Semana 41 – Gálatas 4:3

outubro 11, 2018

“Assim também nós, antes de ficarmos adultos espiritualmente, fomos escravos dos poderes espirituais que dominam o mundo.” – Gl 4:3 (NTLH)

“Hã, faz uns nove anos” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

O livro de Gálatas faz uma analogia bem interessante para explicar o objetivo da Lei dada por Deus a Moisés: ela seria uma espécie de tutor que cuida de uma criança até que ela atinja a maioridade. A Lei, com sua função temporária, seria útil somente até à vinda de Jesus Cristo, por meio de quem nos tornamos filhos de Deus.

Um cristianismo baseado somente em uma lista de regras a serem cumpridas fica incompleto. A Bíblia não é apenas um manual sobre o que deve ou não ser feito, mas um guia com princípios que apresenta como o nosso Deus quer se relacionar conosco. Aprendemos que obedecer é melhor do que oferecer sacrifícios (I Sm 15:22), que seremos julgados conforme julgamos os outros (Mt 7:1,2), que a salvação vem pela graça, mediante a fé, e não por obras (Ef 2:8,9).

Esses (e muitos outros) ensinamentos nos fazem pensar em como viver para agradar a Deus. Não adianta seguir um estereótipo (não beber, não fumar, vestir roupa social), ser um cristão maduro neste mundo exige enfrentar a complexidade das questões que estão ao nosso redor. A cada dia temos algo a mudar, um pecado a abandonar, para nos aproximarmos do caráter de Cristo.

Uma breve frase da música “Capítulo 4, versículo 3” quase passa despercebida, quando Mano Brown fala “hã, faz uns nove anos”. No rap, a ideia era mostrar o tempo que passou para um “preto tipo A” se tornar um “viciado doente”. Nesse exemplo, a mudança de vida foi para pior. E nós, cristãos? Quando olhamos para trás, conseguimos notar o quanto Deus tem trabalhado em nossas vidas? Percebemos que antes nossa fé precisava de “tutores”, enquanto agora podemos aproveitar a liberdade que temos pela graça de Cristo Jesus? Espero que cada ano que passe seja um período de crescermos mais em nossa fé pelo Senhor!

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Semana 40 – II Coríntios 4:3

outubro 4, 2018

“Porque, se o evangelho que anunciamos está escondido, está escondido somente para os que estão se perdendo.” – II Co 4:3 (NTLH)

“Eu sou bem pior do que você tá vendo” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Há uma frase atribuída ao chanceler alemão Otto Von Bismarck, que viveu no século XIX, de que “leis são como salsichas; é melhor não saber como são feitas”. Essa sentença parte do pressuposto de que nem sempre devemos ter conhecimento sobre determinadas situações, pois a ignorância seria uma forma de nos fazer sofrer menos.

Em nossos relacionamentos, usamos esse artifício muitas vezes para esconder sentimentos e pensamentos, com o intuito de nos apresentarmos melhores do que realmente somos. Na música “Capítulo 4, versículo 3”, Mano Brown usa uma tática oposta: apesar de cantar o rap de forma agressiva, ele deixa claro que é ainda pior do que aparenta.

Trazendo a discussão para o evangelho de Cristo, o princípio também é o de não ter nada a esconder. A sua mensagem precisa ser anunciada a todos, de maneira completa, sem amenizar qualquer parte que pode parecer mais desconfortável. Na segunda carta aos coríntios, Paulo fala que isso está sendo feito e, se o evangelho ainda permanece escondido, é porque as pessoas preferem não dar ouvidos à pregação.

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, disse Jesus em João 8:32. O mesmo Cristo que impede o apedrejamento da mulher adúltera não aceita seu comportamento e pede que ela não peque mais. Ele não esconde que vem para nos salvar, mas deixa claro que uma mudança de rota é necessária em nossas vidas para tê-Lo como nosso Senhor. Em uma época em que as fake news se proliferam, que as boas novas possam nos guiar.


