Melhor Corinthians do meu tempo: Marcelinho – Camisa 7

outubro 10, 2008
Bons temposO Corinthians enfrentará neste sábado o Santo André mais uma vez pela Série B do Campeonato Brasileiro e, novamente, o assunto é um só: o reencontro de Marcelinho com a torcida alvinegra. Não é para menos, já que o meia é considerado por muitos o maior ídolo da história do Timão.

Eu discordo dessa afirmação, mas não há como negar a importância de Marcelo Pereira Surcin no Corinthians. Em três passagens pela equipe (1994-1997, 1998-2001 e 2006), o jogador se tornou o recordista de títulos no clube (Mundial de Clubes 2000, Campeonatos Brasileiros de 1998 e 1999, Campeonatos Paulistas de 1995, 1997, 1999 e 2001, além da Copa do Brasil em 1995).

Sua trajetória no Timão começou no Paulista de 1994 e eu estava no Pacaembu para assistir ao seu primeiro gol com a camisa alvinegra, sobre a Portuguesa (3 x 1), na estréia da competição. No total, ele balançou 204 vezes as redes adversárias, o que o deixa como o quinto maior artilheiro da história corintiana.

Além dos gols, principalmente em cobranças de faltas magistrais, Marcelinho era especialista em assistências. Com a bola parada, cansou de colocar companheiros em condições de marcar. Com ela rolando, então, tinha habilidade tanto para fazer um lançamento de 40 metros quanto para driblar um rival em um curto espaço de campo.

Herói das conquistas nacionais do Timão, Marcelinho ficou marcado por falhar em competições internacionais. No Mundial de 2000, teve a chance de marcar o “gol do título”, mas errou a penalidade que confirmaria a faixa de campeão ao Corinthians. No entanto, o equívoco não comprometeu, já que Edmundo fez o favor de chutar a bola nas alturas e garantir o troféu para o Parque São Jorge.

Cinco meses depois, porém, a história terminou mal. Na fatídica partida contra o Palmeiras, pela Libertadores, todos os jogadores acertaram sua cobrança na disputa por pênaltis. Marcelinho, o décimo a cobrar, parou nas mãos de Marcos, para desespero da Fiel.

Apesar da eliminação no torneio continental, o meia permaneceu no Timão e ainda conquistou o Paulista de 2001, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo. Na Copa do Brasil, porém, o sucesso não foi o mesmo. Uma suposta confusão na véspera da decisão, que envolveria até a Tiazinha, segundo as más línguas, estremeceu o relacionamento entre técnico e jogador.

Esse desentendimento teve seu ápice na véspera do Brasileiro, quando Marcelinho foi infeliz ao falar “em off”, para alguns jornalistas (Chico Lang inclusive), que Ricardinho era o leva-e-traz do treinador. O episódio resultou no banimento do atleta, que se transferiu para o Santos.

Marcelinho, na época de reservaDepois de passar por vários clubes, Marcelinho desembarcou pela terceira vez no Parque São Jorge em 2006, para ser um reserva de luxo dos galácticos da MSI. Com a camisa 77, disputou somente cinco jogos no Timão, sem brilho.

O sonho do jogador é fazer uma partida de despedida pelo Corinthians em 2010, ano do centenário do clube, no Pacaembu, contra o Palmeiras. Espero que ele tenha uma atuação como esta, em jogo do Paulistão de 1995.


Sou péssimo para dar presentes

setembro 25, 2008

Hoje a minha esposa completa 29 anos e, como ocorre em qualquer casamento feliz, deveria ser um dia de muita comemoração. Em meio à festa, uma coisa não poderia faltar: o presente.

O problema está aí, pois sou péssimo para dar presentes. Não sei se é minha criação, meu espírito não-consumista, minha fobia para entrar em lojas, ou tudo isso junto, que me atrapalham na hora de escolher uma lembrancinha a quem gosto muito. Por mais que conheça a pessoa, dificilmente tenho uma sacada para encontrar exatamente aquilo que ela precisa.

