Semana 29 – Amós 4:3

julho 19, 2018

“Cada um de vocês sairá pelas brechas no muro, e vocês serão atirados na direção do Hermom, declara o SENHOR” – Am 4:3 (NVI)

“Efeito colateral que seu sistema fez” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Uma dificuldade humana é assumir a responsabilidade pelos seus atos. É complicado reconhecermos que estamos passando por uma situação desagradável como consequência de uma escolha que fizemos, pois é muito mais fácil jogar a culpa nos outros.

A Bíblia é repleta de profecias em que Deus anuncia um castigo que o povo vai sofrer em função de um comportamento pecaminoso. No livro de Amós, o Senhor jura que os habitantes de Samaria teriam de sair “pelas brechas no muro”, em alusão à destruição que a cidade sofreria com a invasão Assíria. Essa cena, que se concretizou cerca de 30 anos depois do aviso divino, ocorreu pela forma como a elite de Israel estava oprimindo os pobres.

Tento me colocar no lugar desses ricos que precisaram fugir pelos buracos do muro destruído de Samaria. Creio que, no desespero, deve ter vindo um pensamento do tipo “eu sei o porquê estou passando por isso”. Eles poderiam lamentar, achar injusto, não concordar com a pena aplicada por Deus, mas não teriam como alegar ignorância. O Senhor tinha dado o recado que aquilo aconteceria.

No final da música “Capítulo 4, versículo 3”, Mano Brown dá a entender que o apoio que ele e os Racionais recebem é um efeito colateral do próprio sistema vigente. Em uma análise rasa, o sucesso do grupo só teria sido possível devido à sociedade desigual em que ele está inserido. Se não houvesse violência policial, racismo e condições precárias na periferia, dificilmente os rappers fariam músicas com letras contundentes e alcançariam tamanho destaque.

Voltando à nossa vida, como estamos reagindo à Palavra de Deus? Damos valor às mensagens de alerta que a Bíblia contém sobre o pecado, deixando o Senhor transformar o nosso coração, ou preferimos “pagar para ver”? Quando algo dá errado na nossa trajetória, optamos por achar um culpado externo ou procuramos investigar se o que passamos não é fruto de uma má decisão? Meu desejo é que estejamos prontos para assumir a nossa responsabilidade, escolhendo o caminho de Deus e tendo como “efeito colateral” a graça e a bondade do nosso Pai!

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Semana 28 – Oseias 4:3

julho 12, 2018

“Por isso, a terra está de luto, e todo o que mora nela desfalece, com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar perecem.” – Os 4:3 (ARA)

“A cada quatro horas, um jovem negro morre violentamente em São Paulo” – Primo Preto, “Capítulo 4, versículo 3”

O quarto capítulo do livro de Oseias começa com uma acusação de Deus contra o povo de Israel. Em uma lista que inclui diversos pecados, destaca-se o homicídio como o grande delito da nação, tanto é que “a terra estava de luto”. Essa expressão, que consta na versão Almeida Revista e Atualizada da Bíblia, poderia valer para o que passamos atualmente.

Enquanto no final dos anos 1990, em São Paulo, morria violentamente um jovem negro a cada quatro horas, conforme dados apresentados na música “Capítulo 4, versículo 3”, a situação do Brasil hoje não está muito diferente. Em 2017, foram registrados mais de 59 mil homicídios no país, o que equivale a um assassinato a cada nove minutos.

Em um quadro de tamanha violência como esse, uma tendência é banalizar a situação e não se indignar com tantas mortes. Nem sempre estamos atentos ao que está acontecendo ao nosso redor, esquecemos de notar que várias pessoas estão de luto, sofrendo demais não só em função da criminalidade, mas também como consequência de doenças, acidentes e até causas naturais.

Como cristãos, devemos “chorar com os que choram” e oferecer o consolo para quem precisa. Apesar de variar de pessoa para pessoa, o luto tem um tempo específico e é nesse momento que devemos estar disponíveis para ajudar, não adianta chegar atrasado. Que possamos ter sensibilidade e sabedoria para agir na hora certa, sendo usados por Deus para amenizar o sofrimento de quem está ao nosso lado!


Semana 27 – Daniel 4:3

julho 5, 2018

“Como são grandes os seus sinais, como são poderosas as suas maravilhas! O seu reino é um reino eterno; o seu domínio dura de geração em geração.” – Dn 4:3 (NVI)

“Vim pra sabotar seu raciocínio” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

O versículo de Daniel citado acima parece ser a fala de um grande servo de Deus, alguém que conhece o Senhor de uma forma íntima, que tem um histórico de obediência à ordem divina. No entanto, trata-se do discurso do rei babilônico Nabucodonosor, um dos homens mais poderosos de seu tempo, responsável por saquear e destruir o Templo de Jerusalém.

