16 anos de vida cristã

julho 22, 2008

Tem uma data da qual tenho muito orgulho/9 horas, quarta, 22 de julho”. Essa frase faz parte do primeiro rap que compus, “O Nome Dele é Jesus”, e remete ao dia em que me converti a Jesus Cristo, em 1992.

No começo da década de 1990, eu cheguei a freqüentar uma igreja presbiteriana em Pinheiros, mas logo depois saí. Meses depois, porém, fui convidado a ir à Igreja Metodista Livre, no mesmo bairro, e desde então nunca mais saí de lá.

Apesar de já conhecer as histórias da Bíblia, foi apenas em julho de 1992 que eu entendi o que era entregar a vida a Jesus Cristo. O tema da Escola Bíblica de Férias daquele ano foi “O Reino de Deus” e um dos textos que estudei foi João 3:1-5, em que Jesus explica a Nicodemos que era necessário “nascer de novo” para ver o Reino de Deus.

Eu fiz essa opção e me batizei no mesmo ano. De lá para cá, pude entender que a conversão realmente é um processo, e não uma transformação instantânea. Você tem a oportunidade de crescer na vida cristã a cada situação, seja ela positiva ou negativa.

Em 1993, em plena adolescência, fazia questão de me posicionar como cristão, ao usar camisetas com temáticas gospel. Nos anos seguintes, passei a compor e a cantar raps que exaltavam a Jesus. Quando ainda era office-boy, em 1997, recusei a fazer um serviço para o meu chefe pois sabia que aquilo não agradava ao Senhor. Apesar de ter colocado meu emprego em risco, permaneci na empresa, ele pediu demissão e eu acabei promovido.

Deus me deu a oportunidade de falar do seu amor na Febem e em praças públicas, assim como testemunhei minha fé aos colegas de faculdade. Virei jornalista e, aos poucos, estou crescendo na profissão que escolhi, sem precisar abrir mão dos meus princípios.

É claro que estou longe de ser um cristão ideal e acredito que deveria contar mais do amor de Deus às pessoas que estão ao meu redor, mas vejo que o Senhor tem me abençoado. A maior prova disso é ver minha mãe com uma serva Dele e a transformação que está ocorrendo com meu irmão e sua esposa.

Respeito meus amigos ateus e que possuem uma crença diferente da minha, mas uso este espaço para deixar claro que o Senhor é o único e verdadeiro Deus. Mesmo que você não acredite nisto, digo que Jesus te ama e morreu em seu lugar na cruz, para te dar a vida eterna. E esta vida nova você pode usufruir desde já, em um relacionamento com Ele, e não somente no céu. E nesses 16 anos, não me arrependo da escolha que fiz.

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Aplausos para a clarineta

março 4, 2008

A data de 3 de março me remete ao ano de 1996. Naquele domingo, há 12 anos, fui convidado pela banda Escravos de Cristo a cantar em uma igreja coreana, que ficava no bairro da Liberdade. Lá fui eu, com 15 anos, empolgado por ter a chance de mostrar meus dotes musicais pela primeira vez fora de um evento da Igreja Metodista Livre.

Como bom rapper, preparei o meu visual, que se consistia de uma bermuda preta e um agasalho com capuz, ambos bem surrados. Quando chego na igreja, percebo que meu modelito não fora bem escolhido: os membros estavam em sua maioria com roupa social.

Naquele culto, houve uma espécie de “show de talentos”, com várias apresentações de pessoas que não eram membros da igreja coreana. Veio a primeira apresentação, ninguém bateu palma; eu cantei “MC Empada”, nada de aplausos; os Escravos tocaram algumas músicas, a platéia não se manifestou.

Estranhei aquela cena, mas pensei “deve ser a cultura deles”. O pastor pregou, o culto ia para o seu final, até que chegou o momento da oferta. Enquanto o gazofilácio (a popular “sacolinha”) passava entre as pessoas, um senhor da igreja tocou uma música com sua clarineta. Ao fim da apresentação, para o meu espanto, houve um aplauso monumental!

