Voltamos à programação normal

julho 19, 2017

Depois de oito anos, voltarei a utilizar este espaço. Não sei qual será a periodicidade em que ele será atualizado, mas pelo menos terei um lugar para dar vazão a textos e algumas ideias que estão guardadas. O primeiro post será sobre o Corinthians. Aguardem!


Como passar em concurso público lendo blogs

junho 10, 2009

Depois de 11 meses de espera, finalmente recebi o telegrama de convocação para trabalhar na maior empresa da América Latina. Estou na fase de exames médicos, psicotécnico, etc., e só um desastre pode me eliminar dessa etapa. Se tudo der certo, ainda este mês assino contrato e ficarei alguns dias em “ambientação” no Rio de Janeiro.

Para colher esse fruto, porém, tive de fazer uma prova com 70 questões e somar 87% dos pontos possíveis da parte de conhecimentos específicos (a parte de conhecimentos gerais era só eliminatória, mas mantive média parecida). Muitas pessoas me perguntaram: “mas então, você estudou muito para passar”?

A minha resposta era a seguinte: “bem, não estudei muito. A maior parte das perguntas respondi com base na minha experiência profissional e no que lembro da época de faculdade, algumas vezes usei o bom senso. O que me ajudou foram as questões sobre novas mídias, Jornalismo na Web, conteúdos colaborativos, etc., assuntos que venho acompanhado em blogs…”

Quando falei isso, as pessoas disseram: “o quê, você passou em um concurso lendo blogs?”. Eu ficava sem graça de confirmar, mas não deixava de ser verdade. Um colega que fez a prova disse que foi mal nessas questões que envolviam a Internet e chegou à conclusão: “preciso aprender mais sobre o assunto, acho que vou procurar livros nessa área”. Daí emendei: “olha, acho que não há muitos livros atualizados. O jeito é ler textos na Internet mesmo”.

Ao reler a prova, vejo que a quantidade de questões que envolviam temas ligados à Internet foi alta, pelo menos em relação a outros concursos que prestei. De 45 questões de conhecimentos específicos, nove tratavam do assunto (questões 31 a 36 e 38 a 40), ou seja, 20%. Tudo bem que essas perguntas eram as que valiam menos pontos, só que me ajudaram muito a conseguir o resultado que alcancei (bem melhor responder sobre a Web do que a respeito de gramatura de papel e tipos de impressão, como cai nas provas da Vunesp).

Na época que fiz a prova, até pensei que a empresa tinha por objetivo contratar profissionais que estivessem atualizados sobre o assunto. Um ano depois, qual não foi a minha surpresa ao saber que a companhia criou um blog, que tem adotado medidas polêmicas, mas inovadoras em relação à divulgação de informações e relacionamento com a mídia. (Aqui vai um post muito bom sobre toda a celeuma, do blog Bereteando, que foi indicado pelo Inagaki via Twitter).

Para divulgar o blog, a empresa também criou um perfil no Twitter e mostrou que sabe usar a ferramenta. Eu, que vinha citando a companhia na maioria das mensagens que publicava no microblog, passei a ser seguido por ela logo de cara. Sinal de que eles estão monitorando o que o público tem dito da empresa nas redes sociais.

Se você é jornalista e tem interesse em passar em um concurso público, deixo a dica: leia blogs. Eu recomendo dois, que funcionam para mim como espécie de gatekeepers de assuntos ligados à Internet: o Marmota Mais dos Mesmos, do André, e o Pensar Enlouquece, Pense Nisso, do Inagaki. Além dos posts que escrevem sobre esses temas, eles recomendam vários links que vão te ajudar a saber mais sobre as novidades da área de comunicação na Web.


12 meses de um concurseiro

maio 15, 2009

Em junho do ano passado, passei em um concurso público e pensei que logo estaria trabalhando em um novo local. Ledo engano. Confira como foram meus últimos 12 meses: 

Junho/08: Acertei 88% das questões? Será que é suficiente para passar? Olha este fórum, só um cara teve uma nota melhor que a minha. Vai sair o resultado… Passei!!!!!!!! Não acredito!!!! Deus é maravilhoso!!!! Eu sabia, seus cornetas!!!!

Julho/08: Já começaram a chamar alguns cargos! Ótimo, mês que vem tiro férias e, se bobear, nem volto mais a trabalhar no meu atual emprego.

Agosto/08: As Olimpíadas foram boas, o Usain Bolt é rápido mesmo. O telegrama é que está demorando um pouco para chegar. Bem, o jeito é voltar a trabalhar no mesmo lugar de antes. Será por pouco tempo, eu sei.

Setembro/08: As convocações continuam e nada de chamarem o pessoal de Comunicação. Essas profissões descartáveis…. Preciso manter a calma, pois a validade do concurso é de apenas seis meses. Daqui a pouco estou lá.

Outubro/08: Crise mundial por causa de uns caloteiros nos EUA? Até parece que isso vai afetar a minha convocação. Vai ser só uma marolinha, pode apostar.

Novembro/08: Prorrogaram o prazo, como previsto. Agora, o sufoco pode durar até junho do próximo ano. Não deve chegar a tanto, mas é melhor eu me acostumar a passar mais uns três meses em Atibaia.

Dezembro/08: Última atualização das convocações, 12/12. Final de ano é fraco mesmo. Como, cancelaram a festa de confraternização dos funcionários para reduzir gastos? Ih…….

Janeiro/09: Última atualização das convocações, 12/12. Enquanto não me chamam, o jeito é continuar a trabalhar aqui. Chefia nova, novos projetos… Não vou dar muito palpite. Afinal, daqui a pouco vou puxar o carro.

Fevereiro/09: Última atualização das convocações, 12/12. O Brasil só funciona após o Carnaval. Março será o mês, março será o mês!