Para entender como alguém responsável por arrasar o símbolo da presença divina na Cidade Santa passou a reconhecer o poder de Deus, é necessário compreender o contexto do capítulo 4 de Daniel. A mudança de postura ocorreu após uma experiência pessoal trágica, em que Nabucodonosor ficou sete anos “vivendo como um animal” e sem condições de governar. Isso aconteceu em uma ação do próprio Senhor, que tirou o entendimento do monarca caldeu para que ele aprendesse sobre quem realmente tem domínio sobre o reino dos homens, com condições de escolher como rei quem Ele quisesse.

A lição que tenho dessa história é o quanto precisamos transformar nossos pensamentos, nossas convicções, nossos paradigmas para aprendermos quem Deus é. Nabucodonosor achava que não devia satisfação para ninguém, podia agir do modo que desejasse devido à posição que ocupava na sociedade. Quando isso lhe é tirado, aí ele vê o quão frágil é, submetendo-se ao papel de servo do Criador.

Assim como Mano Brown, na música “Capítulo 4, versículo 3”, diz que quer sabotar o raciocínio do seu ouvinte, talvez com o objetivo de que ele repense o seu modo de vida, o nosso raciocínio precisa ser sabotado pelo Senhor. Somente quando deixamos Deus agir na nossa mente é que podemos nos humilhar, entender a obra de Jesus na cruz e mudar nossa direção.


Semana 26 – Ezequiel 4:3

junho 28, 2018

“Pegue uma frigideira de ferro e ponha como se fosse um muro entre você e a cidade. Vire o rosto na direção da cidade. Ela está cercada, e é você quem a está cercando. Isso será um sinal para o povo de Israel” – Ez 4:3 (NTLH)

“Eu sei, as ruas não são como a Disneylândia” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Deus é muito criativo para falar conosco. Essa característica divina fica ainda mais evidente no livro de Ezequiel, em que diversas profecias são apresentadas de forma lúdica, não somente com palavras.

No versículo acima, o contexto se refere à mensagem que Deus queria passar aos judeus exilados na Babilônia de que Jerusalém sofreria um cerco do exército de Nabucodonosor, que resultaria posteriormente na invasão da cidade. Não bastava Ezequiel fazer essa previsão de um púlpito, ele precisava simular a profecia com sua vida, usando outros materiais para deixar a coisa mais didática.

Ser coerente e viver aquilo que prega deveria ser a regra entre os cristãos, mas infelizmente não é o que vemos. Fazendo um paralelo com o “mundo do rap”, essa também é uma crítica que muitos grupos enfrentam. Como é possível um rapper branco de classe média falar com propriedade sobre violência policial, racismo e miséria se ele nunca sentiu isso na pele?

No caso dos Racionais, porém, não dá para duvidar que a mensagem transmitida transpira verdade. Quando Mano Brown fala que sabe que as ruas não são como a Disneylândia (símbolo de um mundo perfeito e de alegria), cabe a nós acreditar, por tudo o que ele já passou no Capão Redondo. Qualquer analogia feita por alguém que vive o que está falando fica fácil de compreender.

Voltando à vida cristã, como fazer se ainda não estamos agindo da forma como Deus gostaria? Deixar de pregar a Cristo até que estejamos perfeitos? De forma nenhuma! Se não temos maravilhas para contar, será que não há algum detalhe que o Senhor esteja transformando em nós que pode abençoar outra pessoa? Reconhecer a luta contra o pecado, mas com a busca de estar mais próximo da vontade do Pai, indica coerência. Que possamos alcançá-la!


Semana 25 – Lamentações 4:3

junho 21, 2018

“Até as lobas dão de mamar às suas crias, mas o meu povo é como os avestruzes, cruéis para os seus filhotes” – Lm 4:3 (NTLH)

“Filha da p… , pá, pá, pá” – Nill, “Capítulo 4, versículo 3”

O xingamento universal é ofender a mãe do outro. Frases como “mãe é sagrado” e “não mexe com a minha mãe” são ouvidas com frequência em discussões de adolescentes. Mãe é sinônimo de bondade, amor, cuidado, não se pode brincar com isso.

No reino de Judá, em aproximadamente 586 a.C., Jeremias mexeu com esse tema delicado para expor a maldade dos habitantes de Jerusalém, que acabara de ser dizimada pelos babilônicos. A crueldade na cidade era tanta que nem as mães cuidavam de seus filhos. Eram piores do que as lobas, comparavam-se com as avestruzes, que deixam seus ovos na terra expostos aos predadores.

Um povo que não faz nem o básico (cuidar dos seus filhos) não pode esperar grandes vitórias como nação. A derrota de Judá para o exército de Nabucodonosor foi mais do que merecida. Antes que venha a tentação de fazer uma analogia com a atual situação brasileira, a ideia aqui é trazer esse ensinamento para a nossa vida particular.

Na caminhada cristã, quem não se preocupa com o básico (oração e leitura da Palavra) também não pode esperar vitória contra o pecado no seu dia-a-dia. Quem busca a Deus acaba conhecendo qual é a vontade Dele e começa a entender que precisa mudar de rumo.