Achei um absurdo aquela manifestação, parecia até que havia um certo preconceito pelos “de fora”. Tecnicamente, o homem da clarineta não fez nada de excepcional que justificasse as palmas, em comparação com o silêncio do público nas outras apresentações. O jeito foi engolir a revolta e levar a situação na esportiva.

Ps. Amanhã posto uma foto desta apresentação

Está aí a foto prometida. Aliás, o post saiu com a data do dia 4, provavelmente por causa do fuso horário:

 mc-empada.jpg


Rolou um clima

fevereiro 15, 2008

Ao entrar no site do Marmota, vi que ontem foi comemorado o Dia dos Namorados (Valentine’s Day) em grande parte do mundo. Eu, que estou há 7 anos, 7 meses e três dias com uma mesma pessoa, tenho um episódio curioso para contar, que aconteceu no último Carnaval.

Desde 1994, eu passo o meu Carnaval em um dos acampamentos da Igreja Metodista Livre, chamados de Camping. Neste ano, não foi diferente, e lá estava eu como coordenador geral do Camping 12-14 (como o nome diz, voltado para adolescentes de 12 a 14 anos). A minha esposa, Flávia, também estava no acampamento, só que trabalhando na cozinha. Por isso, as refeições eram um dos poucos momentos que tínhamos para conversar com mais tranqüilidade.

Uma das pessoas que estavam na equipe do acampamento reparou que eu e a Flávia conversávamos e resolveu comentar com seus colegas: “acho que está rolando um clima entre o Empada e a Flávia”. Depois da gargalhada geral, ele foi informado que estou há mais de dois anos casado com ela.

Além da parte cômica dessa história, é muito bom perceber que depois de tanto tempo de relacionamento ainda “rola um clima” entre mim e minha esposa. Apesar de alguns desentendimentos naturais que acontecem com qualquer casal, ainda nos respeitamos, nos amamos e enxugamos as lágrimas uns dos outros nos momentos difíceis.

A minha personalidade é praticamente oposta à da Flávia. No entanto, o que nos une faz toda a diferença: Deus. Temos a mesma fé em Jesus Cristo, sabemos que nossas vidas precisam ser guiadas pelo Senhor e procuramos cultivar características como fidelidade, sinceridade e abnegação.

Enquanto muitos casamentos se deterioram por aí, vislumbro que só a morte me separará da Flávia, seja ela física ou espiritual. Sim, porque no dia em que optar por largar minha fé em Cristo, creio que meu relacionamento com ela não terá futuro.


Visita ao Museu da Bíblia

janeiro 25, 2008

Há exatamente um ano, eu visitava o Museu da Bíblia. Abaixo, segue um texto que fiz para o Informativo da Igreja Metodista Livre de Pinheiros sobre a visita:

Na manhã do último dia 25 de janeiro, um grupo de nossa igreja visitou o Museu da Bíblia, localizado em Barueri. Foi um período de comunhão e muito aprendizado sobre a Palavra de Deus.

Uma das principais dúvidas de quem foi conhecer o museu era a seguinte: o que veremos lá, além de vários exemplares de Bíblias? Sim, no local havia Bíblias de diversos tamanhos e idiomas, mas felizmente as atrações não se restringiam a isso.

Para quem se interessa pela parte histórica, há seções que explicam a formação da Bíblia como um livro único, como ela chegou ao Brasil, os seus principais tradutores, além de contar a história das Sociedades Bíblicas em todo o mundo. Destaque para uma réplica da prensa que Johannes Gutemberg usou para imprimir o primeiro livro do mundo: uma edição da Bíblia em latim (há uma réplica também desse livro no museu).

Aqueles que têm mais intimidade com o texto bíblico podem testar seus conhecimentos no “Show do Cristão”, programa de computador que simula o programa de TV “Show do Milhão”. Outro desafio é montar um espécie de quebra-cabeça em que cada “peça” representa um livro da Bíblia, incluindo os apócrifos ou deuterocanônicos.

