E o Corinthians ainda depende só dele…

novembro 29, 2007

Por mais que seja um torcedor masoquista, também permaneço otimista. A situação do Corinthians é terrível, mas tento olhar pelo lado bom: a equipe depende só dela, é vencer o Grêmio e permanecer na primeira divisão.

Mas é justamente aí que mora o perigo. O Timão já disputou várias “finais” e não se saiu bem. Empatou em casa com o Atlético-PR, não conseguiu matar o Goiás no Serra Dourada e desperdiçou o “match point” contra o Vasco, já que o Galo goleou os goianos no Mineirão.

Duas situações ainda me fazem crer que o Corinthians não será rebaixado: a incompetência de Goiás e Paraná e o fato de o time ter um histórico de cumprir missões impossíveis. Ao analisar o passado do Timão, quando você menos espera da equipe, aí é que ela se sobressai. A última amostra disso foi a vitória sobre o São Paulo.

Fico com uma certa dó do Nelsinho. Com exceção do goleiro Felipe, ele está com jogadores de um nível muito baixo para escalar. Na lateral-direita, quando não é o Iran que entrega, vem o Amaral e “bate a continência” para o jogador do Vasco ficar livre para cruzar. A zaga oscila em bons e maus momentos. Na esquerda, o Everton até que não foi mal, mas mesmo assim deve perder a posição para o Gustavo “chinelinho” Nery.

O meio-campo não arma, deixa espaços para o adversário e mal consegue trocar uma meia dúzia de passes. Pelo menos, teremos a volta do Moradei. Na parte ofensiva, o Finazzi fará falta (!), já que Arce, Wilson, Clodoaldo e Lulinha parecem ter medo de estufar as redes (incluo o Dentinho nesta lista, só que ele não viajará a Porto Alegre).

Os secadores começaram a comprar os rojões. Os palmeirenses nem lembrarão que o Porco enfrentará o Atlético/MG no Parque Antarctica, ficarão grudados na Globo para ver o possível rebaixamento do arqui-rival. Os são-paulinos sonham em encerrar o melhor ano da história do clube com uma “vitória” no Olímpico, desbancando o bi mundial de 92/93 e a conquista do tri em 2005 (ano ofuscado pelo Timão de Tevez, tetra do Brasileiro). Os santistas se multiplicarão, sairão da tumba caso o Corinthians termine entre os quatro últimos do Nacional.

Felipe; Betão, Zelão e Fábio Ferreira; Amaral, Moradei, Carlos Alberto, Lulinha e Gustavo Nery Everton; Wilson e Arce. Que esses 11 jogadores se transformem em heróis no domingo e massacrem o Grêmio. E impeçam uma tragédia sem tamanho.

Anúncios

Eu, judeu?

novembro 23, 2007

Navegando por aí, descobri um teste que avalia qual a religião que a pessoa considera certa. E não é que o meu resultado deu judaísmo?

Which is the right religion for you? (new version)
created with QuizFarm.com
You scored as JudaismYou scored as Judaism. Your beliefs most closely resemble those of Judaism. Do more research on Judaism and possibly consider becoming a Jew, if you aren’t already.Judaism is the religion of the Jewish people, based on principles and ethics embodied in the Bible (Tanakh) and the Talmud. According to Jewish tradition, the history of Judaism begins with the Covenant between God and Abraham (ca. 2000 BCE), the patriarch and progenitor of the Jewish people. Judaism is the first recorded monotheistic faith and among the oldest religious traditions still in practice today. Jewish history and doctrines have influenced other Abrahamic religions such as Christianity, Islam, Samaritanism and the Bahá’í Faith.

Judaism
100%
Christianity
95%
Islam
40%
Confucianism
35%
Buddhism
30%
Haruhism
25%
Satanism
25%
Hinduism
20%
Agnosticism
20%
Atheism
10%
Paganism
0%

Pelo menos, cristianismo vem logo atrás, com 95%. O interessante é notar meus “traços” satanistas, agnósticos e ateus. Ainda bem que isso é só um teste de Internet.


Bodas de algodão e 27º aniversário

novembro 5, 2007

Hoje e amanhã, respectivamente, comemoro minhas bodas de algodão (dois anos de casado) e meu 27º aniversário. Ao fazer um retrospecto do que passei para chegar até aqui, creio que estou em um dos melhores momentos da minha vida.

Recentemente, mudei-me para Atibaia e, após um mês de idas a médico e salas de exame, a saúde está bem melhor. Passado o sufoco, noto que tenho um emprego bom, uma esposa maravilhosa, pago todas minhas contas em dia, moro em uma casa que considero confortável e bem localizada, ou seja, nada a reclamar.

