito que não precisamos passar vinte anos por uma situação específica para finalmente falar: “Deus, não tenho mais forças para lutar contra isso. Eu entrego para o Senhor”. Também é importante manter uma vida constante de gratidão a Deus quando as coisas estão bem, pois daí será mais fácil buscar o Senhor nas dificuldades.

Um exemplo positivo nesse sentido é o do personagem descrito por Mano Brown na música “Capítulo 4, versículo 3”. Ele agradece ao Senhor por não agir de modo violento, apesar da vontade que tem de fazer isso. Esse sentimento negativo é entregue a Deus, que o trata da melhor forma.

Assim, reforço alguns pontos que podemos trabalhar a partir desse texto:

– Tenho me lembrado de Deus em tempos de paz? Ou só recorro a Ele nas situações difíceis?

– Eu demoro para buscar o Senhor, mesmo quando tenho o problema detectado em minha vida? Cuidado para não esperar vinte anos para se voltar a Deus.

– Como está minha vida de gratidão a Deus? Reconheço que, se não fosse por Ele, tudo seria muito pior?

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Semana 6 – Josué 4:3

fevereiro 9, 2018

“E mande que apanhem doze pedras do meio do Jordão, do lugar onde os sacerdotes ficam parados. Levem-nas com vocês para o lugar onde forem passar a noite” – Js 4:3 (NVI)

“Veja bem, ninguém é mais que ninguém
Veja bem, veja bem, eles são nossos irmãos também” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Sou considerado pelas pessoas próximas a mim como alguém que tem uma boa memória, principalmente quando se trata de datas significativas e de eventos relacionados ao futebol. Conseguiria, sem nenhuma dificuldade ou ajuda do Google, falar quais foram os clubes campeões brasileiros (com Taça Brasil e Roberto Gomes Pedrosa incluídos), ano a ano.

No entanto, memória é uma coisa que precisa ser exercitada. Lembramos das coisas que são significantes para nós e daquilo que vivemos rotineiramente. As senhas usadas diariamente são facilmente memorizadas, bem como eventos marcantes das nossas vidas. Algo que deixa de ser importante ou não faz mais parte do seu dia-a-dia logo será esquecido.

As duas passagens acima têm algo em comum: a importância de lembrarmos de coisas relevantes para a nossa vida. Na música “Capítulo 4, versículo 3”, há um diálogo em que o rapper Ice Blue se queixa de alguns manos que estão sofrendo com o vício do crack, quando é “lembrado” por Mano Brown de que eles “são nossos irmãos também”. Moral da história: por pior que seja a situação de uma pessoa, ela ainda é um ser humano, e merece ser tratada como tal.

A passagem bíblica de Josué, isoladamente, parece estranha. No contexto, o Senhor separou milagrosamente as águas do rio Jordão e fez o povo de Israel atravessar o rio em terra seca, assim como havia acontecido no Mar Vermelho cerca de 40 anos antes. Para que esse acontecimento fosse lembrado pelas próximas gerações, Deus pediu que pegassem 12 pedras, uma representando cada tribo de Israel, e formassem uma espécie de monumento. Quem visse aquele memorial lembraria da passagem a seco pelo rio e louvaria o Senhor por esse feito.

Deus sabe que nossa memória é falha e, por isso, nos instrui a criar marcos para lembrarmos do que realmente importa. Ao ler o Velho Testamento, será fácil identificar isso (festas judaicas como a Páscoa, nomes de lugares que fazem referência a um evento, etc.). A morte e ressurreição de Jesus Cristo, por exemplo. O acontecimento mais importante da história tem de ser recordado sempre e, para isso, foi instituído a Santa Ceia. Ao comermos o pão e tomarmos o vinho, lembramos do sacrifício na cruz e, como disse o Senhor, fazemos isso “em memória de mim”.

Do que você precisa lembrar sempre, mas acaba esquecendo? Que é amado por Deus? Que o pecado não domina mais a sua vida? Que deve ser grato ao Senhor? Crie alguma forma de não se esquecer disso! Memorize versículos, faça anotações em um diário, exercite essas lembranças da maneira mais adequada para sua realidade. Outra dica é viver aquilo que queremos recordar: se virar parte da nossa rotina, não precisamos nem nos esforçar para lembrarmos.