Aos leitores que gostariam de conhecer um pouco mais sobre os costumes e fatos narrados pela Bíblia, o museu possui réplicas das vestes utilizadas pelo apóstolo Paulo (antes e depois da conversão), um programa multimídia com imagens dos lugares em que viveram os personagens bíblicos e uma seção que reproduz cheiros narrados nas Escrituras, como o de mirra.

Enfim, quem foi ao passeio notou o quanto a Palavra de Deus deve ser valorizada. Espero que possamos fazer isso em nossas vidas.


Eu, judeu?

novembro 23, 2007

Navegando por aí, descobri um teste que avalia qual a religião que a pessoa considera certa. E não é que o meu resultado deu judaísmo?

Which is the right religion for you? (new version)
created with QuizFarm.com
You scored as JudaismYou scored as Judaism. Your beliefs most closely resemble those of Judaism. Do more research on Judaism and possibly consider becoming a Jew, if you aren’t already.Judaism is the religion of the Jewish people, based on principles and ethics embodied in the Bible (Tanakh) and the Talmud. According to Jewish tradition, the history of Judaism begins with the Covenant between God and Abraham (ca. 2000 BCE), the patriarch and progenitor of the Jewish people. Judaism is the first recorded monotheistic faith and among the oldest religious traditions still in practice today. Jewish history and doctrines have influenced other Abrahamic religions such as Christianity, Islam, Samaritanism and the Bahá’í Faith.

Judaism
100%
Christianity
95%
Islam
40%
Confucianism
35%
Buddhism
30%
Haruhism
25%
Satanism
25%
Hinduism
20%
Agnosticism
20%
Atheism
10%
Paganism
0%

Pelo menos, cristianismo vem logo atrás, com 95%. O interessante é notar meus “traços” satanistas, agnósticos e ateus. Ainda bem que isso é só um teste de Internet.


Qual a importância do dinheiro nas nossas vidas?

agosto 31, 2007

No último domingo, 26 de agosto, eu tive a responsabilidade de pregar na Igreja Metodista Livre de Pinheiros, onde congrego. Abaixo, está o esboço da mensagem, que mescla frases da música Vida Loka parte 2, dos Racionais, e o texto bíblico de Mateus 6:24-34:

Introdução (Mt 6:24) – Em São Paulo, Deus é uma nota de 100 (cuidado com Mamom)

Quem quer dinheiro? Essa frase era repetida diversas vezes no programa Topa tudo por dinheiro, apresentado por Silvio Santos no SBT. Aqui, creio que todos querem e lutam para ter algum ou muito dinheiro no bolso. E em relação a Jesus, será que fazemos o mesmo? Vocês topariam tudo para seguir a Jesus, mesmo que para isso perdessem dinheiro? Infelizmente, para grande parte das pessoas, “em São Paulo, Deus é uma nota de 100”, como diz Mano Brown na música Vida Loka parte 2. E o próprio Jesus alertou que o dinheiro pode virar um deus, ao avisar que ninguém poderia servir, ao mesmo tempo, a Deus e a Mamom, que seria a personificação das riquezas. Como ir contra tudo isso e não se preocupar no modo como “ganhar o pão de cada dia”? É isso que veremos hoje na Palavra de Deus.

Ansiedade não serve para nada (Mt 6:27) –  Vamos brindar o dia de hoje, que o amanhã só pertence a Deus

Um sinal de que Mamom está ganhando o espaço que deveria ser do Senhor na nossa vida é quando pensamos mais em dinheiro do que em Deus. Jesus, na época, falou na ansiedade sobre o que comer, beber e vestir, ou seja, somente necessidades básicas. Creio que aqui, em níveis diferentes, ninguém precisa se preocupar sobre o que comerá, beberá ou vestirá. A preocupação que eu vejo em muitos irmãos é: quando vou quitar a casa? Quando terei dinheiro para trocar de carro? Será que vou ter dinheiro para casar? Será que vou ter dinheiro para ter filho? Cadê aquele emprego em que vou ganhar mais do que hoje?

