E eu pensava que era bom no campo minado

março 13, 2008

Em algum ano entre 1993 e 1996, meu irmão foi trabalhar excepcionalmente em um sábado e lá fui com ele para o escritório. Enquanto ele desempenhava suas funções, sugeriu que eu passasse o tempo com um joguinho de computador, o campo minado. Foi paixão ao primeiro clique.

No início, achei o jogo bem difícil, principalmente por ter de ficar decorando de cabeça onde tinha bomba ou não. Só depois de algum tempo eu descobri que o clique com o botão direito “desarmava” a bomba.

Os anos se passaram, tive o meu primeiro computador doméstico em 1998 e aos poucos fui me viciando no tal joguinho. Os tempos, lógico, iam melhorando cada vez mais. Depois de um bom período sem jogar, retomei o velho vício recentemente e me impressionei com meu desempenho nos níveis intermediário e especialista: 42 e 174 segundos, respectivamente.

Empolgado, resolvi verificar se existia algum tipo de campeonato de campo minado, pois me considerava um ás no jogo. Bastou uma rápida pesquisa na comunidade do Orkut sobre o passatempo para o meu mundo cair: eu era um jogador medíocre.

No nível principiante, um monte de gente conseguiu vencer em apenas um segundo (nesse nível, até que não estou tão mal, pois já terminei em dois segundos). A partir do intermediário, porém, a coisa começa a complicar: o recorde mundial, do australiano Dion Tiu e do norte-americano Jake Warner, é de 10 segundos. No experiente, então, Dion Tiu teve a façanha de fechar o jogo em 38 segundos. Tem até vídeo no YouTube para comprovar o feito.

Depois dessa, aprendi que tenho de pesquisar bem antes de me achar bom em algo. Aliás, existem 6 bilhões de pessoas no mundo, a chance de encontrar alguém melhor do que eu é muito grande. Agora, o jeito é pesquisar quais são os recordes do jogo “Ayrton Senna’s – Super Mônaco GP 2” para Mega Drive…

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Vilão no Timão, craque polonês

março 7, 2008

Os 66.666 torcedores que acompanharam a eliminação corintiana na Libertadores de 2003, diante do River Plate, lembram-se muito bem do lateral-esquerdo Roger. Revelado pelas categorias de base do Timão, o jogador substituiu Kléber e deve ter ouvido o seguinte comentário do técnico Geninho antes da partida: “entra em campo e faz tudo igualzinho ao Kléber”.

Roger entendeu a recomendação ao pé da letra e imitou o titular até na expulsão, ao dar um pontapé em D’Alessandro. Depois disso, nunca mais foi o mesmo no Corinthians, teve uma boa passagem pelo Flamengo e se mandou para o exterior.

Na Europa, o jogador tem agradado e deve servir à seleção. Não a do Brasil (apesar de Dunga já ter convocado até o Bobô!), mas a da Polônia. “Faz tempo que ele vem chamando minha atenção, o Roger poderia contribuir muito na seleção polonesa”, afirmou o técnico do escrete polaco, o holandês Leo Beenhacker, conforme notícia publicada na Gazeta.

Desejo sinceramente que o Roger se dê bem lá na Polônia e tenha uma grande atuação na Eurocopa. Assim, diminui o risco de ele querer retornar às origens. Por aqui, estou muito satisfeito com o André Santos.


Aplausos para a clarineta

março 4, 2008

A data de 3 de março me remete ao ano de 1996. Naquele domingo, há 12 anos, fui convidado pela banda Escravos de Cristo a cantar em uma igreja coreana, que ficava no bairro da Liberdade. Lá fui eu, com 15 anos, empolgado por ter a chance de mostrar meus dotes musicais pela primeira vez fora de um evento da Igreja Metodista Livre.

Como bom rapper, preparei o meu visual, que se consistia de uma bermuda preta e um agasalho com capuz, ambos bem surrados. Quando chego na igreja, percebo que meu modelito não fora bem escolhido: os membros estavam em sua maioria com roupa social.

Naquele culto, houve uma espécie de “show de talentos”, com várias apresentações de pessoas que não eram membros da igreja coreana. Veio a primeira apresentação, ninguém bateu palma; eu cantei “MC Empada”, nada de aplausos; os Escravos tocaram algumas músicas, a platéia não se manifestou.

Estranhei aquela cena, mas pensei “deve ser a cultura deles”. O pastor pregou, o culto ia para o seu final, até que chegou o momento da oferta. Enquanto o gazofilácio (a popular “sacolinha”) passava entre as pessoas, um senhor da igreja tocou uma música com sua clarineta. Ao fim da apresentação, para o meu espanto, houve um aplauso monumental!

Achei um absurdo aquela manifestação, parecia até que havia um certo preconceito pelos “de fora”. Tecnicamente, o homem da clarineta não fez nada de excepcional que justificasse as palmas, em comparação com o silêncio do público nas outras apresentações. O jeito foi engolir a revolta e levar a situação na esportiva.

Ps. Amanhã posto uma foto desta apresentação

Está aí a foto prometida. Aliás, o post saiu com a data do dia 4, provavelmente por causa do fuso horário:

 mc-empada.jpg