Semana 39 – I Coríntios 4:3

setembro 27, 2018

“Pouco me importa ser julgado por vocês ou por qualquer tribunal humano; de fato, nem eu julgo a mim mesmo.” – I Co 4:3 (NVI)

“Talvez o cara que defende o pobre no tribunal” – Edi Rock, “Capítulo 4, versículo 3”

No texto da 31ª semana, tratamos da questão de nos preocuparmos primeiro em reconhecermos nossa condição de réus diante de Deus do que em ficar julgando os outros. Mas como agir quando a acusação é feita pelas pessoas?

Paulo sofreu esse “julgamento” por parte dos membros da igreja de Corinto e, conforme vemos no versículo acima, fez questão de destacar que não se importava com essa situação. Na sequência do capítulo quarto, ele enfatiza que sua consciência está tranquila, pois sabe que quem vai julgá-lo é o próprio Deus.

Ampliando a discussão sobre como é formado esse tribunal, temos as pessoas como promotores, nós como réus e Deus como juiz. Mas quem é o advogado, aquele “que defende o pobre no tribunal”, como diz Edi Rock? Para responder essa pergunta, temos de recorrer a outra passagem da Bíblia: “filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (I João 2:1).

Poderíamos ter um advogado melhor do que este? Um advogado que já pagou a pena no nosso lugar, o que inviabiliza qualquer acusação que fizerem contra nós? Com certeza, não poderíamos estar mais bem servidos. No entanto, um alerta: para que Ele nos defenda, precisamos “contratá-lo”. Aceite Jesus como seu Salvador e Senhor e fique livre de qualquer condenação.


Semana 38 – Romanos 4:3

setembro 20, 2018

“Pois o que é que as Escrituras Sagradas dizem? Elas dizem: ‘Abraão creu em Deus, e por isso Deus o aceitou’” – Rm 4:3 (NTLH)

“Eu não preciso de status nem fama” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

O ser humano tem uma necessidade de se sentir amado e aceito entre seus pares. Principalmente na adolescência, somos capazes de mudarmos nossos comportamentos para saciar esse anseio de pertencimento e fazer parte de um grupo.

Na relação com Deus, repetimos essa atitude. Buscamos satisfazer o Senhor com promessas, ofertas, mas esquecemos que a aceitação por parte Dele vem no momento que passamos a crer no seu senhorio e na salvação que Ele oferece. Na carta aos Romanos, Paulo resgata o ensinamento de que “o justo viverá pela fé” e dá o exemplo de que Abraão foi aceito não por causa de suas obras, mas porque creu.

Na música “Capítulo 4, versículo 3”, Mano Brown chega à conclusão de que não precisa de status nem fama para se sentir satisfeito. No contexto do rap, ele entende que o dinheiro, bens materiais e sexo que são vendidos como solução não passam de ilusão. Para ele, “apenas um rapaz latino-americano”, o que importa é o apoio dos seus manos.

Fazendo um paralelo com a vida cristã, a situação é semelhante. Não temos de chegar a um nível de amadurecimento, perfeição e santidade para então sermos recebidos por Deus, pois Ele nos alcança pela graça, da forma como estamos. Como nosso relacionamento com o Senhor se inicia quando reconhecemos a condição de pecador e a necessidade de salvação, não temos mesmo o que oferecer. As boas obras virão depois, como consequência do nosso crescimento espiritual e em resposta ao imenso amor divino. Creia nisso!


Semana 37 – Atos 4:3

setembro 13, 2018

“Agarraram Pedro e João e, como já estava anoitecendo, os colocaram na prisão até o dia seguinte” – At 4:3 (NVI)

“Ouvindo rádio velho, no fundo de uma cela” – Edi Rock, “Capítulo 4, versículo 3”

É comum dizer que só passamos a dar valor a alguma coisa quando a perdemos. Dentro dessa lógica, o direito de ir e vir talvez seja o maior bem que temos.

Se ficar preso é uma das experiências mais terríveis para um ser humano, ter sua liberdade tolhida de forma injusta é ainda mais ultrajante. O Novo Testamento é recheado de personagens que foram para a prisão simplesmente em função de sua fé, como na situação narrada no início do quarto capítulo de Atos, quando Pedro e João são levados à cadeia devido a uma pregação realizada no templo. Mesmo com essa perseguição, eles continuaram firmes naquilo que acreditavam e não desistiram de sua missão.