Desculpe decepcioná-los, mas a ansiedade em relação a essas coisas não mudará a sua situação. Vejamos alguns exemplos bíblicos. Saul era um homem muito preocupado em ser um grande rei de Israel, mas foi Davi quem teve esse reconhecimento (I Sm). Ló escolheu o melhor terreno para cuidar do seu gado, mas Abraão foi mais próspero (Gn). Mesmo sem buscar riquezas, tudo o que José fazia prosperava, seja na casa de Potifar, na cadeia ou quando trabalhava para o Faraó.

Salmo 127:1 diz “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”. E Jesus, em Mt 6:33, diz que é preciso buscar o reino de Deus e a sua Justiça, e o restante será acrescentado.

Nós devemos agradecer tudo o que temos a Deus e reconhecer que, sem Ele, nada teríamos. Podemos ser muito esforçados e não conseguir nada. Por outro lado, mesmo sem esforço, receber algo muito valioso. É o Senhor quem cuida disso.

Com Mamom, nunca estaremos satisfeitos (Mt 6:29) – Dinheiro abre as portas dos castelos de areia que quiser

Nesse momento, você pode discordar do que estou falando. Deve estar pensando algo como “nasci pobre, estudei e trabalhei bastante, e hoje dou uma boa condição para minha família. Ganhei o dinheiro com meu esforço”. E eu digo o seguinte: será mesmo? Você está satisfeito com o que tem? Provavelmente a resposta será não. Sempre estamos pensando em ter mais, mais, mais.

Se você está nesse caminho, tenho de alertá-lo que jamais conseguirá tudo o que quer. Nessa passagem, Jesus usa o exemplo de Salomão. Mesmo com toda sua riqueza, glória, poder, etc., ele não conseguiu ser mais bem vestido do que um mísero lírio do campo, que hoje existe e amanhã é lançado no forno.

Se você pensa “quando eu tiver um carro, minha vida vai mudar”, “quando eu quitar minha casa, vou ser feliz”, “se eu virar diretor da empresa, meus problemas se resolverão”, esqueça! Isso não acontecerá! Pense como Paulo, outro exemplo de pessoa que largou seu status irrepreensível segundo a lei para servir ao Senhor. Conforme Fp 3:4-8, ele considerou tudo o que tinha antes do seu encontro com Jesus como esterco (versão Revista e Corrigida), refugo (RA) e lixo (NTLH).

Só Jesus é que pode te satisfazer! O próprio Senhor falou a Paulo em outra circunstância (II Co 12:9) que a graça dele é que bastaria. O contexto diz a respeito ao espinho na carne, mas creio que também pode ser usado nessa situação: em vez de confiarmos no que Mamom pode nos dar, devemos confiar naquilo que o Senhor fará de nós.

Deus sabe do que precisamos (Mt 6:32) – Imagine nós de Audi, ou de Citroën, mas se não der, o que é que tem?

Confiar no Senhor. Isso é algo difícil. Confiar que Ele sabe do que nós precisamos. Isso é ainda mais difícil. Deus sabia que precisava tirar José da cadeia e colocá-lo em um alto cargo no governo egípcio, pois só assim o povo de Israel conseguiria sobreviver ao período de vacas magras. Da mesma forma Daniel, que era um jovem nobre ou de linhagem real, tinha um propósito para sair do seu conforto em Israel para servir a Nabucodonosor na Babilônia.

Em outro extremo, temos João Batista. Ele andava vestido com pêlos de camelo e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre, mas não “prosperou” na vida, aos olhos dos seguidores de Mamom. No final, morreu decapitado. Mesmo assim ele honrou ao Senhor, ao anunciar que o Reino de Deus estava próximo e ter o privilégio de batizar Jesus.

E você, quem quer ser? Um Davi ou José, com muito dinheiro no bolso, ou um João Batista ou Paulo, que viveram com pouca coisa material, mas fizeram a vontade do Senhor?

O objetivo da pregação não é avisar que o dinheiro é algo ruim, mas as nossas expectativas em relação a ele podem ser prejudiciais a nós. Jesus nos alerta que “os gentios são quem procuram tais coisas” e que “Deus sabe do que necessitamos”. Se tivermos a oportunidade de ter um Audi na garagem, amém! E se não der? Qual o problema? Se, no futuro, seu filho precisar estudar em uma escola pública, pois você não tem dinheiro para pagar um colégio particular? É impossível servir a Deus sem ter uma pós-graduação feita fora do País?