Semana 5 – Deuteronômio 4:3

fevereiro 2, 2018

“Vocês viram com os próprios olhos o que o Senhor fez em Baal-Peor. O Senhor, o seu Deus, destruiu no meio de vocês todos os que seguiram a Baal-Peor” – Dt 4:3 (NVI)

“Tem uns quinze dias atrás eu vi o mano
Cê tem que vê
Pedindo cigarro pros tiozinhos no ponto
Dente todo zuado
Bolso sem nenhum conto” –
Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Os dois trechos separados para o texto de hoje, isoladamente, pouco dizem. Analisando o contexto de cada um, no entanto, conseguimos extrair ensinamentos importantes para as nossas vidas.

O mano que pede cigarro para os tiozinhos no ponto, citado na música, nove anos atrás era um “preto tipo A”, que tinha “um jeito humilde de ser, no trampo e no rolê” e era “exemplo pra nós, mó moral, mó ibope”. Depois que começou “colar com os branquinhos do shopping”, no entanto, passou a ter uma vida regada a álcool, drogas e sexo sem limite, fazendo então que ele chegasse à condição atual de miséria.

O trecho bíblico, por sua vez, faz parte da exortação de Moisés à obediência a Deus. Assim como Mano Brown usa o exemplo do rapaz que estragou sua vida depois de se envolver com as companhias erradas, o profeta de Israel lembra o povo sobre o castigo divino que veio àqueles que escolheram adorar o ídolo Baal-Peor (a passagem pode ser lida em Números 25:1-9).

O primeiro ensinamento que me vem à mente é a questão dos alertas que Deus nos dá. Temos a Bíblia, com diversas histórias sobre o que fazer e o que não fazer. Conhecemos pessoas ao nosso redor que fizeram opções terríveis na sua vida, e pagaram as consequências disso, e outras que colheram os frutos por boas escolhas. Não sei qual a fonte, mas dizem que “o idiota nunca aprende, o inteligente aprende com seus próprios erros e o sábio aprende com os erros dos outros”.

Outra coisa que me chama a atenção é a questão das consequências dos nossos atos. Deus não impediu que os israelitas adorassem a Baal-Peor, mas os castigou por isso. Temos o livre-arbítrio para agir como quisermos, porém, precisamos estar preparados para os frutos disso. Jesus nos convida a aceitá-Lo como Senhor e Salvador, mas deixa claro que esse é o único caminho para a vida eterna. Podemos optar por seguir outra direção, só que também precisamos estar conscientes sobre o que essa escolha significa.

Para finalizar, destaco a importância do “olhar”. O versículo começa com um redundante “vocês viram com os próprios olhos”, reforçando a ideia de que o exemplo daquele castigo falava por si só. Se alguém estivesse com o olhar distraído, com foco em outra coisa, porém, não iria aproveitar o ensinamento do Senhor. Precisamos ajustar a nossa visão para aquilo que Deus quer nos mostrar: vamos ficar atentos a isso!


Semana 4 – Números 4:3

janeiro 26, 2018

“Contem todos os homens entre trinta e cinquenta anos, aptos para servir, para que façam o serviço da Tenda do Encontro” – Nm 4:3 (NVI)

“A cada quatro pessoas mortas pela polícia, três são negras” – Primo Preto, “Capítulo 4, versículo 3”

As pesquisas e estatísticas nos ajudam a entender o contexto em que vivemos e facilitam nosso trabalho. A música “Capítulo 4, versículo 3” começa com uma série de números que apresentam a realidade da população negra no Brasil. Os dados narrados por Primo Preto deixam claro que há muitos problemas a serem enfrentados nessa seara, principalmente quando se trata da questão da violência aos jovens da periferia.

Na Bíblia, o livro de Números tem início com um censo do povo de Israel, realizado enquanto eles se preparavam para sair do Sinai rumo ao deserto. No quarto capítulo, a ordem de Deus é para contar o número dos filhos de Coate, pois eles seriam os responsáveis por servir na Tenda do Encontro (ou tenda da congregação, conforme a tradução Almeida Revista e Atualizada). Antes de começar o trabalho, era essencial ter o mínimo de informação confiável para daí sim organizar as tarefas.