Março/09: Última atualização das convocações, 12/12. Minha esposa marcou férias para abril, vou gastar as minhas nesse período também. Espero ser chamado antes, quem sabe? Viajo ou não viajo? E se o telegrama chegar enquanto estiver em Porto Seguro?

Abril/09: As férias foram maravilhosas! O duro é voltar a trabalhar no lugar que você não quer. Deixar para chamar faltando dois meses do final do concurso é maldade….

Maio/09: O quê, podem não convocar todo mundo que passou dentro das vagas? Entrar na Justiça? Antes ou depois do fim do prazo? Os honorários do advogado custam tudo isso mesmo? Como assim, CPI? Aaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh


Caiu a pauta (ainda bem)

março 24, 2009

Tirei folga nesta terça-feira e, entre as tarefas que me propus, iria atualizar o blog. Minha ideia era escrever um post sobre a angústia que passo atualmente, pois fui aprovado em um concurso (o maior da história da companhia), fiquei em segundo lugar para o meu cargo (entre mais de 10 mil inscritos) e, depois de 9 meses, ainda não fui chamado.

Como o prazo do concurso se encerra no final de junho, começou a bater o desespero em mim e nos outros aprovados não-convocados. Até e-mail recebi para articular uma ação na Justiça contra a empresa. Diante desse quadro, meu sentimento era de alguém que acertou na loteria, mas não consegue encontrar o bilhete premiado e vê o tempo para reclamar o prêmio se esgotando aos poucos.

Fui almoçar e, quando sentei no computador para escrever o texto, recebo a notícia: o presidente da empresa garante a convocação dos aprovados. De lambuja, ainda diz que pretende aumentar a porcentagem da participação dos lucros e resultados (PLR) destinada aos funcionários.

A pauta pode ter caído, mas foi por um bom motivo. E, já que as convocações estão garantidas, espero ser chamado só a partir do dia 03/04. Antes disso, quero curtir as praias de Porto Seguro com tranquilidade.


Momento família

março 20, 2009

Bate bola na USPMeu irmão é a única pessoa que me cobra para atualizar o blog, então resolvi homenageá-lo com uma imagem da nossa infância. Na foto ao lado, devia ter entre oito e 10 anos, época em que jogava bola entre os coqueiros da Cidade Universátira da USP.

É legal relembrar o tamanho do meu cabelo, a camisa do Brasil, quando éramos apenas tricampeões mundiais, e o Le Coq que meu irmão usava na ocasião.

Nos anos seguintes a esta foto, fomos muitas outras vezes à USP, também para jogar bola. Mas aí, em vez de ficar só neste momento família, participávamos dos históricos contras entre turma da Vilinha e turma do Alfredo. Bons tempos…


E Carlinhos Bala tinha razão

junho 12, 2008

Carlinhos Bala saiu do jogo do Morumbi dizendo que Enílton havia marcado “o gol do título”. Por mais absurda que a afirmação tenha parecido na hora, ela se confirmou. O Sport fez 2 a 0 no Timão na Ilha do Retiro e ficou com o título da Copa do Brasil, justamente pelo gol marcado fora de casa.

O Corinthians começou bem o jogo, para o que precisava fazer: marcar. No entanto, quando Chicão quis inventar de sair jogando, em vez de dar um dos seus eficientes bicões, o Sport recuperou a bola, Luciano Henrique lançou Carlinhos Bala, que abriu o placar.

Quatro minutos depois, um jogador do Sport fica com a bola próxima a bandeirinha de escanteio e o mesmo Chicão vai lá e pimba, bota para a linha de fundo. Após a cobrança do tiro de canto, Luciano Henrique dá um chute esquisito e Felipe, apesar de ter sido atrapalhado por Enílton, toma um frangaço.

As mudanças no intervalo não surtiram efeito. O time não era sombra daquele que havia goleado o Goiás dois meses antes, ou mesmo da equipe que ganhou 10 dos últimos 11 jogos. Não criava nada e ainda sofria alguns sustos do ataque rubro-negro.

A última cartada de Mano Menezes era sacar o apagado Dentinho e colocar Wellington Saci. Mas o camisa 34 deu uma de “macho”, chutou Carlinhos Bala no chão e foi expulso em menos de um minuto.

Acosta, conhecido por sua frieza ao finalizar, ainda teve a chance de marcar o gol do título corintiano. Em vez de chutar ao gol, porém, inventou de driblar o goleiro e perdeu a única oportunidade real do time no segundo tempo.

Com o vice da Copa do Brasil, resta ao Timão a obrigação de subir para a Série A. Espero que a derrota não abale os jogadores, pois o time precisa manter sua superioridade nos próximos cinco meses. E, mais maduro, o time pode lutar no ano que vem para ficar com a taça que escapou ontem.


Ainda não dá para gritar é campeão

junho 5, 2008

O Timão foi muito bem na final da Copa do Brasil. Vencia o Sport por 3 a 0 e, nos últimos cinco minutos da partida, desperdiçou dois ótimos contra-ataques e ainda tomou o gol que definiu o placar em 3 a 1.

Se não fosse pelo gol de Enílton, já consideraria o Corinthians campeão da competição. No entanto, creio que os pernambucanos exageraram na comemoração do gol de honra. Lembro que o Timão fez a mesma coisa contra o River na Libertadores de 2006 e deu no que deu…

A Ilha do Retiro pode ser um caldeirão, mas creio que o técnico Mano Menezes saberá trabalhar a equipe para jogar com tranqüilidade na decisão. Dessa forma, o Timão terá a chance de conquistar pela terceira vez o troféu e, como sempre, na casa do adversário.

Vai, Corinthians!!!!