Lembranças do Timão no Brasileiro de 1993

julho 20, 2017

O Corinthians alcançou a marca de 15 jogos invictos no atual Brasileirão: 11 vitórias e quatro empates, com 25 gols marcados e sete sofridos. Essa marca é muito semelhante a de outro time que marcou minha adolescência: o Timão do Brasileiro de 1993 que, em suas 15 primeiras partidas da competição, também chegou a 11 vitórias e quatro empates, mas com 30 gols pró e 10 contra.

Mario SergioSer corintiano hoje está fácil, mas 24 anos atrás, às vésperas do Brasileirão, as coisas não eram brincadeira. O São Paulo era então o atual bicampeão da Libertadores e o Palmeiras acabara de ser campeão paulista e do Rio-São Paulo, ambos em cima do próprio Timão, acabando com uma fila de 17 anos sem títulos (e com um esquadrão montado com o dinheiro da Parmalat). O grande ídolo do time nos últimos anos, o meia Neto, deixara o clube para ir jogar na Colômbia (!), e o técnico Nelsinho fora treinar o Al Hilal, da Arábia Saudita. Com o comentarista Mário Sérgio chamado para ser treinador e o quarteto de jogadores contratados junto ao Mogi Mirim  (Admilson, Leto, Válber e um tal de Rivaldo), a equipe iria em busca do bi nacional.

O Campeonato Brasileiro de 1993 foi sui generis: com 32 equipes, devido a um regulamento criado para alçar o Grêmio da segunda para a primeira divisão, a competição só começou em setembro (acredito que pelo calendário das Eliminatórias da Copa). E lá estava eu em frente à TV para ver a estreia do Coringão, contra o Cruzeiro, no feriado da Independência do Brasil. Antes de o jogo começar, os repórteres chamavam a atenção para dois atletas de 17 anos, um de cada time. Zé Elias, do Timão, fazia seu primeiro jogo entre os profissionais, enquanto um dentuço de cabelo curto chamado Ronaldo era a esperança de gols da equipe Celeste. No final,  Corinthians 2 a 0.

A partir dali, acompanhei aquele time de perto. Ao todo, o Timão fez 20 jogos no campeonato, 12 deles na Capital paulista. Destas partidas, só não fui ao estádio em duas  (vitórias por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, na primeira fase, e sobre o Santos, na segunda), e em nenhuma o Corinthians saiu derrotado. Seguem abaixo as lembranças que tenho dos jogos que vi in loco:

São Paulo 1 x 1 Corinthians – “Ôôô, o Zetti é cheirador”

Chá de cocaEra o segundo jogo do campeonato e, pelo que lembro, não foi lá muito emocionante. O que jamais esqueço foi o cruel grito da torcida corintiana no Morumbi para o goleiro são-paulino, que fazia alusão ao fato de o jogador ter sido pego no antidoping pelo uso de cocaína menos de dois meses antes, em uma partida da seleção brasileira contra a Bolívia, pelas Eliminatórias. Dias depois do episódio, ficou comprovado que ele tinha consumido apenas um chá de coca, bebida comum em La Paz para amenizar os efeitos da altitude. Mas, para a galera, o que importava era a brincadeira.

Corinthians 1 x 0 Flamengo – “Doutor, eu não me engano, o Casagrande é corintiano”

Corinthians e Flamengo estavam invictos e, para apimentar ainda mais a partida, era a primeira vez que o atacante Casagrande enfrentava o Timão, depois de anos na Europa. Enquanto se esperava um ambiente hostil para um dos jogadores ícones da Democracia Corintiana, o que se viu foi exatamente o contrário: a torcida acolheu Casão e fazia questão de lembrar seu amor pelo Alvinegro.

Por ironia, a bola do gol corintiano marcado por Rivaldo ainda desviou em Casagrande antes de ir para as redes. E, no ano seguinte, o atacante voltava para o Parque São Jorge.

