Semana 33 – Malaquias 4:3

agosto 16, 2018

“Pisarei os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos” – Ml 4:3 (ARA)

“Agora não oferece mais perigo” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

No texto escrito há duas semanas, em que abordava o fato de a justiça de Deus buscar a paz, enfatizei a questão da graça divina que nos livra do castigo. Apesar dos esforços do Senhor de vir em nossa direção para que nos entreguemos a Ele, muitos não aceitam essa oferta e, nesse caso, precisarão enfrentar a consequência.

O quarto capítulo de Malaquias é o último do Antigo Testamento e a mensagem profética fala de um dia, preparado pelo Senhor, em que os perversos serão pisados. Os pecados daqueles que se recusaram a aceitar a salvação de Cristo serão pagos da pior forma possível e Deus agirá como “vingador”. Como diz Jesus em João 3:18, “aquele que crê no Filho não é julgado; mas quem não crê já está julgado”.

As pessoas que neste mundo gostam de “pisar nos outros” receberão o que merecem porque não quiseram se submeter ao Senhor. Se hoje são poderosas e temidas, na vida eterna não vão oferecer mais perigo. Essa situação lembra um dos trechos da música “Capítulo 4, versículo 3”, em que Mano Brown narra a história de um rapaz que se rende aos excessos da carne e, depois, se torna inofensivo, em função das consequências da dependência química.

Ainda dentro do contexto da passagem de Malaquias, há uma referência ao “sol da justiça”, um símbolo que remete a Jesus Cristo. Esse sol traz o calor da salvação para quem Nele crê, mas queima e seca aqueles que entendem que não precisam de Deus. Ao olhar para esse raio de luz que o Senhor te oferece, qual será a sua escolha?

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Semana 32 – Zacarias 4:3

agosto 9, 2018

“Perto do candelabro, estou vendo duas oliveiras, uma de cada lado” – Zc 4:3 (NTLH)

“Ontem à noite eu vi na beira do asfalto
Tragando a morte, soprando a vida pro alto” – Ice Blue, “Capítulo 4, versículo 3”

O livro de Zacarias apresenta, em seus primeiros seis capítulos, oito visões que o profeta teve da parte de Deus. No versículo citado acima, que se refere à quinta visão, estão presentes um candelabro e duas oliveiras que, por si só, não significam muita coisa. Apenas a partir da explicação do Senhor é que foi possível entender aquilo que estava sendo visto (as duas oliveiras representavam o rei Zorobabel e o sumo sacerdote Josué, por meio de quem Deus sustentava o “candelabro” Israel na ocasião).

Trazendo a história de Zacarias para a nossa realidade, aprendo que não preciso ficar esperando grandes visões de Deus para ir em direção à vontade Dele. São poucos os profetas que recebem uma palavra específica vinda diretamente do Senhor, mas nada impede que eu esteja atento ao que vejo ao meu redor para absorver um ensinamento divino.

Na música “Capítulo 4, versículo 3”, Ice Blue também tem uma “visão”. Ele relata que viu um homem “tragando a morte, soprando a vida pro alto”, uma forma poética de dizer que a pessoa estava usando crack. Ao olhar para alguém que está se rendendo à dependência da droga, não posso pensar sobre o que Deus quer me mostrar? Há diversas coisas que consigo refletir a respeito dessa situação: a fragilidade da vida, a compaixão que posso ter com as pessoas com dependência química, o uso responsável da liberdade que o Senhor me dá, etc.

Se você quer ouvir a Deus, além de estar com ouvidos abertos, sugiro que regule suas lentes. Quando estamos em um relacionamento íntimo com o Senhor, a observação de coisas cotidianas, que muitos consideram “mundanas”, podem trazer um aprendizado maravilhoso para sua vida cristã. Experimente!


Semana 31 – Miqueias 4:3

agosto 2, 2018

“Ele será juiz entre muitos povos e decidirá questões entre grandes nações distantes. Os povos transformarão as suas espadas em arados e as suas lanças em foices. Nunca mais as nações farão guerra, nem se prepararão novamente para batalhas.” – Mq 4:3 (NTLH)

“Juiz ou réu” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Qual seria a sua atitude se você se tornasse o juiz do mundo inteiro? Qual o seu conceito de justiça? Caso tivéssemos esse poder, possivelmente agiríamos mais com o objetivo de reparar danos, com uma espécie de “sede de vingança”, do que em promover aquilo que é correto, buscando a solução de conflitos.