Não tem área sensível que não possa ser mexida pelo Senhor. Para alcançarmos a maturidade no relacionamento com Deus, a entrega a Ele deve ser total, não podemos nos ofender quando percebemos que um paradigma que temos precisa ser transformado. Em um primeiro momento, certas palavras divinas podem parecer um xingamento ao nosso ego, mas na verdade é uma mensagem de carinho. Confie no que o Senhor tem para te falar!


Semana 24 – Jeremias 4:3

junho 14, 2018

“Porque assim diz o SENHOR aos homens de Judá e Jerusalém: Lavrai para vós outros campo novo e não semeeis entre espinhos” – Jr 4:3 (ARA)

“Ou o que procura vida nova na condicional” – Edi Rock, “Capítulo 4, versículo 3”

Uma das formas de se resumir a história contada na Bíblia é a seguinte: Deus se revelando à humanidade e criando condições para que homens e mulheres se voltem a Ele. Seja no Velho ou no Novo Testamento, aprendemos que não é possível recuperarmos nossa comunhão com o Senhor sem arrependimento.

A passagem de Jeremias citada acima, em um primeiro momento, parece se referir a uma ordem de Deus para que os habitantes de Judá e Jerusalém trabalhem no campo. Ao olharmos o contexto, no entanto, aprendemos que é uma forma figurada de o Senhor dizer que aquele povo precisava se arrepender.

Quando Deus diz para “lavrarem em campo novo”, o sentido é de que o povo não podia mais fazer as mesmas coisas, precisava mudar a raiz dos problemas. Da mesma forma, os espinhos a serem evitados significam tudo aquilo que poderia atrapalhar essa vida renovada com o Senhor. Quem se arrepende verdadeiramente de um pecado sofre uma transformação, não pode se apegar ao que tinha anteriormente. Tudo se faz novo para quem está em Cristo (II Co 5:17)!

Na música “Capítulo 4, versículo 3”, também temos um exemplo de alguém que se arrependeu. Edi Rock cita brevemente uma pessoa que “procura vida nova na condicional”, ou seja, alguém que foi preso e não quer voltar a ser um criminoso. O que motiva esse arrependimento? Será que o medo de voltar à prisão? Ao conhecer um lugar terrível, a tendência é a pessoa não querer retornar a ele, mas ir à direção oposta.

Deus nos dá a chance de nos arrependermos antes de recebermos a condenação. Não precisamos chegar ao fundo do poço para daí sim entendermos que devemos buscar uma vida ao lado do Senhor. Que possamos ir em busca desses campos novos para deixar Jesus trabalhar em nossas vidas!


Semana 23 – Isaías 4:3

junho 7, 2018

“Aqueles de Jerusalém que Deus escolher para continuarem vivos serão chamados de ‘Povo Santo’” – Is 4:3 (NTLH)

“Permaneço vivo” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Medo da morte e vontade de viver: estão aí dois sentimentos presentes no ser humano. Não aceitamos bem o falecimento de uma pessoa querida, ficamos assustados quando passamos perto de sofrer um acidente fatal. Essas situações indicam que nossa alma anseia pela imortalidade. Enquanto há vida, há esperança (Ec 9:4).

No final da música “Capítulo 4, versículo 3”, Mano Brown reflete sobre praticar assaltos, refuta essa ideia e, logo em seguida, afirma: “permaneço vivo”. Estando vivo, poderia fazer boas escolhas. Não precisava se guiar pela propaganda de que era necessário ter bens materiais luxuosos para ser pleno, mas sim viver de uma forma simples, com o apoio de seus amigos. Como ele mesmo diz, ele havia chegado aos 27 anos “contrariando a estatística”, o que lhe dava condições de desfrutar dessa situação.

Se no contexto da música chegar aos 27 anos, sendo negro e morador da periferia, era um privilégio, na Bíblia não há prêmio maior do que passar a eternidade ao lado de Deus. Isaías, no início do quarto capítulo do livro que leva seu nome, começa a falar sobre o “Renovo do Senhor”. Esse é um dos muitos títulos dados a Jesus Cristo, sobre quem Isaías profetizou diversas vezes.

Por causa do Renovo, é possível ter a esperança de continuarmos vivos, na Nova Jerusalém, como um povo santo. Por nós mesmos, não temos capacidade de nos santificarmos, mas Jesus, com seu sacrifício, pagou o preço pelos nossos pecados e podemos ter acesso ao Pai. Deus nos escolheu para permanecermos com vida em sua presença!

Para ser escolhido por Deus e desfrutar dessa vida eterna, precisamos apenas reconhecer Cristo como Senhor e Salvador. Temos de escolhê-Lo para reinar sobre nós. E esse Reino de Deus começa agora, nesta Terra, e continuará na Jerusalém celestial. Você quer participar dessa vida?