Corinthians 2 x 0 Internacional e Corinthians 5 x 1 Bahia – dois jogos, festa de debutante e Bertioga no mesmo feriado

Ah, como é bom ser jovem! No dia 9 de outubro, um sábado, o Timão recebeu o Internacional no Pacaembu à tarde e lá estava eu no estádio com meu irmão. O time ganhou sem sustos e assistimos aos minutos finais quase na porta de saída, pois à noite teríamos uma festa de debutante.

No dia seguinte, fui à igreja pela manhã e, na sequência, descemos com uma turma para Bertioga. Com receio do trânsito, o grupo resolveu voltar na terça de manhã (feriado de Nossa Senhora de Aparecida) e pouco depois do horário de almoço estávamos em casa. Eu e meu irmão conversarmos e percebemos que dava para chegar ao Pacaembu a tempo de comprarmos ingresso e assistirmos à partida contra o Bahia, ainda naquela tarde. No caminho, conseguimos uma carona para parte do trajeto e foi possível ver todo o jogo, mas do tobogã. Valeu a pena o esforço: um show de bola do Coringão para cima do Tricolor baiano, que ainda descontou com um gol do atacante Marcelo Ramos.

Corinthians 1 x 0 São Paulo – “Mas eu não fiz nada!”

Dangerous TourO Michael Jackson estava no Brasil para fazer dois shows no Morumbi pela Dangerous Tour e, por isso, essa partida foi marcada para o Pacaembu. E lá estava eu novamente no Paulo Machado de Carvalho com meu irmão, pela terceira vez em oito dias (aliás, revendo agora, a tabela do campeonato era ridícula: na primeira fase, o Corinthians iniciou com cinco jogos como visitante, para emendar quatro partidas em seu estádio). Curiosamente, este era um jogo considerado de alto risco pela polícia.

Era o quarto Majestoso que eu iria assistir no estádio no ano e, até então, não tinha visto uma vitória sobre o São Paulo (havia mais um jogo de jejum, se eu contar o primeiro confronto da final do Paulistão de 1991, Raí 3 a 0). Sair de lá com a vitória, com o único gol do volante Simão com a camisa corintiana, lavou a alma.

Na saída do estádio, percebemos que havia uma confusão distante de onde estávamos. Após um momento de hesitação, que incluiu bisbilhotar o que estava acontecendo, resolvemos seguir nosso caminho para casa, quando vimos uma multidão de corintianos correndo pelas ruas de Higienópolis. Na sequência, passaram duas viaturas em alta velocidade. Até que a terceira resolveu parar bem onde estávamos e o policial já saiu distribuindo borrachada.

Não sei quem já teve essa experiência, mas receber uma pancada de um cassetete às vésperas de completar 13 anos não é uma coisa muito agradável. Ele me bateu com a borracha na horizontal, de cima para baixo, na região dos glúteos. Eu praticamente fui jogado para cima e só deu tempo de gritar pela minha inocência. Saí correndo sem nem olhar para trás.

Chegando em casa, minha mãe percebeu que algo estava errado. Não tive outra alternativa a não ser contar a verdade e mostrar o vergão escondido embaixo da bermuda.

Ps. Esse foi o último jogo do zagueiro Marcelo Djian pelo Corinthians, como já havia comentado aqui.

Corinthians 5 x 1 Botafogo – Revanche com o amigo

Em 1992, o Corinthians perdeu a chance de se classificar para a final do Brasileirão principalmente devido a uma derrota sofrida na segunda fase, contra o Botafogo, no Pacaembu: 0 x 1, gol de Valdeir “The Flash”. E eu estive lá no estádio, lógico.

No ano seguinte, a situação era outra: o Timão era a sensação da competição, enquanto o time da estrela solitária sofria com uma das piores campanhas. O que se viu naquela tarde de 31/10 foi um passeio, com dois gols de Rivaldo, dois de Viola e um de Válber.