O versículo acima nos dá uma noção do que é a justiça de Deus. Em um tempo vindouro no qual o Senhor será o juiz entre os povos, suas decisões serão para propiciar a paz. A profecia citada em Miqueias, que também está escrita no livro do seu contemporâneo Isaías, indica que, no Reino de Deus, as pessoas deixarão de buscar a guerra para se dedicar ao trabalho, sem a preocupação de se preparar para batalhas.

Para vivermos esse mundo em que a paz será total, precisamos nos inclinar à vontade de Deus. Se Mano Brown questiona na música “Capítulo 4, versículo 3” se ele é juiz ou réu, o cristão não pode ter dúvidas: não cabe a nós o papel de julgarmos ninguém, mas sim entendermos que somos os culpados da história. Temos em nós o pecado que só pode ser combatido pelo sangue de Cristo, derramado na cruz do Calvário.

Enquanto não reconhecermos essa necessidade de resolver o problema do pecado em nossas vidas, viveremos em guerra. Vamos estar mais preocupados em julgar a atitude dos outros e entrar em conflitos com quem consideramos inimigos do que em buscar a paz que Cristo nos proporciona. Antes de olhar para o lado, olhe para dentro e pense na sentença que você merecia. Ao lembrarmos que o Deus justo também usa de sua graça para nos salvar, enxergaremos o mundo de uma outra forma.


Semana 30 – Jonas 4:3

julho 26, 2018

“Peço-te, pois, ó SENHOR, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver” – Jn 4:3 (ARA)

“Explode sua cara por um toca-fita velho” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

“Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” é o segundo mandamento mais importante, conforme Jesus afirmou em Mateus 22:39. Mas se temos uma visão distorcida sobre nós mesmos e não valorizamos nossa vida, como iremos tratar os outros?

Na música “Capítulo 4, versículo 3”, os Racionais deixam claro o quanto a vida parece ter pouco valor nos nossos dias, a ponto de ser trocada por um “toca-fita velho”. O personagem citado no rap é alguém que sofre com a dependência de cocaína e não se arrepende de seus atos hediondos, dando a entender que também não possui amor próprio.

Se para algumas pessoas a desvalorização da vida os fazem partir para o crime, já que “não têm nada a perder”, em outras esse sentimento leva ao desejo de morte. Ao não verem graça no seu dia-a-dia, passam a enxergar o fim da vida como solução para os seus problemas.

Esse foi o caso do profeta Jonas. Ele havia pregado uma mensagem de condenação em Nínive e ficou indignado quando percebeu que a destruição da cidade então anunciada por Deus não se cumpriu, em função do arrependimento dos assírios. Jonas não demonstrou compaixão com aqueles que moravam em terra inimiga, preferia estar certo do que ver o bem alheio.

A vida é um dom dado por Deus e não deve ser desprezada. Ao levantar a cada manhã, temos a chance de usufruir de algo maravilhoso e podemos lutar para modificar aquilo que nos incomoda. Não veja a morte como solução: quando as coisas apertarem, olhem para Jesus, que veio ao mundo para nos dar a vida eterna!


Semana 29 – Amós 4:3

julho 19, 2018

“Cada um de vocês sairá pelas brechas no muro, e vocês serão atirados na direção do Hermom, declara o SENHOR” – Am 4:3 (NVI)

“Efeito colateral que seu sistema fez” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

Uma dificuldade humana é assumir a responsabilidade pelos seus atos. É complicado reconhecermos que estamos passando por uma situação desagradável como consequência de uma escolha que fizemos, pois é muito mais fácil jogar a culpa nos outros.

A Bíblia é repleta de profecias em que Deus anuncia um castigo que o povo vai sofrer em função de um comportamento pecaminoso. No livro de Amós, o Senhor jura que os habitantes de Samaria teriam de sair “pelas brechas no muro”, em alusão à destruição que a cidade sofreria com a invasão Assíria. Essa cena, que se concretizou cerca de 30 anos depois do aviso divino, ocorreu pela forma como a elite de Israel estava oprimindo os pobres.

Tento me colocar no lugar desses ricos que precisaram fugir pelos buracos do muro destruído de Samaria. Creio que, no desespero, deve ter vindo um pensamento do tipo “eu sei o porquê estou passando por isso”. Eles poderiam lamentar, achar injusto, não concordar com a pena aplicada por Deus, mas não teriam como alegar ignorância. O Senhor tinha dado o recado que aquilo aconteceria.

No final da música “Capítulo 4, versículo 3”, Mano Brown dá a entender que o apoio que ele e os Racionais recebem é um efeito colateral do próprio sistema vigente. Em uma análise rasa, o sucesso do grupo só teria sido possível devido à sociedade desigual em que ele está inserido. Se não houvesse violência policial, racismo e condições precárias na periferia, dificilmente os rappers fariam músicas com letras contundentes e alcançariam tamanho destaque.