Em um dos aniversários da minha esposa, resolvi comprar flores para ela. O resultado final foi legal, mas todo o processo foi doloroso. Primeiro, entrei constrangidíssimo na floricultura. Expliquei minha situação, tomei coragem e escolhi o arranjo que daria a minha amada. No entanto, a vendedora resolveu me socorrer e deu outra sugestão. Achei melhor acatá-la.

Quando penso em dar livros, lembro que ela tem uma fila de publicações para serem lidas. Roupa, então, nem cogito: como escolher para alguém uma coisa que mal consigo escolher para mim? Além disso, só de imaginá-la indo trocar a peça porque errei o tamanho, desanimo.

Uma opção fácil seria comprar um CD de uma cantora ou grupo musical do qual ela gosta. Na atual situação financeira, porém, corro o risco de ser taxado de gastador, já que as músicas poderiam ser baixadas pela Internet. O mesmo ocorre se o presente for muito caro (para os meus padrões), como uma máquina digital, por exemplo.

Nessas datas comemorativas, gostaria que todos pensassem da mesma maneira que eu: as coisas materiais não têm importância, o sentimento e a presença da pessoa ao seu lado são o que vale a pena. Se o presente vier, tudo bem, será apenas uma das muitas formas que a pessoa tem de demonstrar o quanto sou especial para ela.

Já que não estamos no mundo perfeito, o jeito é correr atrás de algo nessas poucas horas que me faltam. O que será que eu compro?


Balanço olímpico

agosto 25, 2008

Na minha previsão otimista, acreditava que o Brasil poderia trazer 23 medalhas de Pequim. No final, foram 15, sendo 3 de ouro, 4 de prata e 8 de bronze.

Quebrei a cara ao apostar em pódio certo de Diego Hypólito, Jadel Gregório, João Derly, Bimba e Rodrigo Pessoa. Outras sete “possibilidades” não se concretizaram: Thiago Pereira, Ana Paula/Larissa, Fabiana Murer, Jade Barbosa, Equipe de hipismo (saltos), Poliana Okimoto e Marcio Wenceslau.

No meu balanço pessoal, errei mais do que acertei. Se tive 12 furos, porém, acertei 11 medalhas. Dos pódios que considerava garantido, oito se confirmaram: vôlei masculino e feminino, Ricardo/Emanuel, futebol feminino, Tiago Camilo, Natália Falavigna, Robert Scheidt/Bruno Prada e Maurren Maggi. Ainda me dei bem com três “apostas”: César Cielo nos 50m livre, Leandro Guilheiro e futebol masculino.

Vale lembrar que não contava com quatro medalhas conquistadas pelos brasileiros em Pequim: Márcio/Fábio Luiz, Cielo nos 100m livre, Ketleyn Quadros e a dupla da vela Fabiana Oliveira e Isabel Swan.

Abaixo, faço outro balanço, esporte por esporte, utilizando os conceitos péssimo, regular, bom ou ótimo (quem ouve futebol pela Transamérica sabe do que estou falando):

Atletismo – 45 atletas, apenas uma medalha. Como foi de ouro, o que não ocorria desde Los Angeles-1984, e a primeira feminina, até que não foi tão ruim. Bom.

Basquete – A seleção masculina não foi. A feminina, por sua vez, nem passou da primeira fase. Pior impossível. Péssimo.

Boxe – O jejum de medalhas continua, mas colocar dois boxeadores nas quartas-de-final é um desempenho esperado, pelo nível do esporte no Brasil. Bom.

Canoagem – Nivalter Santos e Poliana de Paula chegaram às semifinais. Deu pro gasto. Regular.

Ciclismo – Nenhum ciclista brasileiro ficou entre os 15 primeiros colocados em sua respectiva prova. No entanto, não se esperava nada deles mesmo. Regular.