Minhas idas ao estádio eram, na maioria das vezes, acompanhadas do meu pai e do meu irmão. Nesse dia, porém, um amigo de infância estava lá para completar o grupo. Posso estar enganado, mas devia ser um dos seus primeiros jogos no campo. Não poderia haver dia melhor para ver o Coringão no Pacaembu.

Corinthians 2 x 1 Bragantino – De virada, sem o irmão

Poucas lembranças do jogo, só que foi de virada e que meu irmão, por alguma razão, não estava ali para comemorar junto comigo e meu pai. Aqui, foi possível ver que os dois gols de Válber foram de cabeça.

Corinthians 3 x 2 Santos – Gol do Zé da Fiel

Na primeira fase, o Corinthians foi arrasador. Terminou líder do seu grupo com sete pontos de vantagem sobre o São Paulo, segundo colocado, sendo que na época as vitórias valiam apenas dois pontos (em 1995, entrou em vigor no Brasileirão a regra da Fifa de três pontos por triunfo). Na era pré-pontos corridos, no entanto, isso de nada valia, pois o time teria de encarar uma segunda fase em um grupo com mais três equipes (Santos, Vitória e Flamengo), em turno e returno, para a mais bem colocada avançar à final.

Esse jogo era o primeiro dessa fase e o palco passaria a ser o Morumbi, já que o Pacaembu ficava pequeno para a massa corintiana nesses momentos decisivos. Os 45.970 pagantes assistiram a um primeiro tempo sem gols, mas tudo mudaria nos 45 minutos finais.

O Timão abriu 3 a 0 e o terceiro gol foi dele: Zé Elias. Esse foi um dos dois gols do volante com a camisa do Corinthians, e eu pude testemunhar tal feito. O que parecia mais uma vitória tranquila se tornou em um sufoco: o Santos marcou dois gols e só comemoramos com o apito final.

Corinthians 2 x 2 Flamengo – Tensão e “copada” no careca

O clima no Morumbi naquela noite de quarta-feira era muito diferente ao do jogo contra o Santos. Depois daquela partida, o Timão finalmente perdeu sua invencibilidade em uma derrota por 2 a 1 para o Vitória, na Bahia, e ficou no 1 a 1 com o Flamengo, no Maracanã. O time baiano liderava o grupo com cinco pontos, enquanto o Timão era o segundo, com três. Vencer o Flamengo “no jogo de volta” era fundamental para as pretensões de passar de fase.

Essa obrigação de vencer deixava a atmosfera mais tensa entre os torcedores. Antes de o jogo começar, porém, um breve momento de “descontração”: não lembro o motivo, mas a massa passou a encrencar com um careca que estava a alguns degraus abaixo de mim e do meu irmão (nesse jogo, meu pai não foi). Até que um copinho de papelão amassado, que partiu perto de onde estava sentado, acertou em cheio na mente brilhante. A galera foi ao delírio.

Quem comemorou, aproveitou. Depois que a bola passou a rolar, dava para sentir que as coisas não dariam certo. Marcelinho, que antes de virar o ídolo corintiano jogava no Rubro-negro carioca, abriu o placar (de falta, claro!). No segundo tempo, Tupãzinho empatou, mas logo Renato Gaúcho deixou novamente os flamenguistas em vantagem. Viola voltou a empatar na sequência, mas a equipe não conseguia o algo a mais para virar. O goleiro Ronaldo chegou a sair jogando com o pé algumas vezes, à la Higuita, para incentivar seus companheiros (e fazer uma média com a torcida, lógico). De nada adiantou: empate e a sensação de que a vaca começava a ir para o brejo.

Corinthians 2 x 2 Vitória: Sem próxima fase. No vestibular e no campeonato.

Placar morumbiApesar do empate contra o Flamengo, ainda restava uma esperança para o Timão ir à final: o Vitória também empatara na rodada anterior (contra o Santos) e o confronto direto, em casa, com o time baiano, poderia deixar o Corinthians na liderança. Era só vencer.