Será que temos seguido esse princípio básico em nossas vidas? Antes de iniciar as jornadas que precisamos encarar, adotamos o costume de verificar como estamos, de orar a Deus? Questões estatísticas para refletirmos: quantos minutos dedico à oração e à leitura da Palavra? Quantas vezes falo de minha vida com Jesus para os outros? Gasto mais tempo com coisas que interessam somente a mim ou com aquelas que são úteis aos que estão ao meu redor?

Lógico que nem tudo são números, mas negligenciá-los por completo tende a nos levar para uma vida desorganizada. Quando ficamos prometendo coisas como “vou orar mais”, “ler mais a Bíblia” e “visitar mais outras pessoas”, a tendência é falharmos na avaliação posterior sobre se elas realmente ocorreram. Por que não mudar a postura para algo mais prático? No caso da leitura bíblica, por exemplo: primeiro, identifique como ela está hoje. Se você percebe que só abre a Bíblia aos domingos, trace inicialmente uma meta pouco ambiciosa, como ler um capítulo por dia, a partir dos livros pelos quais você tem mais interesse. Passo a passo, e com disciplina, será possível avançar ainda mais.


Semana 3 – Levítico 4:3

janeiro 20, 2018

“se o sacerdote ungido pecar para escândalo do povo, oferecerá pelo seu pecado um novilho sem defeito ao SENHOR, como oferta pelo pecado”. – Lv 4:3 (ARA)

“Um dia um PM negro veio embaçar” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Uma das questões mais controversas sobre as músicas dos Racionais, e o rap em geral, é a forma como a polícia é tratada. Parece que há uma exaltação à criminalidade e uma crítica severa em relação aos profissionais que deveriam garantir a segurança da população.

Na música “Capítulo 4, versículo 3”, há uma breve passagem em que Mano Brown não concorda com a atitude de um policial militar (PM), ressaltando o fato de ele ser negro. Na visão do rapper, quem está investido de autoridade, ainda mais tendo a mesma cor de pele da maioria do povo pobre da periferia, precisaria agir de uma maneira diferente.

A Bíblia mostra o ideal de como devemos agir. Porém, reconhece que somos pecadores e precisamos que esse pecado seja expiado. Não importa se é sacerdote, rei, policial ou alguém que não tem autoridade formal nenhuma, todos fazem coisas que decepcionam aos outros e a Deus.

No capítulo 4 de Levítico, há o início de uma série de regras referentes aos “sacrifícios pelos pecados” e o primeiro público abordado é o dos sacerdotes. À época, eles tinham a função de fazer a mediação entre Deus e o povo. Mesmo com tamanha autoridade e responsabilidade, eles também estavam sujeitos ao pecado, não eram infalíveis. Até por conta disso, esses sacrifícios precisavam ser repetidos com uma certa periodicidade.

Com Jesus, no entanto, a coisa mudou. Ele é tanto o sacerdote quanto o sacrifício, mas é um sacerdote sem pecado e um sacrifício sem defeito. Por isso, sua morte na cruz e a ressurreição no terceiro dia resolveram o problema da expiação necessária de vez. Não precisamos mais oferecer novilhos, bodes, cabras: basta crer e nossos pecados estão perdoados!

Para finalizar, essa passagem me traz três ensinamentos:

– Preciso reconhecer minha condição de pecador e a necessidade de expiação desse pecado;

– Preciso entender que todos, até mesmo um líder religioso como um pastor, está sujeito ao pecado e pode “pecar para escândalo do povo”;

– O Senhor sempre tem uma solução para o pecado. Para os dias de hoje, em vez do sacrifício de animais, a morte e ressurreição de Jesus.


Semana 2 – Êxodo 4:3

janeiro 13, 2018

Deus disse: – Jogue-o no chão. Ele jogou, e o bastão virou uma cobra. E Moisés fugia dela”. – Ex 4:3 (NTLH)

“Eu tenho uma missão e não vou parar” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Eu trabalhei um tempo em uma Câmara Municipal e, em uma das sessões, um vereador foi fazer um discurso e soltou a pérola: “Quando a responsabilidade chega, a gente vai pegando ela…”. Por mais que a forma de se expressar não tenha sido a melhor, o edil estava correto em seu raciocínio: quando temos um papel a representar, precisamos assumi-lo.