Esgrima – Dois esgrimistas brasileiros estiveram em Pequim. Só isso já vale um Regular.

Futebol – Prata no feminino, bronze no masculino. Esperava mais das mulheres do que dos homens, mas valeu. Bom.

Ginástica artística – Nunca os brasileiros estiveram em tantas finais no esporte como em Pequim. Mas, como Diego Hypólito não trouxe a medalha esperada, dou Regular.

Ginástica rítmica – Ficaram em último na competição por equipes. No dia da final, em vez de as meninas irem assistir às suas concorrentes para aprenderem um pouco do esporte, preferiram ir à decisão do vôlei masculino. Péssimo.

Handebol – As duas seleções não passaram da primeira fase, mas conseguiram algumas vitórias, pelo menos. Regular.

Hipismo – O CCE e o Adestramento foram meros figurantes na competição. Nos saltos, a equipe não foi à final e a medalha de Rodrigo Pessoa não veio. Péssimo.

Judô – A equipe conquistou três medalhas de bronze, desempenho melhor que Atenas-2004. Como tínhamos três judocas campeões mundiais, esperava-se mais. Bom.

Levantamento de peso – O brasileiro que competiu ficou bem longe das medalhas. Como não temos tradição no esporte, fico com Regular.

Lutas – Rosângela Conceição venceu uma luta. E foi só. Regular.

Nado sincronizado – O dueto brasileiro não alcançou a final por uma posição. Regular.

Natação – Dos 27 nadadores brasileiros, só um trouxe medalhas (César Cielo). Como ele subiu em dois pódios, com um ouro inédito, valeu. Bom.

Pentatlo moderno – Yane Marques terminou em 18º lugar, mas foi prejudicada na prova de hipismo. Bom.

Remo – Os brasileiros ficaram longe das finais. Só decepção. Péssimo.

Saltos ornamentais – As mesmas caras de sempre (Juliana Veloso, Cassius Duran, etc.), só que os resultados foram piores do que antes. Péssimo.

Taekwondo – Medalha de bronze inédita com Natália Falavigna. Como ela tinha condições de ir melhor, assim como seus compatriotas, dou Bom.

Tênis – No individual, derrotas na estréia. Nas duplas, na segunda rodada. Regular.

Tênis de mesa – Nem a China inspira nossos mesa-tenistas. Hugo Hoyama teve saudades do Pan. Péssimo.

Tiro com arco – Derrota na estréia. Como o brasileiro enfrentou um sul-coreano, vou ser compreensivo e dar Regular.

Tiro esportivo – Para os brasileiros, o tiro saiu pela culatra. Péssimo.

Triatlo – O melhor brasileiro, Juraci Moreira, ficou na 26ª posição. Ao final da prova, ele disse que tinha ido a Pequim para se divertir. Péssimo.

Vela – Sem Torben Grael, e com Robert Scheidt em uma nova classe, até que duas medalhas é um Bom desempenho.

Vôlei – Um ouro no feminino e uma prata no masculino. Se fosse o contrário, daria ótimo, mas como o time de Bernardinho era o favorito, dou Bom.

Vôlei de praia – Os homens fizeram sua parte, mas as mulheres não mantiveram a tradição de subir ao pódio. Bom.


EUA 3 x 1 Brasil

agosto 24, 2008

O título do post não se refere ao placar da vitória norte-americana sobre o Brasil na final do vôlei masculino, mas sim ao resultado dos confrontos decisivos entre os dois países nas Olimpíadas. Em quatro decisões, os Estados Unidos levaram a melhor em três.

A primeira, e talvez a mais doída, foi a final do futebol feminino. O Brasil era favorito e perdeu na prorrogação por 1 a 0, apesar de ter jogado melhor. Os norte-americanos conquistaram a segunda medalha de ouro sobre os brasileiros no vôlei de praia masculino, com um fiasco de Márcio e Fábio Luiz no último set.