Em uma citação rápida, Edi Rock fala na música “Capítulo 4, versículo 3” de alguém que está “ouvindo rádio velho, no fundo de uma cela”, em uma cena que soa melancólica. É possível sentir a tristeza dessa pessoa na prisão, possivelmente refletindo sobre como foi parar ali.

Apesar de não estarmos em uma cadeia física, em muitos momentos nos sentimos aprisionados em nossas vidas. Achamos que jamais sairemos daquela situação que nos impede de caminhar, sendo que nem sempre sabemos como chegamos lá. Quando isso acontecer, por mais difícil que seja, lembre-se das palavras mansas de Jesus: “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.


Semana 36 – João 4:3

setembro 6, 2018

“Quando o Senhor ficou sabendo disso, saiu da Judeia e voltou uma vez mais à Galileia” – Jo 4:3 (NVI)

“Vai de bar em bar, de esquina em esquina” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Se você deseja ter uma vida cristã, não pode ficar parado. Na época da igreja primitiva, quem seguia a Cristo era conhecido como “do Caminho” (Atos 9:2). Paulo, por sua vez, compara o cristão a um atleta, com a diferença de que ele “corre por uma coroa incorruptível” (I Coríntios 9:25).

Nos seus três anos de ministério aqui na terra, Jesus caminhou. Ia de um lugar a outro, realizando milagres, pregando arrependimento e fazendo a diferença na vida de muitas pessoas, como no caso da mulher samaritana na história narrada no capítulo 4 de João. Não era um guru que ficava em cima de um monte esperando para receber diversas caravanas de seguidores, mas sim um pastor em busca da ovelha perdida.

Da Judeia à Galileia, de bar em bar, de esquina em esquina. Na nossa jornada com Cristo, muitas vezes não sabemos para onde seremos levados, com quais pessoas iremos nos relacionar, quais trabalhos teremos de fazer. Precisamos estar preparados para aquilo que Deus nos reserva, convidando outros irmãos a caminhar conosco.

Imitar a Jesus é ir em direção a quem precisa. Não dá para justificar a ideia de se encastelar em uma igreja, achando que a salvação individual basta e que não é necessário estender a mão àqueles que estão ao nosso redor. Prepare-se para gastar sola de sapato!


Semana 35 – Marcos 4:3

agosto 30, 2018

“Ouçam! O semeador saiu a semear.” – Mc 4:3 (NVI)

“Minha palavra vale um tiro, eu tenho muita munição” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Uma das principais responsabilidades do cristão é anunciar a mensagem da salvação. Quem conheceu a Jesus e teve a sua vida transformada por Ele não consegue ficar calado a respeito da mensagem do Evangelho, acaba contando as maravilhas de Deus para as pessoas que estão ao seu redor.

A parábola do semeador, relatada no quarto capítulo de Marcos, fala um pouco sobre esse processo. Após narrar a história, Jesus parte para a explicação da parábola e não dá destaque à figura do semeador, mas enfatiza que a semente é a Palavra de Deus e os tipos de solos significam as diferentes pessoas que recebem a mensagem.

Pelo que Jesus diz, não há uma fórmula específica de semear a Palavra. A preocupação de quem anuncia o Evangelho é espalhar a semente, o crescimento não tem tanta relação ao seu trabalho, mas sim ao tipo de solo. O que não pode ser feito é deixar essa semente guardada para apodrecer.

Se para Jesus a palavra é uma semente, para Mano Brown ela é um tiro. Em vez de apelar para a violência, o rapper usa as letras de suas músicas para lutar contra o sistema que o oprime. E, como ele tem muita munição, dispara sua metralhadora também sem saber quem (e de que forma) irá atingir. Sua missão é atirar, torcendo para fazer o máximo de estrago possível, metaforicamente falando.

Não importa a analogia que você queira fazer, o recado para quem quer praticar o evangelismo é anunciar a mensagem, independentemente do resultado que será alcançado. Como não dá para controlar tudo, precisamos fazer a nossa parte e deixar Deus agir, entregando a Ele todas as ações. Saia a semear e dispare seus tiros para mudar os “solos” e “alvos” que ainda não conhecem ao Senhor!