A questão que faço com essa reflexão é a seguinte: e agora? Com uma vida estável, o que devo conquistar a partir de então? Se já tenho esposa, casa para morar, emprego para manter uma vida tranqüila (sem luxo), quais os próximos desafios?

Ter filhos, criá-los e vê-los partir, será essa minha missão na Terra? Fazer uma pós-graduação, outra faculdade, investir na carreira profissional para ganhar mais reconhecimento e dinheiro? Dedicar mais tempo à família, aos amigos e ao lazer?

Creio que posso escolher qualquer dessas opções, mas não devo me basear somente na minha vontade. É curioso como só no quinto parágrafo do texto cito quem proporcionou tudo o que tenho até hoje: Deus.

Pela fé que possuo no Senhor e em seu filho Jesus Cristo, preciso lembrar antes de tudo que a minha vida é Dele. Qual seria minha reação se Deus pedisse, de alguma forma, para largar todo esse conforto e ser missionário em outro país? Ou dedicar boa parte do meu tempo a algum trabalho específico, como a evangelização de menores “em situação de rua” e pessoas com dependência química?

Nasci em um lar que foi “desfeito” quando tinha seis anos de idade e minha mãe se virou para dar uma condição legal de vida para mim e meu irmão. Estudei até o colegial em escola pública e comecei a trabalhar aos 15 anos, é verdade, só que tive a felicidade de morar em Pinheiros e ter contato com amigos com bom nível cultural, o que me levou a sempre pensar em fazer uma faculdade. Sem a necessidade de cursinho, entrei em jornalismo na Cásper Líbero, me formei e até tive modestas conquistas profissionais na área.

A partir dos 11 anos, tornei-me cristão. Essa escolha, além de salvar minha alma, ajudou a preservar o corpo. Fiquei distante de drogas, cigarro e bebida e cultivei programas sadios durante a adolescência. Virei compositor e cantor de rap evangélico, professor de escola dominical, dirigente de louvor e até pregador leigo, além de organizar acampamentos com 150 pessoas e eventos musicais que reuniram cerca de 500 espectadores.

Nesse caminho, conheci a mulher que seria minha esposa, após três anos de amizade e cinco anos de namoro. Depois de dois anos ao lado dela na mesma casa, só posso agradecer ainda mais por suas qualidades, como companheirismo, amor, amizade, carinho, dedicação, beleza e responsabilidade.

Posso não saber o que Deus me reserva no futuro, nem o que devo fazer agora, só peço que Ele continue me preparando e me sustentando, como fez até hoje. Que minha vida como esposo, filho, irmão, jornalista, funcionário, amigo e cidadão reflita um pouco do amor de Jesus.

Ps. Quem quiser lembrar meu aniversário ou minhas bodas de algodão com algo material pode visitar minha lista de desejos do Submarino!


Mandem o Iran para o Iraque

novembro 1, 2007

Assisto sozinho na sala ao segundo tempo de Corinthians x Flamengo e, para susto da minha esposa, que está no quarto, dou um grito de revolta.

– Pára com isso, não precisa gritar!
– É esse Iran, perdeu a bola… olha lá, gol do Flamengo!

O Corinthians tem deixado o torcedor com os nervos à flor da pele há muito tempo, mas ontem foi demais para mim. O time começa ganhando, deixa empatar nos acréscimos da etapa inicial e, quando já me contentava com o 1 a 1, devido às circunstâncias, vai lá o Iran, consegue perde a bola para o Roger (!) e o Timão toma o gol.

Aliás, é incrível como neste ano o Roger só prejudicou o Corinthians. Primeiro, quando esteve lá. Depois, no Flamengo, só marcou gol contra nós e foi fundamental na reação rubro-negra na partida do primeiro turno (empate de 2 a 2).

Sem o Dentinho e o Lulinha em campo, graças ao estrategista Nelsinho Baptista, o Timão não tinha como reagir. O Arce não fez nada e o Héverton pouco contribuiu. Outra coisa que continuo sem entender é o Vampeta ficar no banco. O Moradei está fazendo a parte dele, é verdade, mas nas últimas vezes que o Velho Vamp entrou, a equipe melhorou (vitórias contra São Paulo e Figueirense, empate com o Inter).

Apesar da derrota, continuo com minha esperança de torcedor. O Timão continua dependendo de seus próprios resultados para ficar na primeira divisão e, pelo visto, Goiás, Náutico e Sport vão manter a emoção do descenso até o final. Uma coisa, porém, começa a passar pela minha cabeça: se o Romário jogar contra o Coringão, ele vai aprontar. Já imaginou ver estampada uma manchete “Último gol do Baixinho rebaixa Corinthians”?