Não poderia ficar de fora desse jogo decisivo, só havia um problema: meu irmão iria prestar o vestibular da Fuvest como “treineiro” naquela tarde. Posso estar enganado, mas ele obrigatoriamente teria de ficar na sala de provas até as 16h, e o jogo estava marcado para as 17h. A solução era montar o esquema com meu pai para, em uma hora, sair de carro de Pinheiros até o Morumbi, a ponto de assistir à partida. Lógico que meu irmão foi o primeiro a deixar o colégio e fomos rumo ao estádio.

O plano traçado deu certo, só faltava agora o time corresponder. Como eram mais de 65 mil pagantes, tivemos de assistir ao primeiro tempo em pé, praticamente na “boca” da arquibancada. E o que vimos não foi muito legal: em menos de 10 minutos, o Vitória já vencia por 2 a 0. O primeiro gol, inclusive, foi “contra” do goleiro Ronaldo. Em uma falta de dois lances, Roberto Cavalo cobrou direto para o gol e o arqueiro encostou na bola antes de ela estufar as redes. Se a bola entrasse direto, o tento não valeria.

Rivaldo diminuiu ainda no primeiro tempo e o zagueiro Henrique, de cabeça, empatou no início da segunda etapa. Mesmo com 35 minutos para virar, a equipe não conseguiu superar o goleiro Dida e tivemos de amargar mais um empate, tornando remotíssimas as chances de o Corinthians ir para sua terceira final no ano contra o Palmeiras.

Remotas também eram as chances de meu irmão ter um desempenho bom no vestibular depois de fazer a prova em tempo recorde. Ele não passou para a segunda fase da Fuvest. Assim como o Corinthians também não avançou de fase, mesmo com uma vitória heroica sobre o Santos em seu último jogo.

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Voltamos à programação normal

julho 19, 2017

Depois de oito anos, voltarei a utilizar este espaço. Não sei qual será a periodicidade em que ele será atualizado, mas pelo menos terei um lugar para dar vazão a textos e algumas ideias que estão guardadas. O primeiro post será sobre o Corinthians. Aguardem!


Como passar em concurso público lendo blogs

junho 10, 2009

Depois de 11 meses de espera, finalmente recebi o telegrama de convocação para trabalhar na maior empresa da América Latina. Estou na fase de exames médicos, psicotécnico, etc., e só um desastre pode me eliminar dessa etapa. Se tudo der certo, ainda este mês assino contrato e ficarei alguns dias em “ambientação” no Rio de Janeiro.

Para colher esse fruto, porém, tive de fazer uma prova com 70 questões e somar 87% dos pontos possíveis da parte de conhecimentos específicos (a parte de conhecimentos gerais era só eliminatória, mas mantive média parecida). Muitas pessoas me perguntaram: “mas então, você estudou muito para passar”?

A minha resposta era a seguinte: “bem, não estudei muito. A maior parte das perguntas respondi com base na minha experiência profissional e no que lembro da época de faculdade, algumas vezes usei o bom senso. O que me ajudou foram as questões sobre novas mídias, Jornalismo na Web, conteúdos colaborativos, etc., assuntos que venho acompanhado em blogs…”

Quando falei isso, as pessoas disseram: “o quê, você passou em um concurso lendo blogs?”. Eu ficava sem graça de confirmar, mas não deixava de ser verdade. Um colega que fez a prova disse que foi mal nessas questões que envolviam a Internet e chegou à conclusão: “preciso aprender mais sobre o assunto, acho que vou procurar livros nessa área”. Daí emendei: “olha, acho que não há muitos livros atualizados. O jeito é ler textos na Internet mesmo”.

Ao reler a prova, vejo que a quantidade de questões que envolviam temas ligados à Internet foi alta, pelo menos em relação a outros concursos que prestei. De 45 questões de conhecimentos específicos, nove tratavam do assunto (questões 31 a 36 e 38 a 40), ou seja, 20%. Tudo bem que essas perguntas eram as que valiam menos pontos, só que me ajudaram muito a conseguir o resultado que alcancei (bem melhor responder sobre a Web do que a respeito de gramatura de papel e tipos de impressão, como cai nas provas da Vunesp).