A seleção feminina de vôlei vingou os compatriotas com os 3 sets a 1 impostos na partida de sábado. No domingo, porém, os meninos do vôlei confirmaram o estigma de fregueses dos EUA com a derrota por 3 a 1, perdendo a chance de ficar com o bicampeonato olímpico.

O consolo dos brasileiros é que, no quadro geral de medalhas, a China ganhou de lavada dos norte-americanos. Boa!

Vai Brasil! – Apesar de alguns fiascos, a campanha de Pequim foi a segunda melhor da história do país nas Olimpíadas, perdendo apenas para Atenas-2004. Em número de medalhas, empatou com Atlanta-1996, mas com uma de prata a mais do que há 12 anos.

Ê, Brasil! – Nos últimos oito anos, eles foram bicampeões mundiais e campeões olímpicos. Os jogadores de vôlei do Brasil, porém, mostraram que não eram imbatíveis com a derrota para os EUA na final de Pequim.

Lógico que não dá para cobrar nada de uma seleção que, em cinco Olimpíadas, foi duas vezes campeã, uma vice e teve dois resultados razoáveis (ué, mas a seleção masculina de futebol, nas últimas cinco Copas do Mundo, também não foi campeã duas vezes, uma vice e teve dois resultados razoáveis?).

Correu como nunca, perdeu como sempre – Três maratonistas largaram para disputar a prova olímpica da modalidade. Dois desistiram de completar o percurso, enquanto o outro ficou com a honrosa 38ª colocação.


Só faltou a narração do Datena

agosto 23, 2008

Tive a oportunidade de acompanhar bem as Olimpíadas de Atenas-2004, já que na época trabalhava em casa. Como não tinha TV por assinatura, assistia a maior parte dos eventos pela Bandeirantes e, nas partidas de vôlei feminino do Brasil, a narração sempre era do Datena.

Entre um “pontaço” e “Mari, a nossa ice woman”, Datena narrava o jogo de sua maneira peculiar. Foi com sua voz ao fundo que vi o Brasil perder a semifinal para a Rússia, após desperdiçar, pelo menos, cinco match points.

A Bandeirantes optou nestes Jogos por Nivaldo Prieto e Luciano do Valle, mas na seleção feminina Zé Roberto continuou no comando. Depois do trauma de 2004, ele levou a equipe para a final do Mundial de 2006 (acordei de madrugada para ver outra derrota das meninas para a Rússia) e sofreu mais um revés no Pan Rio-2007, com a inesperada medalha de prata.

Após tantas críticas sofridas, finalmente esse grupo provou, para mim e para todo o Brasil, que é o melhor do mundo. Só faltou a narração histérica do Datena.

Vai Brasil! – Frank Caldeira, José Teles de Souza e Marílson Gomes dos Santos têm a difícil missão de trazer um ouro para o Brasil na maratona. Se isso acontecer, e a seleção masculina de vôlei também for campeã, o país conseguirá em Pequim o seu melhor desempenho da história das Olimpíadas, tanto em qualidade (ouro com peso maior) quanto em quantidade de medalhas.

Ê Brasil! – É até covardia citar Natália Falavigna neste espaço, mas perder a semifinal por decisão dos árbitros, após empate nos pontos, é de doer. Valeu pelo bronze inédito do taekwondo.

Pedalou como nunca, perdeu como sempre – Jaqueline Mourão e Rubens Donizete disputaram neste sábado a prova de mountain bike do ciclismo. Ela ficou na 19ª posição; ele, na 21ª colocação entre os homens.


O ouro merecido de Maurren

agosto 22, 2008

Fiquei sabendo que Maurren Maggi existia nos Jogos Pan-americanos de 1999, em Winnipeg, quando ela conquistou a medalha de ouro no salto em distância e a prata nos 110m com barreiras. Por mais que o nível do Pan seja baixo, dava para ver que ela tinha potencial.