O rapper Mano Brown sabia o que cabia a ele: sua missão era transformar em palavras a realidade que vivia para impactar seus ouvintes, causando um estrago como uma bala que atinge o alvo. Ele estava convicto disso e nada ia convencê-lo do contrário.

Moisés, porém, não estava tão certo que era a pessoa mais adequada para liderar o povo de Israel na saída do Egito. Mesmo tendo sido chamado diretamente por Deus para exercer essa função, o então pastor de ovelhas relutou bastante. Questionou o Senhor a respeito da forma como seria recebido pelos hebreus, achava que não acreditariam nele. Até que Deus resolve fazer um milagre para dar um sinal de que não deixaria Moisés sozinho, ao transformar o bastão que ele carregava em uma cobra.

Qual a reação de Moisés? Em vez de confiar, teve medo! Fugiu da cobra, talvez pensando que poderia ser picado. Mas o Senhor não tinha acabado de falar que ele guiaria o povo para a terra de Canaã? Por que Deus iria usar aquele animal para matá-lo, não fazia sentido nenhum pensar assim.

Podemos caçoar de Moisés, mas agimos do mesmo modo. Deus nos mostra de diversas formas o que Ele quer conosco, por meio de Sua Palavra, pelos irmãos, por situações da nossa vida, mas relutamos em assumir o que precisamos fazer. Criamos desculpas ao pensar que não estamos preparados o suficiente, achamos que não vão acreditar no que temos a dizer e, mesmo quando coisas milagrosas acontecem na nossa frente, escolhemos fugir.

Felizmente, a história não se encerra com a fuga de Moisés. Deus é misericordioso e explica como sair daquela situação que parece sem solução, demonstrando paciência com a relutância do seu servo. O Senhor não desiste de nós e dá uma nova chance para voltar ao caminho que devemos assumir. Que possamos aproveitar essas oportunidades e cumprir o que Deus espera de nós!


Semana 1 – Gênesis 4:3

janeiro 6, 2018

E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor.” – Gn 4:3 (ARA)

“Minha intenção é ruim” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

As primeiras palavras de Mano Brown em “Capítulo 4, versículo 3” deixam claro que ele não é nada inocente no que quer fazer ao gravar o rap. Fala que sua intenção é ruim e, mais para frente, explica que quer “abalar o sistema nervoso e sanguíneo” e “sabotar o raciocínio” do seu ouvinte. Ele não esconde o que deseja.

Na nossa relação com Deus, porém, nem sempre somos tão honestos assim. Vejam Caim, por exemplo. O terceiro versículo do capítulo 4 de Gênesis apresenta que ele trouxe uma oferta ao Senhor. Que homem bonzinho, não? Se não fosse por um detalhe: Deus rejeitou essa oferta, ao contrário do que ocorreu com a oferta de seu irmão Abel. O resultado: o primeiro homicídio da história.

Pode parecer injusto, às vezes ficamos sem entender o motivo de Deus aceitar a oferta de Abel, mas não a de Caim. A gramática, nesse caso, pode ajudar a responder. Caim trouxe “uma oferta (versões ARA e NVI)” ou “alguns produtos da terra”, como consta na Nova Tradução da Linguagem de Hoje (NTLH). Ou seja: pegou qualquer coisa que estava sobrando na sua horta e levou para “adorar” a Deus. Quando essa atitude foi reprovada, ficou furioso.

Será que não agimos muitas vezes como Caim? Fazemos qualquer coisa e pensamos que, dessa forma, vamos agradar ao Senhor? Não adianta escondermos nossas intenções de Deus, pois Ele conhece o que se passa no nosso coração. Ele sabe das nossas más intenções. Ele também vê quando nossas boas intenções não se transformam em boas ações. O que fazer, então? Oferecer tudo o que temos de melhor e ir em direção ao Senhor sem esconder nada. Somente aí poderemos ter nossa oferta aceita por Deus!