Na época que fiz a prova, até pensei que a empresa tinha por objetivo contratar profissionais que estivessem atualizados sobre o assunto. Um ano depois, qual não foi a minha surpresa ao saber que a companhia criou um blog, que tem adotado medidas polêmicas, mas inovadoras em relação à divulgação de informações e relacionamento com a mídia. (Aqui vai um post muito bom sobre toda a celeuma, do blog Bereteando, que foi indicado pelo Inagaki via Twitter).

Para divulgar o blog, a empresa também criou um perfil no Twitter e mostrou que sabe usar a ferramenta. Eu, que vinha citando a companhia na maioria das mensagens que publicava no microblog, passei a ser seguido por ela logo de cara. Sinal de que eles estão monitorando o que o público tem dito da empresa nas redes sociais.

Se você é jornalista e tem interesse em passar em um concurso público, deixo a dica: leia blogs. Eu recomendo dois, que funcionam para mim como espécie de gatekeepers de assuntos ligados à Internet: o Marmota Mais dos Mesmos, do André, e o Pensar Enlouquece, Pense Nisso, do Inagaki. Além dos posts que escrevem sobre esses temas, eles recomendam vários links que vão te ajudar a saber mais sobre as novidades da área de comunicação na Web.


12 meses de um concurseiro

maio 15, 2009

Em junho do ano passado, passei em um concurso público e pensei que logo estaria trabalhando em um novo local. Ledo engano. Confira como foram meus últimos 12 meses: 

Junho/08: Acertei 88% das questões? Será que é suficiente para passar? Olha este fórum, só um cara teve uma nota melhor que a minha. Vai sair o resultado… Passei!!!!!!!! Não acredito!!!! Deus é maravilhoso!!!! Eu sabia, seus cornetas!!!!

Julho/08: Já começaram a chamar alguns cargos! Ótimo, mês que vem tiro férias e, se bobear, nem volto mais a trabalhar no meu atual emprego.

Agosto/08: As Olimpíadas foram boas, o Usain Bolt é rápido mesmo. O telegrama é que está demorando um pouco para chegar. Bem, o jeito é voltar a trabalhar no mesmo lugar de antes. Será por pouco tempo, eu sei.

Setembro/08: As convocações continuam e nada de chamarem o pessoal de Comunicação. Essas profissões descartáveis…. Preciso manter a calma, pois a validade do concurso é de apenas seis meses. Daqui a pouco estou lá.

Outubro/08: Crise mundial por causa de uns caloteiros nos EUA? Até parece que isso vai afetar a minha convocação. Vai ser só uma marolinha, pode apostar.

Novembro/08: Prorrogaram o prazo, como previsto. Agora, o sufoco pode durar até junho do próximo ano. Não deve chegar a tanto, mas é melhor eu me acostumar a passar mais uns três meses em Atibaia.

Dezembro/08: Última atualização das convocações, 12/12. Final de ano é fraco mesmo. Como, cancelaram a festa de confraternização dos funcionários para reduzir gastos? Ih…….

Janeiro/09: Última atualização das convocações, 12/12. Enquanto não me chamam, o jeito é continuar a trabalhar aqui. Chefia nova, novos projetos… Não vou dar muito palpite. Afinal, daqui a pouco vou puxar o carro.

Fevereiro/09: Última atualização das convocações, 12/12. O Brasil só funciona após o Carnaval. Março será o mês, março será o mês!

Março/09: Última atualização das convocações, 12/12. Minha esposa marcou férias para abril, vou gastar as minhas nesse período também. Espero ser chamado antes, quem sabe? Viajo ou não viajo? E se o telegrama chegar enquanto estiver em Porto Seguro?

Abril/09: As férias foram maravilhosas! O duro é voltar a trabalhar no lugar que você não quer. Deixar para chamar faltando dois meses do final do concurso é maldade….