Conclusão – Quando passar por dificuldades, lembre-se: temos a Jesus (Mt 6:34) – A felicidade ainda existe, é uma trilha estreita em meio à selva triste

Depois de ouvir tudo o que foi dito aqui, talvez você pense: “na teoria é tudo muito bonito, mas ele não sabe do que eu estou passando. Estou desempregado, com dívidas, e ele vem me falar para não me preocupar com dinheiro?”.

Você talvez esteja certo. Eu, Empada, não sei o que cada um passa. Mas Jesus sabe o que vocês passam e, nesse texto, ele reconhece as dificuldades que existem nessa vida. Nem todos reparam na última frase do Capítulo 6 de Mateus: “Basta ao dia o seu próprio mal”, ou, na NTLH, “Basta ao dia as suas próprias dificuldades”.

Mesmo nos alertando que realmente cada dia tem os seus problemas, Jesus nos dá a resposta de como superá-los no versículo anterior: busquem primeiro o reino de Deus.

Isso não significa que os problemas vão acabar, mas eles se tornarão insignificantes perto daquilo que o Senhor tem preparado para você.

Agora, você fala: “eu quero participar desse reino!”. O primeiro passo para isso é reconhecer que Deus realmente é o rei da sua vida. Outra coisa, lembre-se que esse reino começa aqui na Terra, mas continua após a morte, ao recebermos a vida eterna ao lado de Cristo.


Basta ao dia o seu próprio mal

agosto 9, 2007

Quem acompanha este blog há algum tempo, ou caiu aqui de pára-quedas, talvez tenha estranhado o “subtítulo” que utilizo: basta ao dia o seu próprio mal. Para aqueles que jamais ouviram essa frase, gostaria de dizer que ela tem origem bíblica.

Na passagem de Mateus 6:25-34, Jesus fala sobre a “ansiosa solicitude pela vida” ou, em outras palavras, a preocupação que temos com as coisas que precisamos fazer. Considero esse trecho um dos mais belos da Bíblia e, como sou muito ansioso, as recomendações de Cristo são as respostas que preciso, apesar de nem sempre segui-las.

Após mostrar que os passarinhos não semeiam nem colhem, mas sempre têm alimento, e que as flores estão lindamente vestidas, apesar de não trabalharem e nem fazerem roupas para si mesmas, Jesus dá uma dica imprescindível no versículo 33: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino (de Deus) e a sua justiça, e todas estas coisas (roupas, alimento, etc.) vos serão acrescentadas”.

A maioria dos pregadores e pastores param nessa parte, mas o versículo 34 é o que mais me chama a atenção. “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal”. Ou, conforme a versão Nova Tradução da Linguagem de Hoje (NTLH), “para cada dia bastam as suas próprias dificuldades”.

Sim, passamos por situações ruins todos os dias. Seja um serviço atrasado no trabalho, uma discussão com a esposa, a conta para pagar, o time que perdeu no campeonato. Mal damos conta do que precisamos fazer hoje, e ficamos preocupados com o que teremos de resolver amanhã, na próxima semana, no mês seguinte.

Diante desse quadro, Jesus mostra que não adianta nos desesperarmos com o que temos de enfrentar. Se somos incapazes de solucionar os problemas que estão na nossa frente, por que não entregá-los a Deus? Cada dia, com a sua cota “do mal” para ser cumprida, também pode se tornar em um tempo de reflexão sobre o que estamos fazendo com nossa vida.

A seguir, sugiro uma oração que pode ser batizada de “prece do ansioso”:

Oh Senhor,
Eu estou preocupado com as muitas coisas que preciso fazer
E reconheço que sozinho não sou capaz de resolver tudo
Por isso, já que não posso fugir do mal de cada dia,
Peço que o Senhor esteja comigo nesses momentos difíceis
E me faça lembrar que, contigo ao meu lado,
Tudo estará suprido
Em nome de Jesus,
Amém!