Esperança de medalha em Sydney-2000, ela não passou para as finais graças a uma contusão. Como naqueles Jogos o Brasil ficou sempre no quase, ela amargou uma pecha de amarelona, junto com o cavalo Baloubet du Rouet, o futebol masculino, o vôlei masculino…

Recuperada, Maurren continuava competindo em alto nível até ser suspensa por doping. A culpada foi uma pomada usada após uma sessão de depilação, segundo a atleta. Impedida de competir, desistiu do esporte, teve uma filha e pouco depois seu casamento com o piloto Antônio Pizzonia acabou.

Apesar de tudo que passou, resolveu voltar ao atletismo e, no ano passado, foi novamente campeã do Pan-americano. Foi a prova de que teria condições de brigar pelo ouro em Pequim, o que se confirmou nesta sexta-feira.

Ao contrário do badalado Jadel Gregório, a Maurren não é de amarelar. O único amarelo dela é o da medalha de ouro.

Vai Brasil! – A seleção masculina de vôlei está em mais uma final olímpica e, se o ouro vier, será histórico. Em nenhuma outra modalidade o Brasil foi campeão por três vezes (temos dois ouros no salto triplo e nas classes Star e Laser da vela).

Ê Brasil! – Márcio e Fábio Luiz surpreenderam ao conquistarem a prata em Pequim. Mas, se era para fazer aquele papelão na final, ao perderem o tie-break por 15 a 4 para os norte-americanos, deveriam ter deixado a vaga na decisão para Ricardo e Emanuel.

Correu como nunca, perdeu como sempre – O Brasil estava representado nas duas finais do revezamento 4x100m rasos. As equipes masculinas e femininas ficaram com a mesma posição: quarto lugar.


Pratas com gostos distintos

agosto 21, 2008

O Brasil conseguiu duas medalhas de prata nesta quinta-feira nas Olimpíadas de Pequim, mas as conquistas tiveram gostos totalmente diferentes. Na vela, Robert Scheidt e Bruno Prada tinham remotas chances de ficar com uma medalha que não fosse a de bronze e mesmo assim terminaram a competição da classe Star na segunda colocação, graças ao mau desempenho do barco da Suécia. Se eles comemoraram muito, as meninas da seleção de futebol saem da China frustradas.

Consideradas favoritas ao ouro após o chocolate de 4 a 1 sobre a Alemanha, as jogadoras do Brasil não repetiram o mesmo desempenho na final contra as norte-americanas e a partida foi para a prorrogação. Logo no início do tempo extra, os Estados Unidos arriscaram um chute de fora da área e garantiram a vitória por 1 a 0.

Com as duas pratas desta quinta, o Brasil soma oito medalhas até agora em Pequim (1 de ouro, 2 de prata e 5 de bronze), mais duas garantidas: vôlei feminino e vôlei de praia masculino. Em ambas situações, o adversário na final serão os Estados Unidos. Espero que o time do técnico Zé Roberto e a dupla Márcio e Fábio Luiz possam vingar a derrota sofrida por Marta e cia.

Vai Brasil! – Mais uma vitória por 3 sets a 0, desta vez contra a China, e a seleção feminina de vôlei consegue superar pela primeira vez uma semifinal olímpica. Pelo que está jogando, tem tudo para ficar com o ouro.

Ê, Brasil! – Jadel Gregório tinha o melhor retrospecto entre os seus rivais, pois só ele já havia saltado 17,90m na vida. Mesmo assim, o brasileiro ficou apenas na sexta colocação do salto triplo e volta, mais uma vez, sem uma medalha das Olimpíadas.

Jogou como nunca, perdeu como sempre – Lógico que as meninas do futebol feminino são heroínas, mas é a terceira derrota consecutiva que elas sofrem em decisões de competições importantes (Atenas-2004, Copa do Mundo-2007 e Pequim-2008). Apesar de terem mais chances de gols, ficam mais uma vez na segunda colocação.