Voltando à nossa vida, como estamos reagindo à Palavra de Deus? Damos valor às mensagens de alerta que a Bíblia contém sobre o pecado, deixando o Senhor transformar o nosso coração, ou preferimos “pagar para ver”? Quando algo dá errado na nossa trajetória, optamos por achar um culpado externo ou procuramos investigar se o que passamos não é fruto de uma má decisão? Meu desejo é que estejamos prontos para assumir a nossa responsabilidade, escolhendo o caminho de Deus e tendo como “efeito colateral” a graça e a bondade do nosso Pai!


Semana 28 – Oseias 4:3

julho 12, 2018

“Por isso, a terra está de luto, e todo o que mora nela desfalece, com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar perecem.” – Os 4:3 (ARA)

“A cada quatro horas, um jovem negro morre violentamente em São Paulo” – Primo Preto, “Capítulo 4, versículo 3”

O quarto capítulo do livro de Oseias começa com uma acusação de Deus contra o povo de Israel. Em uma lista que inclui diversos pecados, destaca-se o homicídio como o grande delito da nação, tanto é que “a terra estava de luto”. Essa expressão, que consta na versão Almeida Revista e Atualizada da Bíblia, poderia valer para o que passamos atualmente.

Enquanto no final dos anos 1990, em São Paulo, morria violentamente um jovem negro a cada quatro horas, conforme dados apresentados na música “Capítulo 4, versículo 3”, a situação do Brasil hoje não está muito diferente. Em 2017, foram registrados mais de 59 mil homicídios no país, o que equivale a um assassinato a cada nove minutos.

Em um quadro de tamanha violência como esse, uma tendência é banalizar a situação e não se indignar com tantas mortes. Nem sempre estamos atentos ao que está acontecendo ao nosso redor, esquecemos de notar que várias pessoas estão de luto, sofrendo demais não só em função da criminalidade, mas também como consequência de doenças, acidentes e até causas naturais.

Como cristãos, devemos “chorar com os que choram” e oferecer o consolo para quem precisa. Apesar de variar de pessoa para pessoa, o luto tem um tempo específico e é nesse momento que devemos estar disponíveis para ajudar, não adianta chegar atrasado. Que possamos ter sensibilidade e sabedoria para agir na hora certa, sendo usados por Deus para amenizar o sofrimento de quem está ao nosso lado!


Semana 27 – Daniel 4:3

julho 5, 2018

“Como são grandes os seus sinais, como são poderosas as suas maravilhas! O seu reino é um reino eterno; o seu domínio dura de geração em geração.” – Dn 4:3 (NVI)

“Vim pra sabotar seu raciocínio” – Mano Brown, “Capítulo 4, versículo 3”

O versículo de Daniel citado acima parece ser a fala de um grande servo de Deus, alguém que conhece o Senhor de uma forma íntima, que tem um histórico de obediência à ordem divina. No entanto, trata-se do discurso do rei babilônico Nabucodonosor, um dos homens mais poderosos de seu tempo, responsável por saquear e destruir o Templo de Jerusalém.

Para entender como alguém responsável por arrasar o símbolo da presença divina na Cidade Santa passou a reconhecer o poder de Deus, é necessário compreender o contexto do capítulo 4 de Daniel. A mudança de postura ocorreu após uma experiência pessoal trágica, em que Nabucodonosor ficou sete anos “vivendo como um animal” e sem condições de governar. Isso aconteceu em uma ação do próprio Senhor, que tirou o entendimento do monarca caldeu para que ele aprendesse sobre quem realmente tem domínio sobre o reino dos homens, com condições de escolher como rei quem Ele quisesse.

A lição que tenho dessa história é o quanto precisamos transformar nossos pensamentos, nossas convicções, nossos paradigmas para aprendermos quem Deus é. Nabucodonosor achava que não devia satisfação para ninguém, podia agir do modo que desejasse devido à posição que ocupava na sociedade. Quando isso lhe é tirado, aí ele vê o quão frágil é, submetendo-se ao papel de servo do Criador.

Assim como Mano Brown, na música “Capítulo 4, versículo 3”, diz que quer sabotar o raciocínio do seu ouvinte, talvez com o objetivo de que ele repense o seu modo de vida, o nosso raciocínio precisa ser sabotado pelo Senhor. Somente quando deixamos Deus agir na nossa mente é que podemos nos humilhar, entender a obra de Jesus na cruz e mudar nossa direção.