Maio/09: O quê, podem não convocar todo mundo que passou dentro das vagas? Entrar na Justiça? Antes ou depois do fim do prazo? Os honorários do advogado custam tudo isso mesmo? Como assim, CPI? Aaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh


Caiu a pauta (ainda bem)

março 24, 2009

Tirei folga nesta terça-feira e, entre as tarefas que me propus, iria atualizar o blog. Minha ideia era escrever um post sobre a angústia que passo atualmente, pois fui aprovado em um concurso (o maior da história da companhia), fiquei em segundo lugar para o meu cargo (entre mais de 10 mil inscritos) e, depois de 9 meses, ainda não fui chamado.

Como o prazo do concurso se encerra no final de junho, começou a bater o desespero em mim e nos outros aprovados não-convocados. Até e-mail recebi para articular uma ação na Justiça contra a empresa. Diante desse quadro, meu sentimento era de alguém que acertou na loteria, mas não consegue encontrar o bilhete premiado e vê o tempo para reclamar o prêmio se esgotando aos poucos.

Fui almoçar e, quando sentei no computador para escrever o texto, recebo a notícia: o presidente da empresa garante a convocação dos aprovados. De lambuja, ainda diz que pretende aumentar a porcentagem da participação dos lucros e resultados (PLR) destinada aos funcionários.

A pauta pode ter caído, mas foi por um bom motivo. E, já que as convocações estão garantidas, espero ser chamado só a partir do dia 03/04. Antes disso, quero curtir as praias de Porto Seguro com tranquilidade.


Momento família

março 20, 2009

Bate bola na USPMeu irmão é a única pessoa que me cobra para atualizar o blog, então resolvi homenageá-lo com uma imagem da nossa infância. Na foto ao lado, devia ter entre oito e 10 anos, época em que jogava bola entre os coqueiros da Cidade Universátira da USP.

É legal relembrar o tamanho do meu cabelo, a camisa do Brasil, quando éramos apenas tricampeões mundiais, e o Le Coq que meu irmão usava na ocasião.

Nos anos seguintes a esta foto, fomos muitas outras vezes à USP, também para jogar bola. Mas aí, em vez de ficar só neste momento família, participávamos dos históricos contras entre turma da Vilinha e turma do Alfredo. Bons tempos…


Eu acredito em Ronaldo

dezembro 11, 2008

ronaldo-fenomenoA contratação do atacante Ronaldo pelo Corinthians me surpreendeu. Muitos duvidam que ele se dará bem na equipe, mas eu acredito no seu sucesso.

Antes da Copa de 2002, participei de um bolão e, além dos resultados da competição, também deveria apostar em quem seria o artilheiro do torneio, o artilheiro do Brasil e o autor do primeiro gol brasileiro no campeonato. Pensei bem e não titubeei: cravei Ronaldo três vezes.

Não deu outra. Ele marcou o primeiro gol do Brasil, na estréia contra a Turquia, e terminou como artilheiro da Copa com 8 gols. Resultado: ganhei o bolão (apostara Brasil campeão), levando para casa aproximadamente R$ 200.

Podem falar que ele está velho, gordo, machucado, mas pior que o Finazzi, o nosso “ídolo” em 2007, ele não é. Mesmo meia-boca, o Fenômeno saberá aproveitar os passes do Douglas e fará uma ótima dupla de ataque com o Dentinho.

Ronaldo e ex-familiaVontade não vai faltar para o jogador. A convivência que ele teve com Milene Domingues, a corintianíssima Rainha das Embaixadas, deu a noção para o jogador da importância que o Timão tem. Não duvido nada que seu filho Ronald seja corintiano.

Com raça e talento, Ronaldo pode ser um grande jogador para o Corinthians. É uma honra ter no time para o qual torço um dos principais responsáveis pelo penta do Brasil (o outro grande responsável pela conquista, Rivaldo, já tivera esse privilégio entre 1993 e 1994). Quem sabe Ronaldinho Gaúcho chega no ano do centenário?